Desafio
Pedagógico:
novos olhares diante de
velhos desafios
Num mundo cada dia mais globalizado e aberto às inovações
tecnológicas, faz-se necessário refletir sobre a Educação
e seus vieses e reflexos, a partir do ambiente escolar.
A escola pós-moderna requer uma nova visão de mundo
e uma necessidade de rever conceitos e romper paradigmas, ou seja,
garimpar por novos paradigmas.
O ensino e a aprendizagem requerem cada dia mais ressignificados,
estabelecendo relações, compromissos e propósitos.
A escola cada dia mais busca novos modos de ser e fazer Educação;
a ambiguidade entre ser independente e ter autonomia materializa
modos de pensar e agir nas relações entre docentes
e estudantes.
Os desafios pedagógicos do novo milênio remetem a velhos
desafios e, neste contexto, requerem de nós, EDUCADORES,
desenvolver as cinco principais funções do aprender:
atenção, percepção, memória,
pensamento e imaginação.
Vivenciam-se no ambiente escolar alunos cada vez mais audaciosos,
ativos, imediatistas, individualistas e estimulados à tecnologia.
Nesta linha, precisa-se trabalhar a necessidade da afetividade,
o resgate da escola de pais, de se estabelecer limites, prazer pelo
estudo, apostar na compreensão, na atividade prática,
na colaboração interpessoal, no aprender a aprender,
na pesquisa, na transdisciplinaridade, no espaço das aprendizagens,
na mudança do papel do professor e no papel do aluno, no
planejamento, na gestão escolar.
No contexto da gestão escolar está posto também
um grande desafio, ou seja, de não ser mais “fazejador
ou tarefeiro” simplesmente, mas sim, ser um eterno planejador.
Nesta linha de pensamento está posta a diferença entre
chefiar e liderar; entre ser líder (coach) e ser administrador
apenas. A coordenação pedagógica perpassa também
essa linha de atuação, que nestes novos olhares precisa
cada dia mais resgatar novas ferramentas de gestão, de ser
agente de motivação e construção de
um novo espaço pedagógico, fundamentado numa relação
direta de práticas pedagógicas, técnicas administrativas,
trabalho coletivo e atuação na construção
dos vários sujeitos envolvidos neste processo educacional.
Nesta lógica também é necessário estimular
a criatividade, o espírito de equipe, saber inovar, não
ter medo de errar, buscar o cognitivo na integralidade do ser humano,
lidar com as diferenças, ter espaço de escuta, receber
a crítica como forma de construção de novas
abordagens, trabalhar com ênfase as metodologias de ensino,
refletir a realidade, buscar uma mediação entre as
teorias aplicadas no cotidiano escolar, estar atento às transformações
sociais que refletem neste cotidiano, a inserção social
da escola, olhar atento à educação que inclui,
o pedagógico ser suporte, sustentação ao quadro
docente e o desafio do manejo didático e relacional que precisa
estar muito presente.
Os novos desafios pedagógicos estão postos e requerem
novas posturas e atitudes. Precisa ser inserida nesta lógica
do planejamento contínuo e sistemático a inserção
à pesquisa e a novas iniciativas, a qualidade dos serviços
em educação, qualidade de vida e de alimentação,
iniciação científica, de resgate da ética,
da solidariedade, da esperança, da disciplina, da humanidade,
da busca pela excelência, da autonomia, conhecimento com reflexão
crítica e construtiva, na educação sustentável
e de aperfeiçoamento contínuo, que vai formar cidadãos
com visão de responsabilidade social e ambiental e sujeitos
de transformação das comunidades onde vivem.
Ivan Lins, em uma de suas músicas, diz: “... que nossa
esperança seja sempre o caminho que deixamos de herança.”
Eis que estão postos os desafios da Educação
e do Projeto Pedagógico do século XXI. A escola é
espaço de construção e evolução,
e estamos sendo desafiados todos os dias.
Prof. Ana Maria Rodrigues
Coordenadora de Ensino - Colégio
Sinodal Progresso - Montenegro - RS
|
|