Ano XVIII - EDIÇÃO 1002

J. Semanal
Capa
J.Morais
Economia
Do Leitor
Notas
Click Social
Opinião
Direito em Debate
Plantão Policial
Classificados
Esportes
Click Especial
Equipe
Serviços
Busca
Tempo
Bancos
Tradutor
Gov. Estadual
Receita Federal
Busca por CEP
Dicionário
Diversos
Chat Terra
Mensagens Virtuais
Horóscopo Diário
Infantil
Downloads
Empresa
Expediente
Histórico
Ed. Anteriores
Fale Conosco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TRÊS DE MAIO

Publicidade

Três de Maio perde um de seus empresários mais antigos
O libanês Fayez Ibiahim El Hajjar, que desde 1954 residia
em Três de Maio e foi proprietário da “ Casa São Paulo”,
faleceu no último dia 11 de maio


Fayez tinha facilidade em conquistar amigos
e cativava pela simpatia e simplicidade

Falante, inteligente e sempre bem-informado. Essas eram apenas algumas da características do libanês Fayez Ibiahim El Hajjar, um dos empresários mais antigos e conhecidos de Três de Maio, proprietário da extinta “Casa São Paulo”.
Nascido em 20 de março de 1925 no Líbano, emigrou para o Brasil em 1954, onde residiu por três meses em Londrina no Paraná e logo após, chegou a Três de Maio, quando havia poucas casas de moradia, e, menos ainda, pontos comerciais.
Em Três de Maio iniciou suas atividades comerciais trabalhando como mascate. De porta em porta, vendia os mais variados artigos. Nessa profissão permaneceu por poucos meses. Com visão de futuro e audaz, apostou no seu próprio negócio, abrindo uma loja de confecções e tecidos, denominada “Casa São Paulo”, que somente encerrou as atividades em 2001, 47 anos depois.
Em1958, conheceu Samira, com quem se casou e teve quatro filhos: Hadla, Karan, Elias (em memória) e Nabil. A união se perpetuou durante 50 anos.
Fayez acompanhou a história e o desenvolvimento do município e era uma figura conhecida na sociedade local. Foi um dos sócios fundadores da Sociedade Guaíra, do Clube Buricá e um dos padrinhos do Botafogo Esporte Clube.
Depois de se aposentar, podia ser visto, quase que diariamente, fazendo caminhadas pelas ruas do centro da cidade. Sempre muito falante, conversava com os amigos, abordando os mais diversos assuntos.
A filha Hadla relembra que Fayez lia muito jornal e gostava de conversar sobre política. “Ele adorava um bom papo e ficava muito feliz quando se reunia com toda a família. E tinha uma admiração muito grande por sua esposa, filhos e as noras, e seus netos Tanira, Felipe, Guilherme e Bernardo eram a certeza da continuidade da família El Hajjar”, recorda.
Hadla revela que o pai constantemente relembrava de sua luta para se adaptar à lingua e aos costumes do Brasil, mas que era muito feliz no país que adotou. “Ele sempre teve muitos amigos e era adorado por eles e por todos os familiares. Mas nunca esqueceu do seu povo que ficou no Líbano”, afirma. A filha também comenta que um de seus maiores orgulhos foi ver os filhos formados em cursos superiores e bem pessoal e profissionalmente. “Isso o deixava realizado”, alega.
Fayez estava enfermo há um ano, e no domingo, dia 11, às cinco horas, faleceu de insuficiência respiratória, no Hospital São Vicente de Paulo, com a idade de 83 anos. Deixa enlutada a esposa, Samira, os filhos Hadla, Karan e Nabil, noras, e netos.


Jornal Semanal | Todos os direitos reservados - 2008®
www.jsemanal.com.br | jsemanal@abinet.com.br

design
vaghetti - Atualizado pela Diagramação Jornal Semanal
:: Capa :: :: Capa :: :: Capa ::