Ano XXiI - EDIÇÃO 1175

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO - HONESTIDADE - A honestidade vem do berço. Quando não é a mãe que ensina a ser honesto, dificilmente alguém depois vida afora, ensina. A honestidade é uma virtude, que não são muitos que a tem. Chamou especial atenção, há poucos dias atrás, um gesto desusado em nosso tempo de tanta roubalheira, gatunagem e falta de ética, o gesto de uma taxista, em São Paulo. Um passageiro esqueceu dentro de um porta-óculos mais de R$ 2 mil. A taxista foi atrás do cliente, encontrou-o e devolveu o dinheiro na mão dele, integralmente. Deve ter aprendido no colo da mãe a praticar a honestidade. Coisa que, com certeza, o nosso ministro da Casa Civil não aprendeu, porquanto jura de pés juntos que multiplicou o seu patrimônio por 20 em quatro anos de deputado federal. Jura que tudo foi ganho honestamente, sem irregularidade nenhuma. E assim entendem companheiros de partido e até o ministro da Justiça. A própria presidente fez a blindagem. Esta a diferença entre as pessoas humildes que tiveram um colo de mãe cumpridora do dever e aqueles que não tiveram essa felicidade.
DÍVIDA PÚBLICA ALTA - É como o rio que está fora do leite a nossa dívida pública: está alta. A nossa dívida pública federal atingiu o incrível patamar de R$ 1,734 trilhão. Só no mês de abril, o crescimento foi de 2,34%, o que em números relativos significa crescimento de R$ 39,631 bilhões.
DIA DA LIBERDADE DE IMPOSTOS - Transcorreu no dia 25 de maio a data em que nós, brasileiros, nos livramos dos tributos correspondentes a 2011. Foram quatro meses e 25 dias em que trabalhamos rigorosamente para as burras governamentais. A carga tributária do Brasil é uma das maiores do mundo, cerca de 35% do PIB vai para os cofres públicos. Só que o retorno é minguado, porque grande parcela dos impostos arrecadados fica pelo caminho, ao invés de retornar à população em forma de serviços e benefícios. Até o dia 25 de maio, o Impostômetro, localizado em São Paulo, acusou a arrecadação de R$ 568 bilhões. No dia da liberdade de impostos, houve promoções na venda de gasolina a R$ 1,40, produto que ao preço normal é vendido a R$ 2,80. Essa é a nossa realidade.
MÁ DISTRIBUIÇÃO - O sistema de redistribuição dos impostos não é lógica, porquanto apenas 14% dos tributos arrecadados vão para os municípios, 16% do bolo vai para os estados e a União abiscoita o resto: 70%.
INTERESSANTE - O ex-presidente Lula está empenhado na reforma política. O que chama a atenção no caso é que o ex-presidente em oito anos de mandato não motivou nenhuma mudança e, agora, passados escassos cinco meses desde que deixou a presidência, está arregaçando as mangas para alavancar mudanças.
A BRIGA EM TORNO DO CÓDIGO FLORESTAL É IDEOLÓGICA. QUEM VAI PAGAR O PATO SÃO OS PRODUTORES PRIMÁRIOS.
ANEL RODOVIÁRIO -
O governo do Estado foi honesto e correto com Três de Maio. É assim que se granjeia a admiração. O anel rodoviário, conforme prometido oralmente pelo governador ao prefeito municipal, será reiniciado e concluído. Isso significa honrar os recursos públicos.
LIDERANÇA - O Estado do Rio Grande do Sul quer liderar a produção do leite, desbancando Minas Gerais. Atualmente, aqui são produzidos 8 milhões de litros/dia. E, recentemente, Três de Maio foi destacado, na Capital do Estado, como um dos modelos nesta busca da liderança. O Programa de Produtividade e Qualidade do Setor Lácteo 2010-2020 já está produzindo seus resultados. A nossa capacidade industrial no Estado é de 15,7 milhões de litros. O que mais atrapalha a nossa economia é a falta de uma política séria e definitiva: daqui a pouco começam a importar leite a torto e a direito e cai o preço e cai o interesse dos produtores. E a produção despenca.
ESTÁ NA HORA - O governo estudar novas medidas para proteger a indústria nacional. Está mais do que na hora. Há tempos que defendo isso. “A adoção de práticas mais ativas de defesa comercial será uma das estratégias para proteger a indústria nacional no curto prazo. O governo estuda impor licenças não automáticas para importações”. As colocações são do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Aqueles setores que estão ameaçados precisam de proteção. Se isso não for feito, vai haver quebradeira. A desindustrialização já é uma alarmante realidade.
“ QUANDO UM TRABALHO É MAL FEITO, QUALQUER TENTATIVA DE MELHORÁ-LO, PIORA” Lei de Murphy. É interessante interpretar bem essa colocação. Vale para todas as circunstâncias da vida. Isso, contudo, não quer dizer que não se deva tentar corrigir o que está dando errado.

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