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À GUISA
DE COMENTÁRIO - PRESO POR ASSÉDIO - Que tal houvesse
lisura em todas as situações. Nos negócios,
nas transações, em tudo. Mas lamentavelmente
não é bem assim no dia a dia. Há muita
enrolação, enganação demais. Vende-se
gato por lebre. Botam-se os pés pelas mãos. Os
jornais estão cheios todos os dias. Os canais de televisão
são invadidos toda hora com notícias desairosas.
São políticos de alto coturno metendo a mão
no dinheiro público. São ex-ministros enriquecendo
ilicitamente, multiplicando o seu patrimônio por vinte
num período de quatro anos. Milagres da capacidade administrativa
e do empreendedorismo. Tudo isso encoberto pelo manto da inocência.
São ex-envolvidos no escândalo perdoados, como
humildes penitentes. São religiosos que prevaricam,
declinando de suas funções presbiteriais. Tudo
trama contra a lisura que tanto todos aspiramos. As virtudes
dos justos estão no ostracismo neste tempo em que o
preconceito é proibido. Não diga nada a respeito
de quem faz escândalo, porque pode lhe pesar uma pena.
Não dê passo em falso, porque você poderá ser
a próxima vítima. Mire-se no exemplo de Strauss-Kahn,
diretor do FMI, acusado de assédio sexual e preso, por
isso.
OBRAS DE IRRIGAÇÃO - O secretário estadual
de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento
Urbano, Luiz Carlos Busato, amigo de Três de Maio, quer investir
a longo prazo, R$ 5,5 bilhões em 30 barragens, sendo 90%
na Metade Sul. Para Busato, o investimento de R$ 5,5 bilhões
em barragens pode quadruplicar a produção de grãos
do Rio Grande do Sul. As lentes do secretário não
são de fundo de garrafa, usa lentes de grande alcance.
FAÇAM AS CONTAS - Se estiver correta a previsão de
28 milhões de toneladas de grãos, na presente safra,
no Rio Grande do Sul, com a quadruplicação da produção
de grãos, podemos chegar aos 100 milhões de toneladas.
Como veem, o secretário tem projetos, quer investir para
aumentar a produtividade e robustecer a nossa economia primária.
Agora, basta saber se existe dinheiro para colocar na parada.
O FIM DO BONÉ - Fala-se num movimento pelo fim das emendas,
das famosas emendas parlamentares. Entende-se que o fim desta prática
e se extinta e substituída por uma distribuição
dos recursos arrecadados pela União, fortaleceria a democracia
brasileira. Seria o fim da era do boné. Do jeito que está,
os prefeitos precisam subir constantemente para Brasília
para passar o boné. Seria relativamente fácil terminar
com isso, era só o governo aumentar o percentual destinado
aos municípios e liquidar com essa anomalia, que só favorece
a alguns municípios de maior poder de barganha.
CHEGA DE PIRES NA MÃO - Os prefeitos não querem mais
ser dependentes do poder central para implorar por demandas isoladas.
Agora, os prefeitos querem uma política nacional de distribuição
do bolo tributário. Depois de 14 Marchas a Brasília,
os prefeitos cansaram de carregar o pires na mão e pechinchar
ajuda à União. Será difícil isso acontecer,
porque os prefeitos deixariam de dever favores.
REFORMA TRIBUTÁRIA - Sabe-se que a presidente quer fazer
a reforma tributária. Mas, quando será, quando será?
Não pode ser tão tarde que seja tarde. Sabe-se perfeitamente
que ninguém quer perder um tostão de arrecadação,
nem a União, nem governadores ou prefeitos. Mas não
há interesse nenhum por parte dos contribuintes em reforma
tributária, se houver aumento de tarifas. Agora, uma coisa
que precisa acabar é a guerra fiscal entre os estados.
AGRICULTURA EM POLVOROSA - Na semana passada, a agricultura esteve
em polvorosa. Movimentos, reivindicando providências do governo,
por todos os lados. Lá na ponte de Uruguaiana, os arrozeiros
bufaram de raiva contra a política do arroz. Exigiram melhores
preços e a suspensão das importações
do Mercosul. Os triticultores, também, querem um política
clara do governo federal quanto à produção
do cereal: exigem uma manifestação imediata quanto à autossuficiência
e à redução da importação de
trigo. Em Brasília, acontecia o XVI Grito da Terra, com
um balaio de pleitos. Mais de 5.000 homens da terra exigindo providências.
Em Porto Alegre, mais de 3.000 pessoas ligadas à Via Campesina
e ao Movimento dos Pequenos Agricultores fazendo protesto. É muita
coisa ao mesmo tempo. É a hora de o governo entrar em campo
e resolver problemas. Pelo menos, alguns, para que a vida no campo
possa continuar. Nesta hora, é ruim ser governo, porque é impossível
resolver tudo e nem haveria dinheiro para atender a todas as reivindicações.
GENTE IMPORTANTE TEM BLINDAGEM, NÃO PROTEÇÃO. Haja vista, o caso de certos políticos.
RECORDE DE ARRECADAÇÃO - A arrecadação
de tributos federais bateu um novo recorde para os meses de abril:
R$ 85 bilhões. Esse recorde veio em cima do aumento do IOF
para segurar a alta do crédito e do consumo. O crédito
teve uma freada, para segurar a inflação. Em segurando
a inflação, caiu a demanda e com a queda da demanda
houve reflexos na produção, sofrendo as consequências
os trabalhadores. O governo usa isso para encobrir os problemas
que vive a nossa economia, neste início de 2011, para dizer
que é resultado da boa performance econômica.
ESTAMOS ENTRE OS PRIMEIROS - Nós os brasileiros estamos
entre os que mais pagamos impostos no mundo. Só perdemos
para a Suécia, onde os contribuintes têm que trabalhar
185 dias por ano para pagar os tributos e, na França, onde
os cidadãos trabalham 149 dias por ano pagar colocar em
dia os tributos. No Brasil, temos que trabalhar 141 dias para acertar
as contas com o fisco.
SABIA? - O Senado elegeu 12 mulheres. Uma delas é gaúcha.
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