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Conscientização no município ainda precisa melhorar muito, avalia a Vigilância em Saúde

02/08/2019 - Por Jornal Semanal
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Quadro de infestação na região e quantidade de casos de dengue no RS (mais de mil confirmados só neste ano) ajudam a traduzir a importância da prevenção e dos cuidados

Nove municípios da região estão entre os 85 do Estado que têm, com base no levantamento mais recente, uma infestação do mosquito Aedes aegypti considerada de alto risco - a partir do índice 4, o que neste caso significa que, a cada cem imóveis vistoriados, quatro registraram a presença de larvas do inseto.
Os municípios da região são Giruá (índice 12), Santo Cristo (8,7), Inhacorá (7,7), Porto Vera Cruz (7,2), Tucunduva (7,2), Porto Xavier (6), Tuparendi (5,9), Horizontina (5,6) e Porto Lucena (4,2). As informações são do governo estadual.
O Aedes é transmissor de doenças como a dengue, zika e a febre chikungunya. Com seu índice, Giruá, inclusive, está em 4º lugar no Estado, atrás apenas de Nonoai (16,3), Espumoso (13,7) e Salto do Jacuí (13,5).
Neste ano, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), já houve o registro de mais de mil casos confirmados de dengue. A SES alerta que as medidas de prevenção devem permanecer durante o inverno, época em que há uma redução na circulação do mosquito.

Descuidos ou desleixos com pneus e potes são algumas das situações mais verificadas nos imóveis visitados

'Tem pontos aos quais você pode voltar toda semana, todo mês, e estarão do mesmo jeito', lamenta a coordenadora da Vigilância em Saúde, Nicéia Tiecher Zawaski

Situação em Três de Maio
Em Três de Maio, o mais recente LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti), realizado entre o final de maio e o início de junho, apontou um índice de 3,7.
O número coloca o município em uma situação considerada de médio risco.
Sobre o cenário verificado durante as visitas realizadas pelos agentes às residências e empresas, visando a prevenir o surgimento de focos do mosquito, a coordenadora da Vigilância em Saúde, Nicéia Tiecher Zawaski, comenta que a conscientização de parte da população ainda precisa melhorar muito.
"É bem crítica, é bem complicada a situação. Tem pontos aos quais você pode voltar toda semana, todo mês, e estarão do mesmo jeito", diz a coordenadora, observando que o trabalho dos agentes no combate ao mosquito é realizado diariamente.
Descuidos ou desleixos nos cuidados com potes de flores, com entulhos, com garrafas PET e outros potes, tudo isso contribuindo para o acúmulo de água (e, consequentemente, favorecendo a reprodução do mosquito), são alguns dos cenários constatados nas visitas a residências e empresas.
"E há, também, uma cultura das pessoas de pensarem que o trabalho dos agentes de combate a endemias é juntar o lixo. Na verdade, o trabalho é de orientação, de conscientização", destaca Nicéia.

Novo levantamento deve ocorrer na próxima semana
Um diferencial do trabalho realizado pelo Município é a distribuição de pedras de cloro, uma vez que o cloro é capaz de impedir o crescimento e eliminar as larvas do mosquito.
O próximo LIRAa em Três de Maio deve ser realizado entre os dias 5 e 10, com os resultados devendo ser conhecidos no dia 12.
Já o próximo mutirão de combate ao mosquito (em que há orientações aos moradores e limpeza de diversos locais, numa parceria entre as secretarias municipais da Saúde e de Obras) está previsto para o início de setembro.
Três de Maio não tem nenhum caso confirmado de dengue - apenas ocorreu de, em abril, uma paciente de Santa Rosa, em um caso que já era importado (ela não havia contraído a doença em seu município de origem), ter sido atendida no Hospital São Vicente de Paulo.



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