Ano XVIII - EDIÇÃO 1005

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TRÊS DE MAIO

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Técnicos serão contratados
para revisar Plano Diretor

Para os vereadores, projeto elaborado pelo Instituto de Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional (IPD),
da Unijuí, deve ser analisado por profissionais locais,
que entendem a realidade do município.

Ao término da reunião sobre o Plano Diretor na segunda-feira, 2, na Câmara de Vereadores, a empresária Lourdes Zambonatto não conseguia disfarçar seu descontentamento. O motivo? A ausência da comunidade na discussão sobre o projeto, que já deveria ter sido aprovado há dois anos. Lourdes atendeu ao chamamento dos vereadores, que pedem maior engajamento da população no processo, mas saiu do encontro fustrada. “Não há como entender que um projeto tão importante, que implica mudanças na vida dos três-maienses, tenha uma relevância ínfima para a maior parte da comunidade”, disse indignada a empresária, que também é a presidente da Associação Três-maiense de Artesãos (Artemaio).
Para Lourdes, a participação da comunidade é importante para que possa ficar a par das resoluções. “Não adianta reclamar depois que o projeto é aprovado”, critica.
Já para Wilson Wächter, secretário-executivo da Associação Comercial e Industrial de Três de Maio, o Plano Diretor em debate está deixando uma grande lacuna. “Este plano não define o prolongamento das vias existentes, não estabelece exatamente as novas extensões e trevos das ruas laterais à BR 472 e RS 342 e não prevê um anel viário que organize o fluxo urbano existente e estimule o crescimento planejado. Enfim, não prevê novas vias públicas que sirvam de diretriz para os projetos de novos loteamentos, por exemplo”.
Conforme Wächter, a discussão do Plano Diretor é uma grande oportunidade para planejar uma série de fatores que deverão fazer a diferença nas próximas décadas.
De acordo com o vereador petista Renato de Abreu, que coordena as discussões do Plano Diretor na Câmara de Vereadores, mesmo com pouca participação da população, alguns pontos foram definidos, como a contratação de técnicos e profissionais três-maienses ligados à área ambiental para auxiliar nas alterações do projeto. Abreu adianta que uma das prioridades é a questão da construção de um anel rodoviário, que deverá começar na região de Bela Vista e sair na localidade de Flor de Maio. “Essa é uma proposta que partiu da ACI, e nós, os vereadores, entendemos que é importante”.
Sobre a ampliação da área industrial, Abreu relembra que quando a mesma foi implantada, não era permitida a construção de moradias num limite de 800 metros. “Hoje, isso não é respeitado. Vamos discutir esse aspecto, porque a área industrial não pode ser localizada próxima a residências”, ressalta o vereador.
Outra discussão é com relação às questões do meio ambiente no município, como as áreas de preservação permanente (APPs), onde não podem ser edificadas construções. “Temos um problema na “Vila Daer”, onde está sendo construído o prédio do Ministério Público. Aquela área, pelo Plano Diretor em questão, é classificada como APP. Vamos contratar um geólogo ou profissional do setor que possa rediscutir isso”.
Não foi marcada data para a próxima reunião. Mas, conforme Abreu, nas próximas semanas, devem ser realizadas audiências públicas e reuniões com representantes do Executivo e do Legislativo.


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