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Economia para consumo

04/10/2019 - Por João Seno
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À GUISA DE COMENTÁRIO - SINAL DOS TEMPOS - Dizem. Mortes em cima de mortes. Mortes em toda parte a toda hora. Mortes, muitas delas, inexplicáveis. Um menino de 12 anos mata uma menina de 9 anos. Por quê? As autoridades investigativas chegam à conclusão nenhuma. Sinal dos tempos, talvez, signifique que se mata a toda hora sem razão. Matar virou moda. Isso, talvez, seja a explicação para tantas mortes estúpidas. A vida perdeu seu valor para muita gente. Muita gente não aprendeu a valorizar a vida, coisa que se aprende desde a mais tenra idade na família. Este é o sinal mais claro dos tempos. As famílias estão caindo aos pedaços. Não se aprende mais a respeitar a vida e o próximo, como nos tempos antigos. Não adianta procurar causas sem fundamento, mas é preciso voltar a valorizar a aprendizagem na família.

PRIMEIRO JORNAL VEIO A LUME - Em Três de Maio quando? Pouca gente sabe. Quando este colunista veio a Três de Maio, em 1961, aqui não circulava jornal local. No ano seguinte, 1962, como coordenador do GREPIO, foi criado o Grepio Notícias, para que os estudantes do Ginásio Pio XII e depois da Escola Estadual Cardeal Pacelli tivessem o que ler e onde pudessem publicar seus escritos. Foi o primeiro passo de nossa imprensa local. Um pouco de história não faz mal.

PASSO SEGUINTE - Passaram praticamente 10 anos, sem que Três de Maio tivesse o seu órgão de divulgação escrita. Finalmente, em 1971, se uniu um grupo do qual participou este colunista e criou-se A INTEGRAÇÃO, que ainda circula em Horizontina, quero crer. Com o advento da Gráfica Wuensch, que adquirira uma off-set, foi possível esta aventura de criar um jornal, sem um membro sequer formado em jornalismo. Além deste colunista, participaram da iniciativa Antônio Carlos Borges, Ari Rieger, ambos já falecidos, e Guinther Wuensch. Em 1974, o primeiro jornal semanal local foi vendido para um interessado da vizinha cidade de Horizontina. É a história numa época em que os festivais e o esporte estavam em alta nesta ainda jovem cidade.

OLHA O QUE UM VEREADOR APRONTOU - Não se assustem que o sábio legislador não é daqui. Um esperto senhor vereador da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, um vereador vivaldino resolveu ganhar dinheiro nas costas de assessores, que infelizmente em muitos Legislativos não são poucos. O sabido representante popular, eleito para trabalhar pelo povo e pela comunidade, combinou com os assessores que encaminhassem um empréstimo consignado e entregassem o dinheiro a ele, para pagar dívidas de campanha. E a coisa funcionou, porque recolheu em torno de 800 mil reais, até que foi dedado por uma assessora, que foi despachada por razões não sabidas. É esta a bela história engenhada por um inteligente vereador da capital. É assim que as pessoas e a comunidade são tratadas em muitos casos por pessoas irresponsáveis e inescrupulosas. Claro que este é um caso que felizmente foi descoberto a tempo, tendo sido recolhido ao xilindró o esperto vereador, que deverá responder pelo que fez.

UM POUCO DE MÚSICA - Muito cedo conheci o Abílio Huebner, quando ainda comerciante de Vila Progresso. Depois foi vereador. Mas, sobretudo, o aprendi a admirar como tocador de bandonion. Até deixou gravado um CD, como lembrança. Infelizmente, para os admiradores dos bandonistas, eles estão terminando e, com certeza, novos tocadores de bandonion não vão surgir tão cedo.

NÃO DEU EM NADA - No último Carnaval alguém se compadeceu dos idosos residentes próximos ao local, onde são realizados os barulhentos bailes. Na oportunidade, o policiamento compareceu e o assunto acabou em ação judicial. A referida ação não deu em nada, sob o argumento de que apenas houve uma queixa. Quer dizer, daqui por diante, se houver apenas uma queixa ou uma indicação em qualquer situação, tudo vai acabar em água de barrela.

OS VEREADORES PRECISAM SER MAIS EXIGIDOS - Não apenas no Legislativo local, mas em todos os legislativos brasileiros os representantes eleitos pelo povo deveriam ser mais exigidos. Incrível, os salários dos edis pelo Brasil afora. Ganham bem para fazer pouco ou nada. Muitos eleitores querem que os professores tenham, pelo menos, vencimentos iguais aos legisladores municipais. E viram a notícia do deputado paranaense que se queixou do salário de R$ 24 mil reais, o qual considerou uma mixórdia? Que coisa!

E VAMOS ADERIR AO OUTUBRO ROSA.



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