Ano XXiI - EDIÇÃO 1155

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO - PROIBIR ESTRANGEIRISMOS - Isso não leva a lugar algum. Proibir o uso de palavras estrangeiras em textos, sobretudo, na imprensa, é totalmente inócuo. Primeiro, porque não existe pena. Segundo, porque não é possível fiscalizar. O uso de estrangeirismos neste mundo global em que vivemos é consequência e não há como barrar. A Língua Portuguesa, nascida do Latim, ao longo de sua história incorporou palavras de dezenas de línguas, inclusive, as mais exóticas, como japonês, chinês, árabe. Com o advento da tecnologia, sobretudo, a informática, o uso de palavras que não existem no Português, mexe com o nacionalismo de puristas preconceituosos. Proibir o uso destas palavras estrangeiras através de lei é desconhecimento da língua. Toda língua é viva, é dinâmica e, por isso, vive incorporando novos termos ao léxico. Com o tempo, essas palavras exóticas se aportuguesam. Como é o caso de garagem do francês. Chope, do alemão. Xerife, do árabe. O que não pode é escrever internet, site, show a vida inteira. Os escreventes poderiam fazer o favor e escrever isso, conforme os princípios e a fonética da Língua Portuguesa. É melhor deixar isso a cargo dos linguistas.
DESLANCHANDO - Por aqui, parece, que as coisas estão deslanchando. A remodelação da Praça Henrique Becker Filho está em pleno andamento. As obras da unidade de Educação Infantil do bairro Guaíra, também, estão de vento em popa. Finalmente, a intersecção sobre a BR-472, ligando o acesso à unidade industrial da BR Brasil FOODS S/A, sai do papel. O Dnit inicia os estudos, visando a construção da intersecção para dar acesso à Área Industrial II. No Programa Emancipar, saneando as vilas Lixinho, Cobrinha e Horta, está sendo investido pesado na construção de 50 moradias e no saneamento daquela área, que se chamará bairro Esperança. Agora, só faltam boas notícias para a continuação das obras do anel rodoviário, cujos trabalhos foram interrompidos, em janeiro passado.
NADA CAI DO CÉU - Os ingênuos pensam que tudo isso vem ao natural, que tudo isso cai do céu. Ledo engano. Tudo precisa de planejamento, insistência, busca sem tréguas. Vagões parados não puxam frete. É preciso que a locomotiva ronque, faça barulho e se movimente.
MAIS UM TENTO MARCADO - Em recente encontro na Capital do Estado, uma comitiva tresmaiense participou no Galpão Crioulo do Palácio Piratini do lançamento da Câmara Setorial do Leite. Na oportunidade, o nosso Programa de Produtividade e Qualidade do Setor Lácteo 2010-2020 foi exaltado pelo governador do Estado, destacando Três de Maio como modelo no setor lácteo gaúcho. É que aqui se correu na frente. Podem ter certeza de que este tento marcado pelo nosso centroavante é prenúncio de futuras vitórias e títulos.
DESINDUSTRIALIZAÇÃO - É a palavra da moda. E a principal razão do fenômeno que fecha indústrias, ou transfere indústrias para outros países, ou as torna sem competitividade, é o câmbio desfavorável, a valorização do real frente ao dólar. Mas o custo Brasil é outra razão da perda da competitividade industrial. Ultimamente, as notícias são assustadoras: só há empresas de máquinas e equipamentos fechando, despachando trabalhadores e dando férias coletivas. Isso é assustador. E, para piorar, começou a retaliação entre o Brasil e a Argentina. Onde é que isso vai parar?
NINGUÉM GANHA NADA NA VÉSPERA.
O QUE DEVE VIR ANTES? - A reforma política, a reforma eleitoral ou a reforma tributária? Talvez, nenhuma delas saia do papel. Na minha ótica é urgente, urgentíssima a reforma tributária, embora os políticos estejam mais interessados, desde já, num rebotalho de reforma eleitoral, onde despontam dois tópicos: a votação em lista fechada e o financiamento público das campanhas eleitorais. Com o votos em lista fechada, a democracia perde e estamos marchando para uma espécie de bolchevização.
PAPEL DE BOBO - O presidente da Abicalçados está invocado com o que está acontecendo com a nossa indústria calçadista. Quando adverte para o aumento de importações de até de vizinhos como o Paraguai, disse com todas as letras: "estamos todos fazendo papel de bobos". E disse mais: "daqui a pouco vamos importar calçados até do Vaticano". Ao que parece, está faltando proteção ao nosso produto. O primeiro sinal de reação é a retaliação com a Argentina, que barrou a entrada de máquinas e equipamentos, para proteger a economia do seu país, e o Brasil reagiu com a barração da entrada de automóveis produzidos na Argentina. Enquanto não se resolve esta pendenga, fecham indústrias, empregados são despedidos e sofre a economia.
GOVERNO PROMETE APOIO - O governo estadual promete apoio às reivindicações dos fabricantes de máquinas agrícolas, de calçados e de equipamentos, que encontram dificuldades de vender seus produtos na Argentina enquanto eles encontram facilidade em vender no Brasil. A prova está no déficit comercial, até o mês de abril, no setor automobilístico, que chega a US$ 1,9 bilhão. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio brasileiro entende que tenha que haver uma "monitoração das importações do setor".
AUMENTAR O PERCENTUAL DA PREVIDÊNCIA DE 11% PARA 16,5% DOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS QUE GANHAM MAIS DE R$ 3.689,66 NÃO É UMA SOLUÇÃO. O MODELO PREVIDENCIÁRIO PRECISA SER REFORMADO, MAS NÃO SE PODE TIRAR O COURO DE QUEM JÁ CONTRIBUIU.

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