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Loja de armas registra aumento de 30% nas vendas

01/02/2019 - Por Jornal Semanal
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Após o decreto presidencial de 15 de janeiro, que flexibiliza a posse de arma de fogo, a procura e a venda aumentaram em todo país. 
Conforme os números da Sinarm (Sistema Nacional de Armas) nos primeiros 15 dias, o crescimento é de mais de 40% em 17 estados brasileiros em comparação com 2014 - ano da última medição. Em Três de Maio e região não é diferente, conforme proprietário de duas lojas do ramo
Com a assinatura do decreto do presidente Jair Bolsonaro, no dia 15 de janeiro, o qual flexibiliza a posse de armas para cidadãos brasileiros com mais de 25 anos que podem adquirir até quatro armas de fogo para guardar em casa ou na empresa, lojas do ramo registram aumento nas vendas em todo o país.
Dono de duas lojas que vendem armas de fogo, em Três de Maio e Santa Rosa, e de um clube de tiro esportivo, Jocemar Calza, 35 anos, afirma que a venda de armas de fogo cresceu em torno de 30% nos últimos dias. Segundo o empresário, o perfil dos compradores é variável, incluindo desde mulheres e agricultores.
Para o empresário, as pessoais querem comprar uma arma para se proteger, porque de uma forma geral sentem necessidade de segurança e precisam se defender. "Existe sim uma demanda, e a busca de informações, tanto sobre os valores, quanto sobre os cursos de tiro."
Quando perguntado o que acha sobre o decreto da posse de armas, Jocemar dá sua opinião pessoal. "Antes, eles (governantes) desarmaram as pessoas de bem. Foi a mesma coisa que colocar na porta de casa: não temos armas; bandido pode entrar. Sou muito questionado sobre minha posição e faço uma pergunta: um casal tem faca  em casa e discute. Você vai usar a faca contra o seu cônjuge? Não; então com a arma é a mesma coisa. Ter uma arma em casa não significa que vai usá-la."
O empresário explica que "a Polícia Federal autorizou a ter a arma, mas se você cometer algum crime vai ser punido por isso. E no decreto isso está bem explicado, cometeu um crime, vai responder por ele. Na minha opinião, não vai mudar nada. Porque o bandido não vem comprar a arma aqui na loja; ele já compra, há anos, no mercado negro", diz o empresário.
Jocemar é atirador profissional há 10 anos e desde os 21 anos tem um arma em casa. "Em todo este tempo, nunca usei e espero nunca precisar usá-la", observa. 
Em contato com outro estabelecimento comercial que vende armas de fogo, em Santa Rosa, os proprietários preferiram não se manifestar sobre a venda ou procura pelos equipamentos; alegando entre as razões, as indefinições e as "brechas" do decreto presidencial, que estão gerando muitas dúvidas entre as pessoas que têm interesse em adquirir o equipamento.

Confira a matéria completa no jornal impresso



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