Ano XX - EDIÇÃO 1050

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – EXPOFEIRA EM TEMPO DE CRISE – É o tempo das feiras. Em 60 dias quatro feiras na Metade Norte do Estado. No mês passado, a Expodireto Internacional de Não-Me-Toque. E, agora, na sequência, a Expoagro de Santo Cristo, na semana passada, e, amanhã, a abertura oficial da XI EXPOFEIRA DO AGRONEGÓCIO, aqui, e a XIV Fenamilho Internacional, em Santo Ângelo. Em maio, a 7ª Expocris, em Crissiumal. Muitos perguntam: será que a época é oportuna para realizar tantas feiras? Não seria melhor adiar por causa da crise? Boa pergunta. Acontece que estas exposições fazem parte do calendário anual ou bienal e é como adiar casamento: fracassa. Sucede que a vida não para, apesar da estiagem. E para muitos a crise é oportunidade para investir e crescer. Não viram na Expodireto? Foi público recorde e as vendas bateram todos os recordes. Sempre é bom lembrar que depois da tempestade vem a bonança. E mais: a feira mobiliza, desperta crescimento, conscientiza, anima, mexe com os brios. Vêm autoridades, há conquistas, reúne público, há atrações. As feiras mexem com o anímico dos cidadãos e dos empresários, dos produtores, do povo. Então, haja feiras, apesar ou por causa da crise.
ÁGUA – A grita se levanta por causa da escassez de água nas propriedades rurais, nos últimos dias. A gente só valoriza o que falta. Há tempo, se diz que lá na frente poderá faltar água. Só há fé, quando a realidade dói na pele. Agora que secou o açude, a vertente, e secou o lajeado, Santo Tomé acredita. Cadê a água? O que está acontecendo? O governo Yeda Crusius, nos seus programas estruturantes, pensou nisso. Está aí o Programa Irrigação e a construção de miniaçudes nas propriedades rurais que não deixa mentir. Três de Maio já foi contemplado.
AS ETNIAS SE MEXEM – As etnias, quer me parecer, funcionam um pouco como o Grenal. Quando um se mexe, o outro dá resposta. Aqui foi assim: a etnia italiana se organizou e a etnia alemã, ou teuto-brasileira, se quiserem, deu sinal de vida. Ótimo! Talvez, logo mais, outros grupos se manifestem. Com os grupos de terceira idade foi a mesma coisa. De resto, já faço meu programa radiofônico direcionado à etnia teuto-brasileira, há 16 anos (no dia 16 de maio, o Festança da Cuca e da Linguiça faz 16 anos). Cerca de um mês atrás, cedi uma hora do meu espaço para o Primo Canto da etnia italiana. Adesso saluto! Vamos juntos honrar e reviver a cultura dos antepassados. As etnias germânica e italiana vão estar presentes na Expofeira. Que não fique nisso.
TRITICULTURA – A triticultura gaúcha, sobretudo, não vive um bom momento. Foi muito maltratada e espezinhada nas últimas safras. Safras irregulares e preços vis. Agora, se aproxima uma nova safra e o ânimo dos triticultores está abalado. Há projeções, no sentido de que haverá uma queda de 30% no plantio. Para isso colaboram os baixos preços da cultura, o clima adverso e a situação de crise. Ao que parece, o governo prefere importar trigo do que incentivar a produção local.
NÃO INTERESSA – O desaparecido ex-governador Antônio Britto disse que “a reforma política não interessa a parlamentares”. Essa é a obviedade das obviedades. Isso do jeito que está até o diabo gosta. Quase não há o dia em que não aconteça alguma proeza política na ilha da fantasia. Outra do ex-governador, que voltou à cena: “A maior mentira é a de que todo mundo é a favor da reforma tributária”. Há muita enrolação, não é mesmo?
IRRIGAÇÃO SAI DO PAPEL – O Pró-Irrigação, programa do governo do Estado, começa a sair do papel. Cerca de 600 microaçudes e 300 cisternas já foram construídas. Mas a meta do governo Yeda Crusius é ousada: concluir, até o fim do ano, seis mil obras. O orçamento deste ano destina 1,8 milhão para cisternas e 1,8 milhão para microaçudes. O Pró-Irrigação inclui recursos para a capacitação do agricultor no manejo da água, para elaboração do projeto técnico, licenciamento ambiental e a obtenção da outorga do uso da água. Cerca de 10 produtores rurais de Três de Maio aderiram ao programa.
DÉFICIT ZERO – Há 30 anos, o orçamento estadual vem registrando déficits. Cada vez maiores: gastava-se mais do que se arrecadava. Bastou a governadora anunciar o déficit zero, para arrumar um nunca terminar de contestadores. A oposição comprou uma verdadeira briga com a governadora. Até o ministro da Justiça desceu do Planalto Central para minimizar o déficit zero. Para ele, o déficit zero não diz nada. Outros alegam que “ é fácil fazer déficit zero”, quando não se investe no social, na saúde, na educação e na infraestrutura. Os méritos são do governo Yeda Crusius. Os adversários precisam usar de todos os meios para desfazer esta conquista.
RESPEITO – Lembro do fato, não de que edição foi, o governador era Antônio Britto. Foi convidado para dar abertura oficial à Expofeira. O então governador foi mal recebido. Até desentendimento houve. Servidores públicos estaduais receberam o governador com faixas, vaias, apupos e palavras de ordem. O governador de então foi hostilizado. Enodoaram a maior festa do Município e não lucramos nada com isso. É falta de inteligência. As autoridades vêm para cá muito raramente, porque moramos a mil milhas do epicentro governamental. A inteligência indica que devamos fazer uma boa recepção, para que venham outras vezes e tragam na bagagem benesses para o Município. Fora a politicagem troglodita! Respeito e suco de goiaba fazem bem.

 
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