Ano XVIII - EDIÇÃO 1006

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COOPERATIVISMO

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Cotrimaio promove discussão sobre responsabilidade socioambiental
Para o doutourando em Meio Ambiente Daniel Cenci, os problemas ambientais são causados pelo homem. Por isso, é preciso mudança de atitude e de comportamento, para que se tenha
efetivamente uma sociedade sustentável e um ambiente preservado

No ano em que a Cooperativa Agropecuária Alto Uruguai Ltda. completa quatro décadas de fundação, o Programa Ambiental Cotrimaio, ou Agenda 21, remete à preocupação da cooperativa com o meio ambiente. Na segunda-feira, dia 9, no CTG Tropeiros do Buricá, a cooperativa iniciou a série de encontros que fará nas regiões de Três de Maio, Cruz Alta e Palmeira das Missões.
O objetivo é promover a discussão acerca dos assuntos elencados na Agenda 21, com o envolvimento do quadro social da cooperativa, atualmente composto por cerca de 14 mil produtores rurais. Além dos associados, as reuniões são destinadas a lideranças cooperativistas, parceiros institucionais, autoridades locais, educadores, formadores de opinião e comunidade em geral, interessada em participar dos momentos de debate.
O palestrante Daniel Cenci, doutourando em Meio Ambiente e professor da Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS (Unijuí), aborda a questão da “Responsabilidade Socioambiental – Construindo qualidade de vida”, e assuntos correlacionados à preservação do meio ambiente, como resíduos sólidos, embalagens de agroquímicos, consumo de água e de energia, ar e solo, aquecimento global, biodiversidade e bioenergia, educação ambiental e Agenda 21.
Segundo Cenci, a Agenda 21 é um documento que propõe uma sociedade sustentável, que sugere pensar não só o ponto de vista econômico, mas também respeitar o planeta e o meio ambiente, para que o futuro possa acontecer.
Para o professor, do ponto de vista social, o projeto propõe que a responsabilidade não seja para alguns, mas para todos. “A responsabilidade social nas empresas, a exemplo da Cotrimaio, permite que aconteça uma discussão mais aberta sobre o compromisso de cada um e o comprometimento das entidades e do poder público com o desenvolvimento efetivamente sustentável”, opina.
Conforme Cenci, a educação ambiental é apenas o primeiro passo para a mudança de compreensão do meio ambiente. “Não basta somente as instituições se envolverem. Individualmente, cada um deve tomar para si o compromisso da mudança de hábito”, finaliza.
Na avaliação de Cenci, é preciso ter práticas adequadas de tratamento de lixo, como a reciclagem. “Hoje, é possível reciclar praticamente tudo, e aqueles percentuais mínimos de rejeitos que não são reaproveitáveis devem ser colocados em locais adequados, para que não contaminem e não comprometam o meio ambiente”, ressalta.
Do ponto de vista do processo de produção, Cenci declara que a região precisa repensar o tratamento dado às fontes naturais, aos rios, à mata ciliar e ao reflorestamento em geral. “Precisamos mudar nossas atitudes, nossa educação de vida, para que tenhamos efetivamente uma sociedade sustentável e um ambiente mais preservado”.


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