Ano XVIII - EDIÇÃO 1005

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SETOR LEITEIRO

Indústria da CCGL de Cruz Alta irá transformar diariamente um milhão de litros de leite em pó
Acordo garante repasse de parte do ICMS aos
municípios fornecedores da matéria-prima

A instalação de uma indústria de processamento de leite em pó e de queijo da Cooperativa Central Gaúcha de Laticínios (CCGL) em Cruz Alta confirma o bom momento do setor e o potêncial da bacia leiteira regional. Neste contexto, no dia 30 de maio, o cenário mundial do leite foi tema do Cardápio de Conhecimento, organizado pela Fundação de Capacitação e Desenvolvimento Regional (Funcap), que contou a participação de mais de cem lideranças e entidades ligadas ao setor, cooperativas, sindicatos, prefeituras e produtores rurais.
Caio Viana, presidente da CCGL, anunciou que a indústria deverá entrar em funcionamento no início de agosto, com uma estimativa de produção, na fase inicial, de um milhão de litros de leite em processamento para leite em pó.
Segundo Viana, a implantação da indústria na região permitirá benefícios para todos os municípios. “Cruz Alta concordou em repassar aos municípios fornecedores da matéria-prima o rateio do ICMS adicionado da indústria”. O acordo será assinado, no próximo dia 27, entre a CCGL e os prefeitos cujos municípios fornecerão leite para a indústria. “Será como se um pedacinho da indústria estivesse em cada município. Essa será a primeira indústria de leite que tem essa condição no estado: reverter para o município de origem o beneficio da industrialização do leite”, informou.
Conquistar o mercado externo é uma das metas da CCGL. Conforme Viana, com durabilidade maior, o leite em pó poderá ser exportado para mercados importantes, como o México, Venezuela, Oriente Médio, China e outros. “Nesse aspecto, o leite longa vida não consegue mercado”, disse.
De acordo com Viana, neste momento, a produção leiteira aumenta em função das pastagens e das forrageiras de inverno e, conseqüentemente, começa a baixar o preço pago ao produtor, pelo excesso de oferta do produto. “Queremos que o produtor consiga produzir com mais qualidade e menor custo, para que tenha mais lucro”.
Segundo o dirigente, a instalação da indústria é um sonho antigo e retomado, já que a CCGL havia deixado a atividade leite em 1996. “Hoje, a CCGL volta com uma das indústrias mais modernas do Brasil. É o maior empreendimento na área de alimentos na região Sul do Brasil. É uma indústria completa, onde o leite in natura entra de um lado, e do outro, sai o produto acabado, em pó”, informa.
As cooperativas parceiras deverão aportar de 60 a 70% da matéria-prima, e o restante da capacidade industrial será complementado com prestação de serviço de outras empresas do setor. “A nossa expectativa é que já em dezembro estejamos produzindo com a capacidade total. A partir disso, iniciaremos a segunda fase do projeto, que é a tranformação de 2,5 milhões de litros de leite por dia”, adianta.
Atualmente, a CCGL tem cerca de 30 mil associados..


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