Ano XXiI - EDIÇÃO 1153

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO - RESPEITO É BOM - E tem que haver. E houve este respeito ao governador do Estado e sua comitiva na abertura oficial da XII Expofeira do Agronegócio, no último sábado. O prefeito municipal e toda comunidade presente ao evento deu uma demonstração maiúscula de como se deve receber as autoridades em visita ao Município. O governador e a comitiva foram recebidos com fidalguia. Visita bem tratada volta sempre. Este gesto de fidalguia, como se fez na primeira visita do governador ao Município em hora tão festiva, deve repetir-se sempre. Foi demonstração maiúscula de boa educação, de cultura superior de nossa gente. É, sem dúvida, uma boa imagem que os visitantes vão guardar no coração para sempre. Essa boa impressão fica. Todos foram recebidos com aquele mesmo gesto característico do respeito: secretários estaduais, deputados, prefeitos, visitantes. É preciso respeitar sempre, sobretudo, os governantes legalmente constituídos, não importando a sigla e nem a procedência. São detestáveis as manifestações de hostilidade nestas ocasiões. Puro oportunismo minúsculo. Pura falta de respeito. Respeito é bom e a gente gosta.
GENTIL - O governador Tarso Genro, em sua primeira visita a Três de Maio, não foi apenas pontual - o que não é próprio de autoridades - foi também muito gentil e mostrou seu perfil político de aproximador. Mereceu as palmas dos tres-maienses e dos visitantes presentes ao Parque Municipal de Exposições Germano Dockhorn no primeiro dia da exposição-feira.
JOGAR PARA CIMA - A Exposição do Agronegócio tem tudo para crescer mais nas próximas edições. É preciso sempre jogar para cima. Aliás, é o que a nossa exposição-feira tem feito sempre: crescer. Ela poderá, no futuro, figurar entre as maiores do Estado, se não faltar ousadia. Temos potencial e não falta criatividade. Na décima segunda edição houve avanços significativos sobre a edição anterior, mesmo porque as condições são outras: uma boa safra, preços alentadores da produção primária - são alguns ingredientes favoráveis. À medida que a feira cresce, cresce a sua importância.
UM BOM MOMENTO - A administração municipal viveu um bom momento durante os dias da Expofeira. O prefeito foi um extraordinário centroavante de boas conclusões. Um estupendo anfitrião. Foi soberbo na recepção ao governador. Na sua oratória foi feliz. Teve momentos apoteóticos, como os do anúncio do governador relativamente à continuidade das obras do anel rodoviário. Outro momento que marcou a semana festiva foi a assinatura do contrato para execução das obras da creche do bairro Guaíra com a empreiteira, no Dia do Município.Tudo faz parte do contexto. É hora de plantar e colher.
OUSADIA – Oposição enfraquecida significa o crescimento da ousadia dos governantes. A legislação avança sobre o bolso e as conquistas dos cidadãos. Infelizmente, é o momento que vivemos aqui e lá. Mexe-se na previdência, criam-se taxas e impostos e a população assiste impotente. Que tal a nova taxa da inspeção veicular que vem aí?
SURPREENDENTE - Ao fazer um passeio transversal pelos pavilhões e estandes(sic) da Expofeira, o que chama gritantemente a atenção é o produto exposto pela JARDINOX. São simplesmente surpreendentes os tanques para transporte de leite ou combustíveis - tipo bitrem - com capacidade para 43 mil litros. Logicamente, é produto de exportação para todo Brasil, porque dificilmente teriam aplicabilidade no mercado local ou regional.(O proprietário da empresa entende que o momento não é de exportação para o exterior, por causa da baixa cotação do dólar). Mas cinco unidades foram comercializadas no município de Contagem, no estado de Minas Gerais, recentemente. O valor de cada unidade: R$ 220 mil. Sem dúvida, aquela empresa, com tecnologia de ponta, é um orgulho para o município, por ser GENUINAMENTE TRÊS-MAIENSE.
NÃO PENSEM QUE O TERRORISMO TERMINOU PORQUE BIN LADEN TOMBOU.
CHUTES –
Quando se trata de estatísticas, números e valores são desferidos muitos chutes a esmo. Poderia haver mais precisão e menos achismos. Até o governo se dá ao luxo de publicar números maquiados. E o povo ingenuamente engole tudo.
QUE TAL um dia para o povo? Ou meio dia que fosse. Os organizadores da Expofeira da próxima edição poderiam pensar sobre isso: destinar um dia da Expofeira para o povo, sem cobrança de ingressos, com apresentações, jogos e shows durante todo dia. É preciso pensar em algo mais, em criatividade para atrair todo mundo ao Parque de Exposições. É preciso admitir que muita gente não vai ao parque porque não tem condições. Ou o parque foi feito só para quem tem condições?
É PRECISO SUBIR MAIS - A Expofeira precisa ser mais ousada, no sentido de melhorar os shows (há os que acham que a Expofeira é maior do que os shows). É, sobretudo, preciso alastrar mais a divulgação do evento: ainda não chegamos à mídia dos grandes jornais, dos programas de televisão de âmbito estadual ou nacional. E já era momento e hora de figurar. Há dois anos para pensar e planejar. Ainda há muito amadorismo.

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