Ano XX - EDIÇÃO 1051

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – UMA LIÇÃO PARA SEMPRE – O velho ditado mais uma vez se fez presente: apanham-se mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre. Na política, isso tem muito valor e é verdadeiro. É a política inteligente: aquela que faz concessões. Aquela que avança e recua, negaceando, como o atleta bom no drible. A política da boa vizinhança. Aquela que não dá chutes em tudo que parece por diante. Aquela que usa a cabeça. Enfim, a política madura. Com o prefeito de Três de Maio se aprende essa lição: ele, que não é do partido da governadora, buscou benesses e conquistas para o município e logrou marcar tentos importantes em menos de quatro meses de mandato. Ele usou, como verdadeiro mestre, a determinação, a garra e a persistência como armas. Se tivesse hostilizado a governadora, nenhuma migalha teria vindo para estas plagas nos confins do território gaúcho. Mas ao invés de vinagre, fez uso do mel. E o fez com maestria. Por isso, Três de Maio comemora e celebra o bom momento.
AS CONQUISTAS SÃO NOSSAS – Não ouvi em nenhum momento o prefeito dizer que as conquistas assinadas pela governadora, na abertura oficial da XI EXPOFEIRA DO AGRONEGÓCIO, são dele. Ouvi, sim, ele dizer que “as conquistas são nossas”. Isso quer dizer que o prefeito divide os méritos com os deputados que representam a região, os secretários de Estado e lideranças locais, como o presidente da Câmara – que é um cavalheiro – os vereadores e, também, outros nomes fortes da comunidade. Levamos algumas gerações para aprender a lição.
PALMAS PARA ELA – Ao invés de vaias e apupos, palmas. Ao invés de xingatórias e provocações, carinho e sorrisos. Ao invés de hostilização, faixas de boas-vindas. Ao invés da ausência, o protesto, presença maciça, a ovação. Assim se conquista a amizade e o coração até de uma governadora dura e metódica. São as lições que a gente aprende ao longo da vida.
PEQUENOS SENÕES – Se alguém disse à queima-roupa: “A senhora não mudou nada. A senhora não evoluiu”, na despedida, isso não empanou o brilho da festa e nem mudou o humor da governadora. Ela até entendeu que houvesse uma faixa de protesto e roupas pretas, significando o luto, de servidores estaduais. Um protesto manso, educado, inteligente e até certo ponto aceitável e compreensível. Foram pequenos senões perto daquilo que acontece em outras quadras, onde jogam sapatos, ovos e tomates nas autoridades. O melhor mesmo é jogar flores.
PODEM CRER – A governadora Yeda Crusius, podem crer, saiu de Três de Maio com um retrato colorido no coração. Levou consigo um filme de boas impressões, de faixas bonitas saudando, de um povo caloroso aplaudindo, de uma gente educada, de uma população carinhosa, de políticos pegadores, impertinentes, mas inteligentes. Ela sempre voltará para cá com alegria, porque aqui houve emoção. Podem crer. A boa impressão vai ficar.
POSITIVO – No início da semana, o astral da gente três-maiense estava alto. Muita gente com o polegar para cima, indicando positivo. Tudo é momento, claro. A comunidade precisa de animação, de alto astral, para ultrapassar tantos obstáculos. O que não se pode é pensar que há barreiras intransponíveis. “Per aspera ad astra”, diz um velho ditado latino. Pelas dificuldades, chega-se às estrelas.
ÀS CUSTAS DO CONTRIBUINTE – É, deveras, muito grande a diferença entre a empresa privada e a pública. A empresa privada tem como norma minimizar as despesas e maximizar os lucros. E, para que isso aconteça, é preciso controlar os gastos, principalmente, os desnecessários. Na empresa pública não há esta consciência. Os agentes políticos não agem com o dinheiro do povo, como agem com o dinheiro deles. Isso se denota nos escândalos recentes em gastos perdulários no Senado, na Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores e órgãos estatais. Simplesmente uma zorra. Na empresa privada, se alguém é apanhado fazendo falcatrua, é posto no olho da rua por justa causa. O que acontece na área pública? É o que se sabe: a corda sempre arrebenta no lado mais fraco. Ou, então, não acontece absolutamente nada. Os agentes políticos, via de regra, falam, falam, desconversam, mas tudo fica por isso mesmo. Quem se ferra é o sofrido povo contribuinte. O caso mais recente é o dos gastos absurdos com passagens aéreas pelos congressistas. De fato, uma bela farra às custas do povo.
BOA NOTÍCIA PARA A AGRICULTURA – No Programa Troca-Troca de Sementes de Milho, o Estado pagará 40%, em vez de 27%, do valor do produto. E o prazo de pagamento passou de 30 de abril para 30 de maio. A boa notícia da chuva ainda não veio. E quando será?

 
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