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Caso Jaciele: irmãos Heissler são condenados

04/05/2019 - Por Jornal Semanal
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Restos mortais da vítima foram encontrados concretados em churrasqueira, na casa em que os homens moravam. Um deles, Alan Diego Heissler, era ex-namorado da jovem

Um crime que chocou a comunidade de Horizontina e da região teve, na sexta-feira, 26 de abril, um desfecho para os envolvidos, quando o Tribunal do Júri considerou culpados os irmãos Alan Diego Heissler e Luís Felipe Heissler, pela morte de Jaciele Daiane Silva dos Santos, de 22 anos. O julgamento ocorreu na Câmara de Vereadores de Horizontina.
Do desaparecimento até a descoberta dos restos mortais
Em 5 de outubro de 2015, a Polícia Civil começou a investigar o caso, após receber informação sobre o desaparecimento de Jaciele. Durante as investigações, os restos mortais dela foram encontrados concretados dentro da churrasqueira da casa dos então suspeitos. Peritos foram até o local e avaliaram que o corpo foi carbonizado e estava em avançado estágio de decomposição.
O relacionamento de Jaciele e Alan havia terminado há dois anos, mas o ex-namorado não aceitava. Por conta das ameaças, a jovem havia denunciado o homem à polícia. 
A jovem foi morta com um disparo de arma de fogo na cabeça. Em seguida, Alan teria entrado em contato com duas pessoas para tentar retirar o corpo da casa. Não conseguindo, ele teria esquartejado a jovem, queimado e após concretado seu corpo no fundo de churrasqueira.

Jaciele dos Santos tinha 22 anos na época do crime, em outubro de 2015 

Restos mortais da vítima foram concretados em churrasqueira 

As penas
O juiz Danilo José Schneider Júnior, titular da 1ª Vara Judicial do Foro da Comarca, fixou para Alan pena de 22 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado. Ele foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, mediante simulação e feminicídio, além de ocultação de cadáver. Alan deve permanecer preso, decretou o magistrado.
O irmão dele, Luís Felipe, respondeu pelo crime de ocultação de cadáver e a pena foi estabelecida em dois anos, seis meses e 10 dias de reclusão. A pena foi substituída por Prestação de Serviços à Comunidade e pagamento de dois salários mínimos.




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