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Economia para consumo

11/10/2019 - Por João Seno
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À GUISA DE COMENTÁRIO - GRATIDÃO - Onde fica a nossa gratidão? Quase ninguém se lembra de agradecer, quando recebe um favor ou uma ajuda. Isso deve fazer parte de nosso diário comportamento. Para muitos agradecer favores é ridículo, porque fazer favores é obrigação, dizem. Em caso de empregados ou servidores públicos, não há dúvida, que são pagos para prestar serviços, mas não custa externar a gratidão. Ex-alunos, 50 anos depois, acordam e externam seu muito obrigado pelos ensinamentos, pelo tratamento e atribuem a vitória na vida ao que ficou escrito no passado distante. A mesma coisa deve valer para os pais, os companheiros de trabalho e os diretores de empresas. Ninguém vence pelas próprias forças, pelo próprio esforço e até pela competência. Todos dependemos uns dos outros. E as coisas boas precisam ser reconhecidas através da gratidão.

OS POLÍTICOS JÁ ESTÃO NAS RUAS - É que as eleições municipais estão se aproximando, por isso já existe uma precoce movimentação política nos municípios. Os políticos estão acordando cedo, para não ter que atropelar depois. Logo, logo surgem nomes de prováveis candidatos e já vão ser anunciadas coligações - que não deveriam existir - e serão adotadas diretrizes de campanha. O que todos os eleitores querem é campanhas limpas, sem a velha e costumeira politicagem de favores.

NINGUÉM É TÃO INTELIGENTE, SABIDO E CULTO QUE PODE CHAMAR OS OUTROS DE BURROS.

SITUAÇÃO CABELUDA - De fato, a situação dos cofres do Estado é cabeluda. Toda vez que a arrecadação é menor do que as despesas, a situação é cabeluda, para não dizer falimentar. E é isto que está acontecendo com a nossa economia no Estado do Rio Grande do Sul. Mais de 80% da arrecadação é gasta com os vencimentos dos servidores do Estado. Por isso, o governador do Estado está propondo reformas para fazer frente a esta triste situação. E os servidores públicos, considerados culpados pela difícil situação, vão pagar o pato. Nos próximos meses, vai haver muita choradeira, muita xingação e reclamação. Mas, infelizmente, alguma coisa precisa ser feita, para mudar os rumos da falimentar situação do Estado. É preciso atrair novas empresas e revigorar as existentes. O setor calçadista caiu de forma desastrada e as exportações de calçados jamais atingiram um patamar tão baixo.

ESTA SITUAÇÃO FALIMENTAR DO ESTADO DEVE ENSINAR AOS PREFEITOS A CUIDAR DA ECONOMIA DO MUNICÍPIO, NÃO GASTANDO O QUE O MUNICÍPIO NÃO TEM. OS ERROS DO PASSADO REFLETEM NO FUTURO.

QUANTAS MORADIAS - Dias atrás um munícipe perguntou a este colunista, quantas moradias populares a atual administração municipal erigiu e entregou no atual período administrativo. Não soube responder, porque nada vi no noticiário local sobre entrega de casas para a população necessitada nos últimos anos.

NÃO SE PODE TRAVAR O DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO, MESMO QUE OS INVESTIDORES NÃO SEJAM DO PARTIDO DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL.

QUE COISA! - "IA DAR UM TIRO NA CARA DELE E ME SUICIDAR". A frase é do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, referindo-se ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes a quem queria fuzilar. É possível admitir que cidadãos de alta patente cheguem a este desnível e profiram sentenças de tão baixo nível e tomem atitudes tão rasteiras? Menos mal que Janot já apeou do cargo e já lhe tomaram a arma, que não teve coragem de disparar. E este o Brasil em que vivemos. Não é debalde que só armados esquemas para matar candidatos em período eleitoral.

PRESTEM ATENÇÃO - Para a economia dos novos tempos. A economia do futuro será circular e não mais linear, como era desde a Revolução Industrial, no século XVIII. Até então, as empresas extraem matéria-prima e a transformam em produto, gerando resíduos ao longo do processo. Os compradores, por sua vez, consomem o produto e descartam. O resultado desta já ultrapassada economia linear é o uso excessivo dos recursos naturais, numa ponta, e a geração de lixo na outra. Pensem um pouco no caso do plástico, que apenas 20% é reciclado e 80% vira lixo. "Precisamos de uma nova mentalidade", diz a escritora Lorraine Smith e explica a importância da economia regenerativa. Vamos aguardar o que vem por aí em matéria de economia.



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