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Ampliar
jornada, o desafio nas escolas públicas
Nos últimos
dez anos, o Brasil não poupou esforços para cumprir
o previsto no Plano Nacional de Educação. Porém,
pelo elevado volume de itens, houve dificuldades no acompanhamento
efetivo das ações.
O novo PNE 2011-2020, para esta década, objetiva fornecer
diretrizes às políticas educacionais do país,
entre elas aquelas que promovam a erradicação do
analfabetismo e favoreçam o processo de alfabetização
e letramento de crianças até os oito anos de idade.
Não foram poucos os programas destinados a atingir esse
objetivo de natureza latente, um desafio que historicamente perdura
em nossa nação.
Inúmeras estratégias foram adotadas por sucessivos
governos nos estados e municípios, cujos resultados, ainda
muito frustrantes, se mostram carregados de uma práxis por
vezes com caráter extremamente excludente.
Atualmente, novas medidas estão sendo discutidas e algumas
práticas realizadas no sentido de garantir a permanência
mais longa dos alunos na escola e com isso melhorar a aprendizagem.
Por imposição da própria realidade nacional,
cabe à escola assumir um novo papel sócio-integrador,
transferindo maior sentido à sua função social.
As metas 5 e 6 do PNE trazem questões que se constituem
como verdadeiros gargalos para os sistemas públicos. Por
essa razão, algumas medidas foram aprovadas recentemente
pelo Senado Federal no intuito de ampliar de 800 horas para 960
horas a carga horária mínima do aluno do ensino básico.
Também foi ampliado o percentual de frequência mínima
para aprovação dos alunos do ensino fundamental e
médio, dos atuais 75% para 80% ao ano.
Assim sendo, duas medidas aparecem como alternativas: a elevação
do turno diário nas escolas, acrescentando mais uma aula;
ou a ampliação do calendário escolar, variando
entre 20 e 40 dias a mais no ano letivo.
Estudos relativos ao período de permanência do aluno
na escola revelam que essa ampliação vem provocando
resultados positivos quanto à aprendizagem dos estudantes,
o que tem feito com que muitos municípios venham insistindo
na ideia de criação da Escola em Tempo Integral.
A empresa Vitae Futurekids – Planeta Educação tem trabalhado
em parceria com os sistemas públicos, possibilitando às escolas
efetivarem a implantação e implementação dessa tarefa
de aumentar a jornada dos alunos no Ensino Fundamental, contribuindo também
com a redução do índice de evasão.
Seja apoiando o educador no turno regular das aulas ou assumindo atividades no
contraturno dessas aulas, a proposta é de que esse tempo adicional proporcione
aos estudantes, além do desenvolvimento de inúmeras habilidades
requeridas pelo currículo formal, oficinas com atividades lúdicas
e prazerosas, incorporando dimensões afetivas, cognitivas e socioculturais.
Toda a reestruturação da rotina escolar do aluno vem contribuir
para a instalação do turno integral, apontando inúmeros
caminhos e alternativas para melhoria da qualidade das aprendizagens, num espaço
novo de lazer e descontração que favorece a autoestima, o sentimento
de pertencimento, o desenvolvimento de talentos e as interações
por meio da expressão e comunicação de sentimentos, afetos
e emoções.
Pela sua ampla experiência na área, dentre as vantagens disponibilizadas
pela Vitae Futurekids - Planeta Educação para redução
do risco de sobrecarga às Secretarias Educacionais estão: a oferta
de programa de formação continuada aos profissionais para atuarem
de forma adequada nos diversos projetos; a oferta de kits de materiais com recursos
diferenciados para a realização das atividades matemáticas,
linguísticas, artísticas, esportivas, recreativas e tecnológicas;
e ainda o fornecimento de equipe especializada para atuar nos programas.
*Maria
Christina Toledo Simões
Pedagoga,
Pós-Graduada em
Coordenação Pedagógica.
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