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À GUISA
DE COMENTÁRIO - PROIBIR ESTRANGEIRISMOS - Isso não
leva a lugar algum. Proibir o uso de palavras estrangeiras em
textos, sobretudo, na imprensa, é totalmente inócuo.
Primeiro, porque não existe pena. Segundo, porque não é possível
fiscalizar. O uso de estrangeirismos neste mundo global em que
vivemos é consequência e não há como
barrar. A Língua Portuguesa, nascida do Latim, ao longo
de sua história incorporou palavras de dezenas de línguas,
inclusive, as mais exóticas, como japonês, chinês, árabe.
Com o advento da tecnologia, sobretudo, a informática,
o uso de palavras que não existem no Português,
mexe com o nacionalismo de puristas preconceituosos. Proibir
o uso destas palavras estrangeiras através de lei é desconhecimento
da língua. Toda língua é viva, é dinâmica
e, por isso, vive incorporando novos termos ao léxico.
Com o tempo, essas palavras exóticas se aportuguesam.
Como é o caso de garagem do francês. Chope, do alemão.
Xerife, do árabe. O que não pode é escrever
internet, site, show a vida inteira. Os escreventes poderiam
fazer o favor e escrever isso, conforme os princípios
e a fonética da Língua Portuguesa. É melhor
deixar isso a cargo dos linguistas.
DESLANCHANDO - Por aqui, parece, que as coisas estão deslanchando.
A remodelação da Praça Henrique Becker Filho
está em pleno andamento. As obras da unidade de Educação
Infantil do bairro Guaíra, também, estão de
vento em popa. Finalmente, a intersecção sobre a
BR-472, ligando o acesso à unidade industrial da BR Brasil
FOODS S/A, sai do papel. O Dnit inicia os estudos, visando a construção
da intersecção para dar acesso à Área
Industrial II. No Programa Emancipar, saneando as vilas Lixinho,
Cobrinha e Horta, está sendo investido pesado na construção
de 50 moradias e no saneamento daquela área, que se chamará bairro
Esperança. Agora, só faltam boas notícias
para a continuação das obras do anel rodoviário,
cujos trabalhos foram interrompidos, em janeiro passado.
NADA CAI DO CÉU - Os ingênuos pensam que tudo isso
vem ao natural, que tudo isso cai do céu. Ledo engano. Tudo
precisa de planejamento, insistência, busca sem tréguas.
Vagões parados não puxam frete. É preciso
que a locomotiva ronque, faça barulho e se movimente.
MAIS UM TENTO MARCADO - Em recente encontro na Capital do Estado,
uma comitiva tresmaiense participou no Galpão Crioulo do
Palácio Piratini do lançamento da Câmara Setorial
do Leite. Na oportunidade, o nosso Programa de Produtividade e
Qualidade do Setor Lácteo 2010-2020 foi exaltado pelo governador
do Estado, destacando Três de Maio como modelo no setor lácteo
gaúcho. É que aqui se correu na frente. Podem ter
certeza de que este tento marcado pelo nosso centroavante é prenúncio
de futuras vitórias e títulos.
DESINDUSTRIALIZAÇÃO - É a palavra da moda.
E a principal razão do fenômeno que fecha indústrias,
ou transfere indústrias para outros países, ou as
torna sem competitividade, é o câmbio desfavorável,
a valorização do real frente ao dólar. Mas
o custo Brasil é outra razão da perda da competitividade
industrial. Ultimamente, as notícias são assustadoras:
só há empresas de máquinas e equipamentos
fechando, despachando trabalhadores e dando férias coletivas.
Isso é assustador. E, para piorar, começou a retaliação
entre o Brasil e a Argentina. Onde é que isso vai parar?
NINGUÉM GANHA NADA NA VÉSPERA.
O QUE DEVE VIR ANTES? - A reforma política, a reforma eleitoral
ou a reforma tributária? Talvez, nenhuma delas saia do papel.
Na minha ótica é urgente, urgentíssima a reforma
tributária, embora os políticos estejam mais interessados,
desde já, num rebotalho de reforma eleitoral, onde despontam
dois tópicos: a votação em lista fechada e
o financiamento público das campanhas eleitorais. Com o
votos em lista fechada, a democracia perde e estamos marchando
para uma espécie de bolchevização.
PAPEL DE BOBO - O presidente da Abicalçados está invocado
com o que está acontecendo com a nossa indústria
calçadista. Quando adverte para o aumento de importações
de até de vizinhos como o Paraguai, disse com todas as letras: "estamos
todos fazendo papel de bobos". E disse mais: "daqui a
pouco vamos importar calçados até do Vaticano".
Ao que parece, está faltando proteção ao nosso
produto. O primeiro sinal de reação é a retaliação
com a Argentina, que barrou a entrada de máquinas e equipamentos,
para proteger a economia do seu país, e o Brasil reagiu
com a barração da entrada de automóveis produzidos
na Argentina. Enquanto não se resolve esta pendenga, fecham
indústrias, empregados são despedidos e sofre a economia.
GOVERNO PROMETE APOIO - O governo estadual promete apoio às
reivindicações dos fabricantes de máquinas
agrícolas, de calçados e de equipamentos, que encontram
dificuldades de vender seus produtos na Argentina enquanto eles
encontram facilidade em vender no Brasil. A prova está no
déficit comercial, até o mês de abril, no setor
automobilístico, que chega a US$ 1,9 bilhão. O ministro
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio brasileiro
entende que tenha que haver uma "monitoração
das importações do setor".
AUMENTAR O PERCENTUAL DA PREVIDÊNCIA DE 11% PARA 16,5% DOS
SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS QUE GANHAM MAIS DE R$ 3.689,66
NÃO É UMA SOLUÇÃO. O MODELO PREVIDENCIÁRIO
PRECISA SER REFORMADO, MAS NÃO SE PODE TIRAR O COURO DE
QUEM JÁ CONTRIBUIU.
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