VOCAÇÃO
OU QUESTÃO
DE OPORTUNIDADE?
Os testes vocacionais têm eficácia e eficiência,
e também podem ser úteis, mas, no momento, me proponho
a trazer alguns aspectos à discussão.
Muitas profissões são repassadas de pai para filho,
ou seja, são tradicionais em determinadas famílias.
Muito importante é o filho ver no pai um paradigma, exemplo
a ser seguido, aprendendo, contudo, a filtrar tudo o que está
ao seu redor.
Vou citar algumas profissões que são, de certa forma,
repassadas de geração para geração.
Políticos, quando saem, deixam alguém de sua prole
para os suceder. Médicos, dentistas, ou outros profissionais
da área da saúde terão alguém usando
o jaleco branco.
Policiais, tanto civis como militares, verão um descendente
envergando a farda ou realizando atividade na área da segurança.
Pasmemos, mas até filhos de pais detentos, muitas vezes,
caem no mundo do crime, criando-se uma verdadeira família
de presidiários, mãe, pai, filho, filha, dentre outros.
Será tudo isso um dom, ou uma questão de oportunidade?
A educação nesta hora não deve faltar, para
que nossas crianças, adolescentes e adultos saibam a diferença
entre o certo e o errado, não se deixem levar pelas más
influências do meio, mesmo que estas exerçam pressões
fortíssimas sobre uma personalidade em formação.
Concluo que o dom de cada um deve ser levado em consideração,
mas também se deve oportunizar que o filho do lixeiro possa,
além de desenvolver dotes ligados à reciclagem de
materiais descartáveis, também estudar, ser um advogado,
um médico. Com esse enfoque começará a ser
criada uma sociedade mais justa e igualitária, com o exercício
pleno da cidadania.
Paulo Roberto do Nascimento
(Capitão Nascimento)
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