
Acidentes da vida ...
A
escada rolante das lojas Renner: Ela trabalhava nas
Lojas Renner de Porto Alegre (local adorado por muitas mulheres
que sempre dizem ao entrar na loja "vou dar apenas uma
olhadinha"). Naquele dia ela havia levado seu filho ao
serviço. O horário de expediente já havia
encerrado e ela aproveitou para fazer umas comprinhas na própria
loja que trabalhava. Ao descer pelas escadas rolantes da loja,
segurando o filho pela mão, o pior acontece: a perna
do menino fica presa na escada rolante ocasionando várias
lesões ao garoto, que foi encaminhado ao hospital. A
família resolveu processar a loja. Em sua defesa as Lojas
Renner S/A argumentou que a mãe estava no seu horário
de trabalho e que o menino estava solto e sozinho brincando
nas escadas. Destacou ainda que prestou socorro imediatamente
e que a escada rolante estava funcionando normalmente. Na semana
passada a 6ª. Câmara Cível do Tribunal de
Justiça gaúcho confirmou a decisão da juíza
de Porto Alegre, condenando a loja a pagar R$ 15 mil de indenização
pelo dano moral que o menino sofreu. Segundo a mãe, o
garoto teve que fazer tratamento psiquiátrico após
o acidente. (Processo 70029237302). Das vezes que já
fui lá, acompanhando a esposa, claro, observei que existem
duas faixas amarelas pintadas nos cantos dos degraus da escada
rolante, indicando que ali não se deve pisar. Então,
a escada rolante, realmente "morde", é perigosa.
Por isso a necessidade dos filhos estarem acompanhados de seus
pais, a fim de evitar acidentes. E, claro, além de estarem
acompanhados pelos pais, é bom que os pais observem onde
os filhos estão pisando...
A placa de PARE encoberta pela vegetação:
Ele vinha com sua moto, pelas ruas de Novo Hamburgo/RS quando,
em um cruzamento, encontrou um carro o acidente foi inevitável.
A moto custou pouco mais de R$ 200,00 mas o corpo do jovem precisou
de um colete para coluna, no valor aproximado de R$ 2.800,00.
Indignado voltou ao local do acidente e percebeu a placa de
PARE coberta por galhos de uma árvore. Fotografou. Resolveu
então processar o município. Na semana passada
a decisão da Justiça foi no sentido de dividir
os gastos, pois além da placa estar encoberta pela vegetação
(responsabilidade do município), o jovem ao avançar
sobre o cruzamento foi considerado imprudente, colaborando para
o acidente. (Processo AC70045687902 TJRS)
A furadeira manual que lhe custou a vida: Ele
estava no terraço da sua casa fixando, com uma furadeira
manual, uma lona sobre a fachada da sua residência. O
Batalhão de Operações Especiais (BOPE)
realizava, naquele exato momento uma operação
policial pelas ruas do bairro, denominado Morro do Andaraí,
no Rio de Janeiro. Durante a operação, o policial
olha para cima e enxerga o morador com a furadeira em punho.
Imaginando ser uma arma atira e mata o homem, em sua própria
casa. A distância entre eles era de 30 metros. O caso
foi encaminho ao Ministério Público que pediu
a absolvição do policial. O juiz Murilo André
Kieling Pereira da 3ª. Vara Criminal do Rio de Janeiro
acolheu o pedido da promotoria e inocentou o policial. Segundo
o magistrado o erro do policial não decorreu de uma circunstância
isolada, mas por um conjunto de fatores, sendo eles: o pequeno
espaço de tempo para refletir sobre a situação;
a pressão de uma operação policial com
o dever de proteger seus companheiros; a distância entre
o policial e o morador e a forma da ferramenta ser muito parecida
com uma arma de fogo. "Qualquer policial teria a mesma
reação nas circunstâncias que ele se encontrava."-
afirmou o juiz (Processo 0244942-82.2010.8.19.0001 TJRJ)
Das
minhas leituras da madrugada:
"Nunca deixe que os seus medos tomem o lugar dos seus sonhos"
Walt Disney
Um
ótimo fim de semana a todos...
Oficial do
Registro de Imóveis e Tabelião de Protestos
Pós-Graduado em Direito Notarial e Registral
Secretário da Associação dos Notários
e Registradores do Brasil (RS)
-
Marcos Salomão é colunista de 17 jornais da região
Noroeste.
A relação completa dos jornais poderá ser
conferida em nosso site www.marcossalomao.com.br