
À
GUISA DE COMENTÁRIO – SOLUÇÕES PERMANENTES
– Cada vez que desponta uma crise, ou uma catástrofe,
os prefeitos da região se reúnem na sede da Associação
dos Municípios, para discutir medidas. Quase nunca se obtém
unanimidade. Foi o que aconteceu, de novo, na reunião da
última segunda-feira. Buscam-se paliativos e não soluções.
E paliativos não resolvem. As catástrofes climáticas
são repetitivas. Sucedem-se secas, enchentes e temporais.
E a busca de soluções se repete numa cadeia interminável.
Está na hora de buscar-se soluções duráveis,
permanentes ou definitivas. E isso só se poderá conseguir
através de estudos profundos e pesquisas abalizadas. Talvez,
se chegue à conclusão de que o procedimento agrícola,
na região, esteja errado. E não o clima. Então,
os homens têm que adequar-se às condições
climáticas e não o clima aos homens e aos hábitos.
Onde está o erro? Quem é que está errado? Enquanto
não se acertar o passo, a economia regional vai para o saco.
SUGESTÕES – Já chegaram ao
Executivo mais de 20 sugestões da Câmara de Vereadores,
em escassos quatro meses de legislatura. Um bom sinal, porque isso
significa que os vereadores de todas as bancadas estão antenados.
Se continuar neste ritmo, até o fim deste ano, as sugestões
podem passar de 100. O que estranha é que, até aqui,
nenhuma sugestão visa economizar recursos. E em tempo de
crise, como esta que estamos atravessando, é primordial cortar
gastos.
ENCURRALADO – O prefeito, hoje, é
um encurralado. As administrações municipais estão
encurraladas. Os prefeitos e as administrações municipais
estão amarradas por todos os lados. As gestões municipais,
neste início de século XXI, poderiam denominar-se,
sem medo de errar, de gestões jurídico-burocráticas.
Leis e burocracia por todos os lados. O encurralamento é
provocado pela limitação dos orçamentos, pela
legislação, pela burocracia e pela falta de recursos.
E o povo exigindo, cobrando benefícios e melhorias.
POPULARESCO – Parece que o popularesco pegou
até nos Estados Unidos. O presidente Obama fez piada de aliados
e rivais e riu de si mesmo em jantar. Um estilo, aliás, bem
sul-americano.
UMA BOA IDEIA – Surgiu na reunião
da Associação dos Municípios da Grande Santa
Rosa, na última segunda-feira. Só se pensa em coisas
assim em casos de aperto. Trata-se da retirada do IPI de combustíveis
para as prefeituras. Beneficiaria as comunidades, já que
as prefeituras usam combustíveis para prestar serviços.
Se houve corte do IPI para automóveis, máquinas agrícolas
e até eletrodomésticos, por que não beneficiar
as prefeituras, que são sacrificadas no corte do IPI em outros
segmentos, porque há queda de receita?
DO PALÁCIO – Qual o prefeito que não
quer paz, harmonia, tranquilidade para trabalhar? Qual o governante
que não deseja paz e harmonia? Logicamente, não pode
ser permanentemente azucrinado por uma oposição intransigente,
radical, que não dá tréguas. Para haver progresso
na comuna, é preciso haver entendimento. E este entendimento
precisa ser buscado por todos. Lamentável, simplesmente lamentável,
o que está acontecendo no governo do estado, onde qualquer
entendimento entre o Palácio Piratini, sobretudo, entre a
governadora e a oposição está a muitas léguas
de distância. Alguém quer isso na comuna?
PROCUREM ENTENDER: “No caso do Brasil e do
Rio Grande do Sul, atormentados há muitos meses por denúncias
sobrepostas, devemos buscar mais e mais razão para chegarmos
à verdade. O que vemos atualmente é um irracionalismo
unilateral por parte de algumas forças políticas que
recebem acusações como verdadeiras, sem opções
ou contradições, por parte da imprensa semanal”.
O texto não é meu, mas assino embaixo e acrescentaria
“no caso do Brasil, do Rio Grande do Sul e de Três de
Maio”. Os bons entendedores procurem entender. Só não
me venham com pseudoentendedores como aquele do “é
dose”.
PICUINHAS E MIUDEZAS – De preferência,
coisas de conteúdo, caldo grosso, chumbo grosso. Longe das
picuinhas e miudezas. Quando o assunto está em falta, parte-se
para o nada. Quantas vezes já se disse, ou se escreveu: do
nada, nada vem (“ex nihilo, nihil fit”, dizia o latim).
Há quem se preocupe com coisinhas de somenos importância,
como, digamos, o sexo dos anjos, numa época tão difícil
como a que estamos atravessando. Não seria melhor procurar
uma saída para os problemas causados pela estiagem?
16 ANOS AMANHÃ – São 16 anos
no ar, amanhã, levando alegria e cultura folclórica,
todos os domingos, das 6 às 9 horas. No domingo, muita música
de bandinha ao vivo, para comemorar a passagem de mais um ano de
permanência no ar para alegria dos ouvintes teuto-brasileiros
de mais de 100 municípios gaúchos, catarinenses, brasileiros,
argentinos e paraguaios. Obrigado do Bach Hannes pelo apoio e pela
maciça sintonia!
|
|