Santa Rosa entre as cidades
que lideram contratação
com carteira assinada
Em
Três de Maio, número de trabalhadores formais
cresceu 30% em relação ao mesmo período
de 2007
A
força do setor metal-mecânico e de alimentos,
além da qualificação dos profissionais,
faz dos municípios de Santa Rosa, Erechim, Panambi,
Lajeado e Caxias do Sul, os campeões do ranking do
crescimento do emprego formal entre as 61 cidades com mais
de 30 mil habitantes no Rio Grande do Sul.
De janeiro a abril deste ano, foram 3.242 trabalhadores
contratados com carteira assinada em Santa Rosa. O setor
que mais emprega é o da indústria, na ocupação
de alimentador de linha de produção, com 485
contratações.
Em Três de Maio, a oferta de empregos também
cresceu significativamente nos primeiros meses do ano: 20%
a mais de vagas oferecidas em relação a igual
período de 2007. De janeiro até abril de 2008,
foram 763 novos postos de emprego criados, contra 456 demissões,
conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. Dentre
as ocupações que mais empregaram, destaque
para o comércio varejista, setor calçadista
e na indústria de laticínios.
De acordo com Rudi Hatje, responsável pelo atendimento
do posto do Sine local, FGTAS/Sine (Fundação
Gaúcha do Trabalho e Ação Social/Sistema
Nacional de Emprego), houve um acréscimo de 30% no
número de trabalhadores contratados em Três
de Maio, em 2008, em comparação com 2007.
Em torno de 270 pessoas por mês procuram o posto de
atendimento do Sine em busca de uma oportunidade.
Segundo Hatje, outro dado positivo é a redução
de 20% do número de concessões de seguro-desemprego,
em relação ao segundo semestre de 2007. “Isso
indica que as condições do mercado de trabalho
em Três de Maio são melhores do que no ano
passado”, avalia.
Conforme o encarregado, o município tem sérios
problemas na mão-de-obra feminina e trabalhadores
sem qualificação profissional. Eles não
estão conseguindo colocação no mercado
de trabalho. Os setores que mais oferecem vagas são
o metal-mecânico, nas áreas de solda e tornearia,
e o da agricultura, relacionado a gado leiteiro e a suinocultura.
Outro fato relevante é o número de pessoas
que procura o Sine para fazer a primeira carteira de trabalho.
A média era de 7 a 10 carteiras por semana. Mas desde
dezembro do ano passado, a média subiu para cerca
de 50 carteiras por semana.
Na análise do Caged, esse comportamento é
resultado de fatores sazonais relacionados à cadeia
produtiva da agroindústria, potencializado pelo dinamismo
do setor de serviços e da construção
civil.