Indústria da CCGL de Cruz Alta irá transformar
diariamente um milhão de litros de leite em pó
Acordo garante repasse de parte do
ICMS aos
municípios fornecedores da matéria-prima
A instalação de uma indústria de
processamento de leite em pó e de queijo da Cooperativa
Central Gaúcha de Laticínios (CCGL) em Cruz
Alta confirma o bom momento do setor e o potêncial
da bacia leiteira regional. Neste contexto, no dia 30
de maio, o cenário mundial do leite foi tema do
Cardápio de Conhecimento, organizado pela Fundação
de Capacitação e Desenvolvimento Regional
(Funcap), que contou a participação de mais
de cem lideranças e entidades ligadas ao setor,
cooperativas, sindicatos, prefeituras e produtores rurais.
Caio Viana, presidente da CCGL, anunciou que a indústria
deverá entrar em funcionamento no início
de agosto, com uma estimativa de produção,
na fase inicial, de um milhão de litros de leite
em processamento para leite em pó.
Segundo Viana, a implantação da indústria
na região permitirá benefícios para
todos os municípios. “Cruz Alta concordou
em repassar aos municípios fornecedores da matéria-prima
o rateio do ICMS adicionado da indústria”.
O acordo será assinado, no próximo dia 27,
entre a CCGL e os prefeitos cujos municípios fornecerão
leite para a indústria. “Será como
se um pedacinho da indústria estivesse em cada
município. Essa será a primeira indústria
de leite que tem essa condição no estado:
reverter para o município de origem o beneficio
da industrialização do leite”, informou.
Conquistar o mercado externo é uma das metas da
CCGL. Conforme Viana, com durabilidade maior, o leite
em pó poderá ser exportado para mercados
importantes, como o México, Venezuela, Oriente
Médio, China e outros. “Nesse aspecto, o
leite longa vida não consegue mercado”, disse.
De acordo com Viana, neste momento, a produção
leiteira aumenta em função das pastagens
e das forrageiras de inverno e, conseqüentemente,
começa a baixar o preço pago ao produtor,
pelo excesso de oferta do produto. “Queremos que
o produtor consiga produzir com mais qualidade e menor
custo, para que tenha mais lucro”.
Segundo o dirigente, a instalação da indústria
é um sonho antigo e retomado, já que a CCGL
havia deixado a atividade leite em 1996. “Hoje,
a CCGL volta com uma das indústrias mais modernas
do Brasil. É o maior empreendimento na área
de alimentos na região Sul do Brasil. É
uma indústria completa, onde o leite in natura
entra de um lado, e do outro, sai o produto acabado, em
pó”, informa.
As cooperativas parceiras deverão aportar de 60
a 70% da matéria-prima, e o restante da capacidade
industrial será complementado com prestação
de serviço de outras empresas do setor. “A
nossa expectativa é que já em dezembro estejamos
produzindo com a capacidade total. A partir disso, iniciaremos
a segunda fase do projeto, que é a tranformação
de 2,5 milhões de litros de leite por dia”,
adianta.
Atualmente, a CCGL tem cerca de 30 mil associados..