
Gauchão com sabor de mundial . .
.
Desmerecido
no início do ano, o Campeonato Gaúcho nunca
foi tão valorizado como na semana passada. Para a
dupla Gre-Nal que disputava vorazmente a Libertadores da
América, falar em Gauchão era quase um insulto.
A ambição pela conquista do tri-campeonato
continental pelos dois clubes, ambicionando o mundial deste
ano, sempre era o assunto preferido em qualquer círculo
de amigos que discutisse futebol.
Pois quis o destino que o primeiro semestre do ano fosse resumido à esfera
rio-grandense. O Internacional, que investiu milhões
em sua equipe, agora teria que enfrentar seu arqui-rival, que
se apresentava com jogadores mais modestos, mas com muita garra
e determinação.
Já no primeiro jogo, em casa, o inimaginável aconteceu. O Internacional,
de muitos milhões, foi liquidado em frente a sua torcida. Diretoria, jogadores
e comissão técnica não tinham palavras para justificar o
acontecido. Talvez a equipe tivesse entrado de “salto alto” (?).
Ou realmente o Grêmio teria mostrado a sua superioridade, com menos da
metade dos investimentos (?).
A semana que antecedeu à grande final foi terrível para os colorados.
Desclassificados da Libertadores da América (de virada), onde era apontada
como uma das equipes favoritas, agora estava prestes a perder o Campeonato Gaúcho
para o seu rival, onde jogaria a última partida na casa do adversário,
tendo que reverter o placar funesto do Beira-Rio. A flauta corria solta...
Dentre as inúmeras piadas que ouvi, cabe destacar as mais criativas:
Renato havia sido multado pelo Ibama, pois tinha matado um falcão...
Renan foi a uma sorveteria e pediu duas bolas de sorvete com cobertura...
A semelhança entre Inter e Bin Laden é que os dois morreram em
casa...
Nossa. Que semana difícil. Domingo, enquanto aguardava o jogo, já imaginava
o terrível resultado que se apresentaria para os colorados. O sofrimento
latente seria inevitável. Com a cuia de chimarrão entre as mãos,
nem tinha coragem para convidar a família para assistir o jogo. Seria
como assistir uma execução sumária. Se não tínhamos
vencido em casa, como venceríamos na casa do rival?
Inicia o jogo e o tricolor abre o placar. Foguetes por todo o lado. Se foi o
boi com a corda e levou junto a cerca, disse o meu menino mais novo.
Dali para frente, não preciso mais contar. A superação do
grupo de jogadores colorados após o primeiro gol foi o último golpe
tricolor antes da virada. O Inter venceu por 3 a 2 (mesmo placar do Beira-Rio
a favor do Grêmio) e venceu também a decisão por pênaltis.
Tornou-se Campeão Gaúcho pela quadragésima vez. Um jogo
inacreditável e não recomendado para cardíacos...
Ahh, as piadinhas? Mudaram de lado...
Renato conseguiu recorrer da multa do Ibama. O Falcão não morreu.
O Renan voltou a sorveteria e disse que além das bolinhas de sorvete ia
levar a “taça” e a semelhança do Inter e do Bin Laden
nem vou comentar...
Das
minhas leituras da madrugada:
“
Só termina, quando acaba”.
Oficial
do Registro de Imóveis e Tabelião de Protestos
Pós-Graduado em Direito Notarial e Registral
Secretário da Associação dos Notários
e Registradores do Brasil (RS)
-
Marcos Salomão é colunista de 17 jornais
da região Noroeste.
A relação completa dos jornais poderá ser
conferida em nosso site www.marcossalomao.com.br