Ano XXiI - EDIÇÃO 1175

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DO LEITOR

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Grito de Alerta
O planeta está definhando,
temos que fazer alguma coisa...

Nos últimos dias, meses e também anos temos vivenciado uma autêntica montanha-russa de alterações climáticas. Invernos mais quentes do que deveriam ser, chuvas em demasia, estiagens prolongadas, verões antecipados, quedas bruscas de temperatura, furacões e tornados em grande quantidade e até mesmo maremotos têm provocado a ruína de agricultores, a destruição de cidades e a morte de milhares de pessoas.
O planeta Terra está gritando alto. Os especialistas sabem disso e acompanham com atenção as grandes e pequenas alterações que acontecem ao redor do planeta em busca de novas informações que possam ajudá-los a compreender melhor os problemas e levá-los à soluções.
A tecnologia tem sido utilizada com o intuito de detectar as dificuldades ou mesmo sanar alguns desses infortúnios. Novos equipamentos são criados nos laboratórios de todo o mundo. A coleta de dados aprofunda-se e, quanto mais ficamos sabendo, mais tomamos consciência de que a resposta para os problemas não depende de soluções mirabolantes ou de máquinas maravilhosas.
O melhor e mais eficaz caminho passa necessariamente pela racionalização do uso dos recursos naturais. Tudo depende basicamente da ação dos seres humanos, de sua capacidade de gerir o mundo que está ao seu redor, de evitar as perdas e desperdícios.
Entretanto, a complexidade dos problemas ambientais exige mais do que medidas pontuais que busquem resolver problemas a partir de seus efeitos, ignorando ou desconhecendo suas causas. Não é possível resolver problemas ambientais de forma isolada, de forma que a qualidade ambiental está ligada e condicionada ao processo de desenvolvimento adotado por todas as nações. Desse modo, a questão ambiental deve ser tratada de forma global, considerando que a degradação ambiental é resultante de um processo social, determinado pelo modo como a sociedade apropria-se e utiliza os recursos naturais. Diante dessa constatação, somente mudando a sociedade mudaremos os rumos de aproveitamento do meio ambiente.
O exercício da cidadania é um dos passos para viabilizar o desenvolvimento sustentável, termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ou seja, a sustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro. Seguindo estes parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável.
A adoção de ações de sustentabilidade garante a médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana. Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) e garantindo uma boa qualidade de vida para as futuras gerações.
Junto com a Sustentabilidade Ambiental, deve estar sempre a Responsabilidade Ambiental, que é um conjunto de atitudes, individuais ou empresarias, voltado para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ou seja, estas atitudes devem levar em conta o crescimento econômico ajustado à proteção do meio ambiente.
Algumas ações relacionadas à sustentabilidade ambiental
- Exploração dos recursos vegetais de florestas e matas de forma controlada, garantindo o replantio sempre que necessário;
- Preservação total de áreas verdes não destinadas à exploração econômica;
- Ações que visem o incentivo a produção e consumo de alimentos orgânicos, pois estes não agridem a natureza além de serem benéficos à saúde dos seres humanos;
- Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, minérios) de forma controlada, racionalizada e com planejamento;
- Uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica) para diminuir o consumo de combustíveis fósseis. Esta ação, além de preservar as reservas de recursos minerais, visa diminuir a poluição do ar.
Atitudes de responsabilidade ambiental
- Realizar a reciclagem de lixo (resíduos sólidos);
- Não jogar óleo de cozinha no sistema de esgoto;
- Usar de forma racional, economizando sempre que possível, a água;
- Buscar consumir produtos com certificação ambiental e de empresas que respeitem o meio ambiente em seus processos produtivos;
- Usar transporte individual (carros e motos) só quando necessário, dando prioridades para o transporte coletivo ou bicicleta;
- Comprar e usar eletrodomésticos com baixo consumo de energia e desligá-los das tomadas sempre que não for usá-los;
- Economizar energia elétrica nas tarefas domésticas cotidianas;
- Evitar o uso de sacolas plásticas nos supermercados;
- Dar o correto destino às pilhas, baterias e a todo o lixo tecnológico que você produzir.
Como você pode perceber, são práticas simples e que ajudarão de forma decisiva na revitalização do planeta e na preservação dos recursos naturais envolvidos no fornecimento desses confortos modernos. Não é, portanto, preciso nenhum investimento e nenhuma maneira de agir mirabolante e dispendiosa para que você contribua de forma real para a preservação do planeta e para a sustentabilidade do ambiente em que vive.
Temos que cobrar, fiscalizar e punir as pessoas, empresas e governos que estejam destruindo o meio ambiente. Devemos ensinar as novas gerações o valor e a importância da natureza e o compromisso que temos que ter quanto a sua preservação. É fundamental que deixemos de fazer apenas discursos e aprovar leis que pouco representam na prática para a defesa da natureza.
Não adianta mais pronunciar belos discursos. O tempo lá fora não para e a destruição segue seu ritmo cada vez mais voraz a consumir as entranhas da terra, a pureza dos rios, a fertilidade dos solos, a vida das espécies vegetais e a existência de inúmeros animais.
Se não pararmos as máquinas que devastam, o desperdício que inutiliza as ações que consomem desmesuradamente e a violência que agride o ambiente. Corremos o sério risco de sermos os próximos na lista de animais em extinção.


“ A Terra pode oferecer o suficiente para satisfazer as necessidades de todos os homens, mas não a ganância de todos os homens”
(Gandhi).

* Lori Inês Rossi da Motta
Bióloga, Especialista em
Biologia Geral UFLA/ MG
Técnica II - FEPAM
Regional Santa Rosa- RS

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