
À
GUISA DE COMENTÁRIO – UMA LIÇÃO PARA
SEMPRE – O velho ditado mais uma vez se fez presente:
apanham-se mais moscas com uma gota de mel do que com um barril
de vinagre. Na política, isso tem muito valor e é
verdadeiro. É a política inteligente: aquela que faz
concessões. Aquela que avança e recua, negaceando,
como o atleta bom no drible. A política da boa vizinhança.
Aquela que não dá chutes em tudo que parece por diante.
Aquela que usa a cabeça. Enfim, a política madura.
Com o prefeito de Três de Maio se aprende essa lição:
ele, que não é do partido da governadora, buscou benesses
e conquistas para o município e logrou marcar tentos importantes
em menos de quatro meses de mandato. Ele usou, como verdadeiro mestre,
a determinação, a garra e a persistência como
armas. Se tivesse hostilizado a governadora, nenhuma migalha teria
vindo para estas plagas nos confins do território gaúcho.
Mas ao invés de vinagre, fez uso do mel. E o fez com maestria.
Por isso, Três de Maio comemora e celebra o bom momento.
AS CONQUISTAS SÃO NOSSAS – Não
ouvi em nenhum momento o prefeito dizer que as conquistas assinadas
pela governadora, na abertura oficial da XI EXPOFEIRA DO AGRONEGÓCIO,
são dele. Ouvi, sim, ele dizer que “as conquistas são
nossas”. Isso quer dizer que o prefeito divide os méritos
com os deputados que representam a região, os secretários
de Estado e lideranças locais, como o presidente da Câmara
– que é um cavalheiro – os vereadores e, também,
outros nomes fortes da comunidade. Levamos algumas gerações
para aprender a lição.
PALMAS PARA ELA – Ao invés de vaias
e apupos, palmas. Ao invés de xingatórias e provocações,
carinho e sorrisos. Ao invés de hostilização,
faixas de boas-vindas. Ao invés da ausência, o protesto,
presença maciça, a ovação. Assim se
conquista a amizade e o coração até de uma
governadora dura e metódica. São as lições
que a gente aprende ao longo da vida.
PEQUENOS SENÕES – Se alguém
disse à queima-roupa: “A senhora não mudou nada.
A senhora não evoluiu”, na despedida, isso não
empanou o brilho da festa e nem mudou o humor da governadora. Ela
até entendeu que houvesse uma faixa de protesto e roupas
pretas, significando o luto, de servidores estaduais. Um protesto
manso, educado, inteligente e até certo ponto aceitável
e compreensível. Foram pequenos senões perto daquilo
que acontece em outras quadras, onde jogam sapatos, ovos e tomates
nas autoridades. O melhor mesmo é jogar flores.
PODEM CRER – A governadora Yeda Crusius,
podem crer, saiu de Três de Maio com um retrato colorido no
coração. Levou consigo um filme de boas impressões,
de faixas bonitas saudando, de um povo caloroso aplaudindo, de uma
gente educada, de uma população carinhosa, de políticos
pegadores, impertinentes, mas inteligentes. Ela sempre voltará
para cá com alegria, porque aqui houve emoção.
Podem crer. A boa impressão vai ficar.
POSITIVO – No início da semana, o
astral da gente três-maiense estava alto. Muita gente com
o polegar para cima, indicando positivo. Tudo é momento,
claro. A comunidade precisa de animação, de alto astral,
para ultrapassar tantos obstáculos. O que não se pode
é pensar que há barreiras intransponíveis.
“Per aspera ad astra”, diz um velho ditado latino. Pelas
dificuldades, chega-se às estrelas.
ÀS CUSTAS DO CONTRIBUINTE – É,
deveras, muito grande a diferença entre a empresa privada
e a pública. A empresa privada tem como norma minimizar as
despesas e maximizar os lucros. E, para que isso aconteça,
é preciso controlar os gastos, principalmente, os desnecessários.
Na empresa pública não há esta consciência.
Os agentes políticos não agem com o dinheiro do povo,
como agem com o dinheiro deles. Isso se denota nos escândalos
recentes em gastos perdulários no Senado, na Câmara
dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores
e órgãos estatais. Simplesmente uma zorra. Na empresa
privada, se alguém é apanhado fazendo falcatrua, é
posto no olho da rua por justa causa. O que acontece na área
pública? É o que se sabe: a corda sempre arrebenta
no lado mais fraco. Ou, então, não acontece absolutamente
nada. Os agentes políticos, via de regra, falam, falam, desconversam,
mas tudo fica por isso mesmo. Quem se ferra é o sofrido povo
contribuinte. O caso mais recente é o dos gastos absurdos
com passagens aéreas pelos congressistas. De fato, uma bela
farra às custas do povo.
BOA NOTÍCIA PARA A AGRICULTURA – No
Programa Troca-Troca de Sementes de Milho, o Estado pagará
40%, em vez de 27%, do valor do produto. E o prazo de pagamento
passou de 30 de abril para 30 de maio. A boa notícia da chuva
ainda não veio. E quando será?
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