
À
GUISA DE COMENTÁRIO – EXPOFEIRA EM TEMPO DE CRISE
– É o tempo das feiras. Em 60 dias quatro feiras na
Metade Norte do Estado. No mês passado, a Expodireto Internacional
de Não-Me-Toque. E, agora, na sequência, a Expoagro
de Santo Cristo, na semana passada, e, amanhã, a abertura
oficial da XI EXPOFEIRA DO AGRONEGÓCIO, aqui, e a XIV Fenamilho
Internacional, em Santo Ângelo. Em maio, a 7ª Expocris,
em Crissiumal. Muitos perguntam: será que a época
é oportuna para realizar tantas feiras? Não seria
melhor adiar por causa da crise? Boa pergunta. Acontece que estas
exposições fazem parte do calendário anual
ou bienal e é como adiar casamento: fracassa. Sucede que
a vida não para, apesar da estiagem. E para muitos a crise
é oportunidade para investir e crescer. Não viram
na Expodireto? Foi público recorde e as vendas bateram todos
os recordes. Sempre é bom lembrar que depois da tempestade
vem a bonança. E mais: a feira mobiliza, desperta crescimento,
conscientiza, anima, mexe com os brios. Vêm autoridades, há
conquistas, reúne público, há atrações.
As feiras mexem com o anímico dos cidadãos e dos empresários,
dos produtores, do povo. Então, haja feiras, apesar ou por
causa da crise.
ÁGUA – A grita se levanta por causa
da escassez de água nas propriedades rurais, nos últimos
dias. A gente só valoriza o que falta. Há tempo, se
diz que lá na frente poderá faltar água. Só
há fé, quando a realidade dói na pele. Agora
que secou o açude, a vertente, e secou o lajeado, Santo Tomé
acredita. Cadê a água? O que está acontecendo?
O governo Yeda Crusius, nos seus programas estruturantes, pensou
nisso. Está aí o Programa Irrigação
e a construção de miniaçudes nas propriedades
rurais que não deixa mentir. Três de Maio já
foi contemplado.
AS ETNIAS SE MEXEM – As etnias, quer me parecer,
funcionam um pouco como o Grenal. Quando um se mexe, o outro dá
resposta. Aqui foi assim: a etnia italiana se organizou e a etnia
alemã, ou teuto-brasileira, se quiserem, deu sinal de vida.
Ótimo! Talvez, logo mais, outros grupos se manifestem. Com
os grupos de terceira idade foi a mesma coisa. De resto, já
faço meu programa radiofônico direcionado à
etnia teuto-brasileira, há 16 anos (no dia 16 de maio, o
Festança da Cuca e da Linguiça faz 16 anos). Cerca
de um mês atrás, cedi uma hora do meu espaço
para o Primo Canto da etnia italiana. Adesso saluto! Vamos juntos
honrar e reviver a cultura dos antepassados. As etnias germânica
e italiana vão estar presentes na Expofeira. Que não
fique nisso.
TRITICULTURA – A triticultura gaúcha,
sobretudo, não vive um bom momento. Foi muito maltratada
e espezinhada nas últimas safras. Safras irregulares e preços
vis. Agora, se aproxima uma nova safra e o ânimo dos triticultores
está abalado. Há projeções, no sentido
de que haverá uma queda de 30% no plantio. Para isso colaboram
os baixos preços da cultura, o clima adverso e a situação
de crise. Ao que parece, o governo prefere importar trigo do que
incentivar a produção local.
NÃO INTERESSA – O desaparecido ex-governador
Antônio Britto disse que “a reforma política
não interessa a parlamentares”. Essa é a obviedade
das obviedades. Isso do jeito que está até o diabo
gosta. Quase não há o dia em que não aconteça
alguma proeza política na ilha da fantasia. Outra do ex-governador,
que voltou à cena: “A maior mentira é a de que
todo mundo é a favor da reforma tributária”.
Há muita enrolação, não é mesmo?
IRRIGAÇÃO SAI DO PAPEL – O
Pró-Irrigação, programa do governo do Estado,
começa a sair do papel. Cerca de 600 microaçudes e
300 cisternas já foram construídas. Mas a meta do
governo Yeda Crusius é ousada: concluir, até o fim
do ano, seis mil obras. O orçamento deste ano destina 1,8
milhão para cisternas e 1,8 milhão para microaçudes.
O Pró-Irrigação inclui recursos para a capacitação
do agricultor no manejo da água, para elaboração
do projeto técnico, licenciamento ambiental e a obtenção
da outorga do uso da água. Cerca de 10 produtores rurais
de Três de Maio aderiram ao programa.
DÉFICIT ZERO – Há 30 anos,
o orçamento estadual vem registrando déficits. Cada
vez maiores: gastava-se mais do que se arrecadava. Bastou a governadora
anunciar o déficit zero, para arrumar um nunca terminar de
contestadores. A oposição comprou uma verdadeira briga
com a governadora. Até o ministro da Justiça desceu
do Planalto Central para minimizar o déficit zero. Para ele,
o déficit zero não diz nada. Outros alegam que “
é fácil fazer déficit zero”, quando não
se investe no social, na saúde, na educação
e na infraestrutura. Os méritos são do governo Yeda
Crusius. Os adversários precisam usar de todos os meios para
desfazer esta conquista.
RESPEITO – Lembro do fato, não de
que edição foi, o governador era Antônio Britto.
Foi convidado para dar abertura oficial à Expofeira. O então
governador foi mal recebido. Até desentendimento houve. Servidores
públicos estaduais receberam o governador com faixas, vaias,
apupos e palavras de ordem. O governador de então foi hostilizado.
Enodoaram a maior festa do Município e não lucramos
nada com isso. É falta de inteligência. As autoridades
vêm para cá muito raramente, porque moramos a mil milhas
do epicentro governamental. A inteligência indica que devamos
fazer uma boa recepção, para que venham outras vezes
e tragam na bagagem benesses para o Município. Fora a politicagem
troglodita! Respeito e suco de goiaba fazem bem.
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