
Uma
pescaria inesquecível...
Esta
é minha última coluna de 2011. A exemplo dos outros
anos, sempre deixo uma mensagem, algo que possa servir de reflexão
nesta semana de Natal. Transcreverei, aqui, um capítulo
do livro "Histórias para aquecer o coração
dos pais", de James P. Lenfestey, editora Sextante. Chama-se:
Uma pescaria inesquecível...
"Ele tinha onze anos e, cada oportunidade que surgia, ia
pescar, numa ilha que ficava no meio de um lago.
A temporada de pesca só começaria no dia seguinte,
mas pai e filho saíram no fim da tarde para pescar apenas
peixes cuja captura estava autorizada.
O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos,
provocando ondulações coloridas na água.
Logo, elas se tornaram prateadas pelo efeito da lua nascendo
sobre o lago.
Quando a cana vergou, ele soube que havia algo enorme do outro
lado da linha.
O pai olhava com admiração, enquanto o rapaz habilmente,
e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água.
Era o maior que já tinha visto, porém a sua pesca
só era permitida dentro da temporada.
O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as
guelras para trás e para frente. O pai, então,
acendeu um fósforo e olhou para o relógio. Eram
dez da noite, faltavam apenas duas horas para a abertura da
temporada.
Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:
- Tem que devolvê-lo, filho!
- Mas, pai, reclamou o menino.
- Vai aparecer outro, insistiu o pai.
- Não tão grande como este, choramingou a criança.
O menino olhou à volta do lago. Não havia outros
pescadores ou embarcações à vista. Voltou
novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto,
sabia, pela firmeza na sua voz, que a decisão era inegociável.
Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu
à água escura.
O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu.
E, naquele momento, o menino teve certeza de que jamais veria
um peixe tão grande quanto aquele.
Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, o rapaz
é uma pessoa bem sucedida na vida, e ele leva seus filhos
para pescar no mesmo cais.
Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu
pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite.
Porém, sempre vê o mesmo peixe repetidamente todas
as vezes que depara com uma questão ética. Porque,
como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente
uma questão de certo e errado.
Agir corretamente, quando se está sendo observado, é
uma coisa.
A ética, porém, está em agir corretamente
quando ninguém está nos observando.
Essa conduta reta só é possível quando,
desde criança, aprendeu-se a devolver o PEIXE À
ÁGUA.
A história valoriza não como se consegue ludibriar
as regras, mas como, dentro delas, é possível
fazer a coisa certa.
A boa educação é como uma moeda de ouro:
TEM VALOR EM TODA PARTE."
Um
Feliz Natal para você e sua família!
Nos encontramos em 2012.
Das
minhas leituras da madrugada:
"Jesus nasce pobre e ensina-nos que a felicidade não
se encontra na abundância de bens. Vem ao mundo sem ostentação
alguma, e anima-nos a ser humildes e não estar preocupados
com os aplausos dos homens".
Francisco Fernandez
Carvagal
Um
ótimo fim de semana a todos...
Oficial do
Registro de Imóveis e Tabelião de Protestos
Pós-Graduado em Direito Notarial e Registral
Secretário da Associação dos Notários
e Registradores do Brasil (RS)
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Marcos Salomão é colunista de 17 jornais da região
Noroeste.
A relação completa dos jornais poderá ser
conferida em nosso site www.marcossalomao.com.br