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Com direito a sala para despedidas, região terá cemitério de pequenos animais

25/01/2019 - Por Jornal Semanal
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Cemitério vai se localizar em Santa Rosa; responsáveis aguardam emissão da licença de operação
A região contará com um cemitério de pequenos animais, que vai se localizar em Santa Rosa. O local está sendo viabilizado pelo Memorial, Crematório e Cemitério Dom José, fundado em 2011 e situado na ERS-162, Bairro Auxiliadora, no mesmo município, na saída para Guarani das Missões.
José Arlindo Totel, um dos proprietários do Dom José ao lado da esposa, Tânia Elma Willers Schu, conta que a ideia da construção do cemitério de pequenos animais já vem de tempos.
"A maioria das famílias tem um animalzinho dentro de casa. Elas cuidam como filhos, e, quando os animaizinhos morrem, as famílias não têm um local adequado para enterrá-los, então resolvemos construir o cemitério, pois é uma necessidade", diz José.
O nome será Cemitério de Pequenos Animais Amigo Fiel, e o cemitério vai se localizar nos fundos da mesma área com que o Dom José já conta. O cemitério de pequenos animais terá uma área de 3.600 metros quadrados, mas, caso futuramente seja necessário, há espaço para ampliação.
Haverá, no cemitério, uma sala para despedida, "mas mais simbólica", observa Tânia. A disponibilidade será somente para enterro no solo, sem gavetas. Caso os donos do animalzinho optem pela cremação, o Dom José dispõe de convênio com um crematório de São Leopoldo.
Para o início do funcionamento do cemitério Amigo Fiel, os responsáveis aguardam a emissão da licença de operação pela Prefeitura de Santa Rosa.
"Tudo o que fazemos é com muita dedicação, carinho, responsabilidade e respeito, e agora pensamos nos animaizinhos, que também merecem ter o seu espaço. Muitos donos vêm pedindo um local para eles, para poderem fazer suas visitas e homenagens", destaca Tânia.

'Eu nunca me sentia sozinha, ela era minha fiel escudeira'
Jarina Cecconello, funcionária pública e advogada, conviveu com a Petra, sua cachorrinha de estimação, durante 14 anos, de março de 2004 até o dia 30 de maio de 2018.  
"Ela era um bichinho muito especial e os familiares e amigos que a conheceram são testemunhas disso. Não é exagero dizer que as lições de vida que aprendi com ela foram extraordinárias e que vou levá-las comigo pra sempre", diz a jovem. 
Nessa convivência, Jarina afirma que a fiel companheira a ajudou, inclusive, superar uma depressão a 10 anos atrás. "Ela esteve comigo, me passando força e coragem em momentos muito difíceis da minha vida, como os de perda de entes queridos. Eu nunca me sentia sozinha, ela era minha fiel escudeira. Os bons  momentos, ela tornava ainda melhores. São incontáveis as alegrias que ela trouxe a todos que conviveram com ela". 
A funcionária pública recorda que, com 12 anos, durante uma gravidez psicológica, Preta adotou uma filhota que tinha apenas dois dias de vida e criou como se tivesse saído de sua barriga. "Ela me deixou essa filhinha, que hoje está com 3 aninhos, a nossa Gaia."
Em homenagem ao amor eterno que sente por Preta, Jarina fez uma tatuagem em seu braço. "É a única tatuagem que eu tenho. Ela sempre estará no meu coração e, desde agosto de 2018, está também no meu braço."
Quando Preta partiu, devido a um tumor no fígado, Jarina decidiu enterrá-la em um terreno da família. "Foi feito um cantinho em sua homenagem, um jardim com petúnias (que era um dos tantos apelidos carinhosos que ela tinha). Caso tivesse antes um cemitério de animais, provavelmente levaria para lá, pois ela era um ente querido, um membro da família. Posso dizer que a Preta foi e sempre será muito importante pra mim por que através dela conheci um amor muito forte puro, abnegado, dedicado, fiel... amor esse, que infelizmente não é corriqueiro entre seres humanos".

Preta era companheira de Jarina até nas férias; na foto, as duas na praia 

Preta ganhou homenagem especial: uma tatuagem no braço da advogada

Local em que a cachorrinha de estimação foi enterrada está sempre florido

Três de Maio não tem lei que preveja 
sepultamento de animais domésticos
"Não temos uma legislação municipal que normatize os procedimentos adequados ao destino dos cadáveres de animais domésticos", diz o fiscal sanitário da Vigilância Sanitária de Três de Maio Beto Baggio.
Ele informa, ainda, que não existe uma área para descarte, canil ou centro de zoonoses no município, e que a lei federal 6.503, de 22 de dezembro de 1972, que trata de saúde pública, ainda em vigência, não contempla este tipo de situação.
Segundo Baggio, não importa o porte do animal, se grande ou pequeno: o dono é responsável por dar o destino adequado após a morte, sendo que, no caso de pequenos animais, a maioria opta por enterrar no pátio de casa.
Contudo, no interior do município, quando um animal de criação morre (vaca, porco), o Município vai até a propriedade rural e faz uso de uma retroescavadeira para possibilitar o descarte adequado.



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