Ano XX - EDIÇÃO 1053

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – SOLUÇÕES PERMANENTES – Cada vez que desponta uma crise, ou uma catástrofe, os prefeitos da região se reúnem na sede da Associação dos Municípios, para discutir medidas. Quase nunca se obtém unanimidade. Foi o que aconteceu, de novo, na reunião da última segunda-feira. Buscam-se paliativos e não soluções. E paliativos não resolvem. As catástrofes climáticas são repetitivas. Sucedem-se secas, enchentes e temporais. E a busca de soluções se repete numa cadeia interminável. Está na hora de buscar-se soluções duráveis, permanentes ou definitivas. E isso só se poderá conseguir através de estudos profundos e pesquisas abalizadas. Talvez, se chegue à conclusão de que o procedimento agrícola, na região, esteja errado. E não o clima. Então, os homens têm que adequar-se às condições climáticas e não o clima aos homens e aos hábitos. Onde está o erro? Quem é que está errado? Enquanto não se acertar o passo, a economia regional vai para o saco.
SUGESTÕES – Já chegaram ao Executivo mais de 20 sugestões da Câmara de Vereadores, em escassos quatro meses de legislatura. Um bom sinal, porque isso significa que os vereadores de todas as bancadas estão antenados. Se continuar neste ritmo, até o fim deste ano, as sugestões podem passar de 100. O que estranha é que, até aqui, nenhuma sugestão visa economizar recursos. E em tempo de crise, como esta que estamos atravessando, é primordial cortar gastos.
ENCURRALADO – O prefeito, hoje, é um encurralado. As administrações municipais estão encurraladas. Os prefeitos e as administrações municipais estão amarradas por todos os lados. As gestões municipais, neste início de século XXI, poderiam denominar-se, sem medo de errar, de gestões jurídico-burocráticas. Leis e burocracia por todos os lados. O encurralamento é provocado pela limitação dos orçamentos, pela legislação, pela burocracia e pela falta de recursos. E o povo exigindo, cobrando benefícios e melhorias.
POPULARESCO – Parece que o popularesco pegou até nos Estados Unidos. O presidente Obama fez piada de aliados e rivais e riu de si mesmo em jantar. Um estilo, aliás, bem sul-americano.
UMA BOA IDEIA – Surgiu na reunião da Associação dos Municípios da Grande Santa Rosa, na última segunda-feira. Só se pensa em coisas assim em casos de aperto. Trata-se da retirada do IPI de combustíveis para as prefeituras. Beneficiaria as comunidades, já que as prefeituras usam combustíveis para prestar serviços. Se houve corte do IPI para automóveis, máquinas agrícolas e até eletrodomésticos, por que não beneficiar as prefeituras, que são sacrificadas no corte do IPI em outros segmentos, porque há queda de receita?
DO PALÁCIO – Qual o prefeito que não quer paz, harmonia, tranquilidade para trabalhar? Qual o governante que não deseja paz e harmonia? Logicamente, não pode ser permanentemente azucrinado por uma oposição intransigente, radical, que não dá tréguas. Para haver progresso na comuna, é preciso haver entendimento. E este entendimento precisa ser buscado por todos. Lamentável, simplesmente lamentável, o que está acontecendo no governo do estado, onde qualquer entendimento entre o Palácio Piratini, sobretudo, entre a governadora e a oposição está a muitas léguas de distância. Alguém quer isso na comuna?
PROCUREM ENTENDER: “No caso do Brasil e do Rio Grande do Sul, atormentados há muitos meses por denúncias sobrepostas, devemos buscar mais e mais razão para chegarmos à verdade. O que vemos atualmente é um irracionalismo unilateral por parte de algumas forças políticas que recebem acusações como verdadeiras, sem opções ou contradições, por parte da imprensa semanal”. O texto não é meu, mas assino embaixo e acrescentaria “no caso do Brasil, do Rio Grande do Sul e de Três de Maio”. Os bons entendedores procurem entender. Só não me venham com pseudoentendedores como aquele do “é dose”.
PICUINHAS E MIUDEZAS – De preferência, coisas de conteúdo, caldo grosso, chumbo grosso. Longe das picuinhas e miudezas. Quando o assunto está em falta, parte-se para o nada. Quantas vezes já se disse, ou se escreveu: do nada, nada vem (“ex nihilo, nihil fit”, dizia o latim). Há quem se preocupe com coisinhas de somenos importância, como, digamos, o sexo dos anjos, numa época tão difícil como a que estamos atravessando. Não seria melhor procurar uma saída para os problemas causados pela estiagem?
16 ANOS AMANHÃ – São 16 anos no ar, amanhã, levando alegria e cultura folclórica, todos os domingos, das 6 às 9 horas. No domingo, muita música de bandinha ao vivo, para comemorar a passagem de mais um ano de permanência no ar para alegria dos ouvintes teuto-brasileiros de mais de 100 municípios gaúchos, catarinenses, brasileiros, argentinos e paraguaios. Obrigado do Bach Hannes pelo apoio e pela maciça sintonia!

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