Ano XVIII - EDIÇÃO 1003

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OPINIÃO

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A licença maternidade, que atualmente refere-se a um período de quatro meses concedido para que mulheres fiquem em casa com filhos recém-nascidos, poderá passar para seis meses, sendo quatro meses pagos pela previdência e dois pelo empregador. Qual sua opinião sobre o assunto?

“É importante o contato da mãe com a criança, porém estender para seis meses a licença maternidade pode não ser viável para o empregador, pois ele pagará pela funcionária que possui o benefício e por outra que irá substituí-la”. Solange Neuhaus, 35 anos, gerente.


“É uma faca de dois gumes, pois ao mesmo tempo em que é importante para a mãe e o filho estarem juntos, a mulher corre o risco de ser prejudicada profissionalmente, assim como a empresa, em arcar com gastos extras e a falta de um funcionário. É uma questão que sempre estará em voga e nunca satisfará completamente ambas as partes. Acredito que o aumento da licença não virá em benefício da mulher na relação empregado/empregador”.
Maria Adelaide Moreira Tesche, 46 anos, empresária.


“Mesmo já sendo mãe e sabendo que para mãe e filho passar mais tempo juntos é importante, temos que avaliar que muitas empresas diminuirão o número de funcionárias mulheres que tenham a intenção de ter filhos, pois não se torna viável para a empresa pagar sem ter o retorno de produção”.
Iara Santos Schreiber, 34 anos, auxiliar de limpeza.


“Penso que quatro meses de licença maternidade sejam suficientes para que a mulher permaneça em casa. Assim como é importante o contato da mãe com a criança, assim também é importante manter vínculo com o trabalho. Quanto mais tempo a mãe ficar em casa, mais difícil será voltar a trabalhar”. Daniette Porazzi Liegel, 24 anos, vendedora.


“Como futura mamãe penso que seja uma boa idéia prolongar de quatro para seis meses porque o bebê é muito pequeno ainda e precisa da mãe ao seu lado e de seus cuidados. Além do mais, a amamentação é muito importante. Se a medida for aprovada as empresas não terão escolha, terão de arcar com mais dois meses de salário sem a funcionária”.
Gislaine dos Anjos Oliveira, 30 anos, funcionária pública.


“Acredito que seis meses de licença sejam necessários para que mãe e filho estejam em contato permanente. Claro que para o empregador torna-se pesado pagar por um serviço que não será prestado. Sou da opinião de que empregador e empregado deveriam entrar em acordo para que a medida fosse satisfatória para ambos”.
Aline Bohnenberger, 21 anos, empresária.

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