A licença maternidade, que atualmente refere-se a um período
de quatro meses concedido para que mulheres fiquem em casa com filhos
recém-nascidos, poderá passar para seis meses, sendo
quatro meses pagos pela previdência e dois pelo empregador.
Qual sua opinião sobre o assunto?
“É
importante o contato da mãe com a criança, porém
estender para seis meses a licença maternidade pode não
ser viável para o empregador, pois ele pagará pela
funcionária que possui o benefício e por outra que
irá substituí-la”. Solange Neuhaus,
35 anos, gerente.
“É
uma faca de dois gumes, pois ao mesmo tempo em que é importante
para a mãe e o filho estarem juntos, a mulher corre o risco
de ser prejudicada profissionalmente, assim como a empresa, em arcar
com gastos extras e a falta de um funcionário. É uma
questão que sempre estará em voga e nunca satisfará
completamente ambas as partes. Acredito que o aumento da licença
não virá em benefício da mulher na relação
empregado/empregador”.
Maria Adelaide Moreira Tesche, 46 anos, empresária.
“Mesmo
já sendo mãe e sabendo que para mãe e filho
passar mais tempo juntos é importante, temos que avaliar
que muitas empresas diminuirão o número de funcionárias
mulheres que tenham a intenção de ter filhos, pois
não se torna viável para a empresa pagar sem ter o
retorno de produção”.
Iara Santos Schreiber, 34 anos, auxiliar de limpeza.
“Penso
que quatro meses de licença maternidade sejam suficientes
para que a mulher permaneça em casa. Assim como é
importante o contato da mãe com a criança, assim também
é importante manter vínculo com o trabalho. Quanto
mais tempo a mãe ficar em casa, mais difícil será
voltar a trabalhar”. Daniette Porazzi Liegel, 24 anos,
vendedora.
“Como futura
mamãe penso que seja uma boa idéia prolongar de quatro
para seis meses porque o bebê é muito pequeno ainda
e precisa da mãe ao seu lado e de seus cuidados. Além
do mais, a amamentação é muito importante.
Se a medida for aprovada as empresas não terão escolha,
terão de arcar com mais dois meses de salário sem
a funcionária”.
Gislaine dos Anjos Oliveira, 30 anos, funcionária
pública.
“Acredito que seis meses de licença sejam necessários
para que mãe e filho estejam em contato permanente. Claro
que para o empregador torna-se pesado pagar por um serviço
que não será prestado. Sou da opinião de que
empregador e empregado deveriam entrar em acordo para que a medida
fosse satisfatória para ambos”.
Aline Bohnenberger, 21 anos, empresária.
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