Ano XVIII - EDIÇÃO 1001

J. Semanal
Capa
J.Morais
Economia
Do Leitor
Notas
Click Social
Opinião
Direito em Debate
Plantão Policial
Classificados
Esportes
Click Especial
Equipe
Serviços
Busca
Tempo
Bancos
Tradutor
Gov. Estadual
Receita Federal
Busca por CEP
Dicionário
Diversos
Chat Terra
Mensagens Virtuais
Horóscopo Diário
Infantil
Downloads
Empresa
Expediente
Histórico
Ed. Anteriores
Fale Conosco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JOÃO SENO BACH

Publicidade

À GUISA DE COMENTÁRIO – NEM TUDO É COR-DE-ROSA – A boa notícia da semana passada foi a de que o Brasil atingiu o tão esperado “investment grade”, o grau de investimento. O que quer dizer isso? Significa que o Brasil, agora, é de confiança para os investidores. É um grau de confiança. Com esta conquista, que se deve a acertos econômicos ao longo dos anos, tudo parece cor-de-rosa. Esta conquista traz consigo alguns problemas: a entrada de grande volume de dólares, o que torna o real ainda mais forte e a moeda norte-americana vai perder força. A conseqüência será ruim para a exportação. Há meses, a balança comercial registra déficit. Isto quer dizer que o Brasil está importando mais do que exportando. A queda do dólar vai fazer estragos genezalizados. A enxurrada de dólares se deve, sobretudo, à elevada taxa básica Selic em 11,75%, enquanto, nos Estados Unidos, a taxa básica baixou para 2%, para animar o mercado que anda estagnado por lá. É preciso saber se o governo consegue conter a alta dos combustíveis, dos alimentos e da inflação. Então, vamos combinar, nem tudo está cor-de-rosa.

VEM DE LONGE – Esta boa fase da economia brasileira vem de longe. O primeiro passo foi o Plano Real, implantado com sucesso, em 1994. Foi ele que terminou com a inflação galopante, que vários planos econômicos anteriores não conseguiram conter. Lembram-se? Então, já vai para 14 anos a evolução lenta, mas gradual, da economia brasileira. A economia está sendo conduzida com seriedade pelo Banco Central e pela equipe econômica do governo, e a economia responde com conquistas. Agora, o governo terá que tomar algumas medidas para baixar os juros, conter a inflação e animar a exportação, para que a balança comercial volte a ser positiva.

QUANDO – Vocês já perceberam, quando o governo dá as notícias ruins, como o aumento do combustível? Sempre num final de semana, durante um feriadão, quando o povo está ocupado com outros assuntos. É uma forma de diluir as repercussões negativas. Isso vem de longe. Novamente, com o aumento do óleo diesel foi o que aconteceu. Desta vez, misturado à notícia alvissareira do grau de investimento.

CHATO – Está ficando chata a insistência com o terceiro mandato de Lula. Cada poucos dias o assunto volta à tona, sempre depois de uma pesquisa bem-sucedida. Lula nega imediatamente que tenha interesse num terceiro mandato consecutivo. Mas na recarga vem alguém querendo plebiscito, alguém mais sugere a reforma da Constituição. Há quem entende que, se isso venha a ocorrer, seria golpe.

DIZEM QUE O TAMANHO DA AGRICULTURA BRASILEIRA JÁ INCOMODA MUITA GENTE. POR ISSO, CRESCEM AS BARREIRAS AOS PRODUTOS BRASILEIROS, AO REDOR DO MUNDO.

MISTURAR – Não é bom misturar as coisas: economia com política, ou vice-versa. Agora, porque o governo petista está conduzindo a economia brasileira de forma aceitável – o que é uma obrigação – querem um terceiro mandato para Lula. Ora, ora, água e azeite não se misturam. Assim deveria ser com a política e a economia. O sistema eleitoral está regulamentado na Constituição. Lá, ao que me consta, não está escrito nada sobre um novo mandato, em caso de uma gestão econômica positiva. Os rumos cheiram a golpismo.

CRIATIVIDADE E OUSADIA – Temos que convir que a programação do 53º aniversário de Três de Maio foi pífia, foi ridícula. Faltou ousadia e criatividade. Os municípios da região foram bem mais ousados e criativos. Recordo São Martinho, São José do Inhacorá e Horizontina. Que bela oportunidade para promover nossos móveis, nossas confecções, nossos produtos primários! Que tal uma multifeira? O Parque de Exposições precisa ser movimentado. Ou ele foi feito para ser usado a cada dois anos? Para fazer pequenas inaugurações políticas não é preciso programar Semana do Município. Saudades dos velhos tempos!

GOVERNAR BEM, ADMINISTRAR BEM NÃO É NENHUM FAVOR, É OBRIGAÇÃO. OS GOVERNANTES SÃO PAGOS E BEM PAGOS PARA FAZER ISSO. O POVO PRECISA COBRAR E COBRAR BEM DELES.

Jornal Semanal | Todos os direitos reservados - 2008®
www.jsemanal.com.br | jsemanal@abinet.com.br

design
vaghetti - Atualizado pela Diagramação Jornal Semanal
:: Capa :: :: Capa :: :: Capa ::