Cotrimaio promove discussão sobre responsabilidade
socioambiental
Para
o doutourando em Meio Ambiente Daniel Cenci, os problemas
ambientais são causados pelo homem. Por isso, é
preciso mudança de atitude e de comportamento, para
que se tenha
efetivamente uma sociedade sustentável e um ambiente
preservado
No
ano em que a Cooperativa Agropecuária Alto Uruguai
Ltda. completa quatro décadas de fundação,
o Programa Ambiental Cotrimaio, ou Agenda 21, remete à
preocupação da cooperativa com o meio ambiente.
Na segunda-feira, dia 9, no CTG Tropeiros do Buricá,
a cooperativa iniciou a série de encontros que fará
nas regiões de Três de Maio, Cruz Alta e Palmeira
das Missões.
O objetivo é promover a discussão acerca dos
assuntos elencados na Agenda 21, com o envolvimento do quadro
social da cooperativa, atualmente composto por cerca de
14 mil produtores rurais. Além dos associados, as
reuniões são destinadas a lideranças
cooperativistas, parceiros institucionais, autoridades locais,
educadores, formadores de opinião e comunidade em
geral, interessada em participar dos momentos de debate.
O palestrante Daniel Cenci, doutourando em Meio Ambiente
e professor da Universidade Regional do Noroeste do Estado
do RS (Unijuí), aborda a questão da “Responsabilidade
Socioambiental – Construindo qualidade de vida”,
e assuntos correlacionados à preservação
do meio ambiente, como resíduos sólidos, embalagens
de agroquímicos, consumo de água e de energia,
ar e solo, aquecimento global, biodiversidade e bioenergia,
educação ambiental e Agenda 21.
Segundo Cenci, a Agenda 21 é um documento que propõe
uma sociedade sustentável, que sugere pensar não
só o ponto de vista econômico, mas também
respeitar o planeta e o meio ambiente, para que o futuro
possa acontecer.
Para o professor, do ponto de vista social, o projeto propõe
que a responsabilidade não seja para alguns, mas
para todos. “A responsabilidade social nas empresas,
a exemplo da Cotrimaio, permite que aconteça uma
discussão mais aberta sobre o compromisso de cada
um e o comprometimento das entidades e do poder público
com o desenvolvimento efetivamente sustentável”,
opina.
Conforme Cenci, a educação ambiental é
apenas o primeiro passo para a mudança de compreensão
do meio ambiente. “Não basta somente as instituições
se envolverem. Individualmente, cada um deve tomar para
si o compromisso da mudança de hábito”,
finaliza.
Na avaliação de Cenci, é preciso ter
práticas adequadas de tratamento de lixo, como a
reciclagem. “Hoje, é possível reciclar
praticamente tudo, e aqueles percentuais mínimos
de rejeitos que não são reaproveitáveis
devem ser colocados em locais adequados, para que não
contaminem e não comprometam o meio ambiente”,
ressalta.
Do ponto de vista do processo de produção,
Cenci declara que a região precisa repensar o tratamento
dado às fontes naturais, aos rios, à mata
ciliar e ao reflorestamento em geral. “Precisamos
mudar nossas atitudes, nossa educação de vida,
para que tenhamos efetivamente uma sociedade sustentável
e um ambiente mais preservado”.