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Grito
de Alerta
O planeta está definhando,
temos que fazer alguma coisa...
Nos últimos
dias, meses e também anos temos vivenciado uma autêntica
montanha-russa de alterações climáticas.
Invernos mais quentes do que deveriam ser, chuvas em demasia,
estiagens prolongadas, verões antecipados, quedas bruscas
de temperatura, furacões e tornados em grande quantidade
e até mesmo maremotos têm provocado a ruína
de agricultores, a destruição de cidades e a morte
de milhares de pessoas.
O planeta Terra está gritando alto. Os especialistas sabem
disso e acompanham com atenção as grandes e pequenas
alterações que acontecem ao redor do planeta em busca
de novas informações que possam ajudá-los
a compreender melhor os problemas e levá-los à soluções.
A tecnologia tem sido utilizada com o intuito de detectar as dificuldades
ou mesmo sanar alguns desses infortúnios. Novos equipamentos
são criados nos laboratórios de todo o mundo. A coleta
de dados aprofunda-se e, quanto mais ficamos sabendo, mais tomamos
consciência de que a resposta para os problemas não
depende de soluções mirabolantes ou de máquinas
maravilhosas.
O melhor e mais eficaz caminho passa necessariamente pela racionalização
do uso dos recursos naturais. Tudo depende basicamente da ação
dos seres humanos, de sua capacidade de gerir o mundo que está ao
seu redor, de evitar as perdas e desperdícios.
Entretanto, a complexidade dos problemas ambientais exige mais do que medidas
pontuais que busquem resolver problemas a partir de seus efeitos, ignorando ou
desconhecendo suas causas. Não é possível resolver problemas
ambientais de forma isolada, de forma que a qualidade ambiental está ligada
e condicionada ao processo de desenvolvimento adotado por todas as nações.
Desse modo, a questão ambiental deve ser tratada de forma global, considerando
que a degradação ambiental é resultante de um processo social,
determinado pelo modo como a sociedade apropria-se e utiliza os recursos naturais.
Diante dessa constatação, somente mudando a sociedade mudaremos
os rumos de aproveitamento do meio ambiente.
O exercício da cidadania é um dos passos para viabilizar o desenvolvimento
sustentável, termo usado para definir ações e atividades
humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer
o futuro das próximas gerações. Ou seja, a sustentabilidade
está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material
sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente
para que eles se mantenham no futuro. Seguindo estes parâmetros, a humanidade
pode garantir o desenvolvimento sustentável.
A adoção de ações de sustentabilidade garante a médio
e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento
das diversas formas de vida, inclusive a humana. Garante os recursos naturais
necessários para as próximas gerações, possibilitando
a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos,
oceanos) e garantindo uma boa qualidade de vida para as futuras gerações.
Junto com a Sustentabilidade Ambiental, deve estar sempre a Responsabilidade
Ambiental, que é um conjunto de atitudes, individuais ou empresarias,
voltado para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ou seja, estas
atitudes devem levar em conta o crescimento econômico ajustado à proteção
do meio ambiente.
Algumas ações relacionadas à sustentabilidade ambiental
- Exploração dos recursos vegetais de florestas e matas de forma
controlada, garantindo o replantio sempre que necessário;
- Preservação total de áreas verdes não destinadas à exploração
econômica;
- Ações que visem o incentivo a produção e consumo
de alimentos orgânicos, pois estes não agridem a natureza além
de serem benéficos à saúde dos seres humanos;
- Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão,
minérios) de forma controlada, racionalizada e com planejamento;
- Uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica
e hidráulica) para diminuir o consumo de combustíveis fósseis.
Esta ação, além de preservar as reservas de recursos minerais,
visa diminuir a poluição do ar.
Atitudes de responsabilidade ambiental
- Realizar a reciclagem de lixo (resíduos sólidos);
- Não jogar óleo de cozinha no sistema de esgoto;
- Usar de forma racional, economizando sempre que possível, a água;
- Buscar consumir produtos com certificação ambiental e de empresas
que respeitem o meio ambiente em seus processos produtivos;
- Usar transporte individual (carros e motos) só quando necessário,
dando prioridades para o transporte coletivo ou bicicleta;
- Comprar e usar eletrodomésticos com baixo consumo de energia e desligá-los
das tomadas sempre que não for usá-los;
- Economizar energia elétrica nas tarefas domésticas cotidianas;
- Evitar o uso de sacolas plásticas nos supermercados;
- Dar o correto destino às pilhas, baterias e a todo o lixo tecnológico
que você produzir.
Como você pode perceber, são práticas simples e que ajudarão
de forma decisiva na revitalização do planeta e na preservação
dos recursos naturais envolvidos no fornecimento desses confortos modernos. Não é,
portanto, preciso nenhum investimento e nenhuma maneira de agir mirabolante e
dispendiosa para que você contribua de forma real para a preservação
do planeta e para a sustentabilidade do ambiente em que vive.
Temos que cobrar, fiscalizar e punir as pessoas, empresas e governos que estejam
destruindo o meio ambiente. Devemos ensinar as novas gerações o
valor e a importância da natureza e o compromisso que temos que ter quanto
a sua preservação. É fundamental que deixemos de fazer apenas
discursos e aprovar leis que pouco representam na prática para a defesa
da natureza.
Não adianta mais pronunciar belos discursos. O tempo lá fora não
para e a destruição segue seu ritmo cada vez mais voraz a consumir
as entranhas da terra, a pureza dos rios, a fertilidade dos solos, a vida das
espécies vegetais e a existência de inúmeros animais.
Se não pararmos as máquinas que devastam, o desperdício
que inutiliza as ações que consomem desmesuradamente e a violência
que agride o ambiente. Corremos o sério risco de sermos os próximos
na lista de animais em extinção.
“
A Terra pode oferecer o suficiente para satisfazer as necessidades de todos os
homens, mas não a ganância de todos os homens”
(Gandhi). *
Lori Inês Rossi da Motta
Bióloga, Especialista em
Biologia Geral UFLA/ MG
Técnica
II - FEPAM
Regional Santa Rosa- RS
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