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Alfabetização

23/11/2018 - Por Jornal Semanal
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A alfabetização é sem dúvida um dos momentos mais fascinantes da educação. Os educandos vêm à escola com uma vasta soma de aprendizagens, as quais não podem ser ignoradas pelo educador. O que os educandos trazem consigo deve servir como ponto de partida para a realização das atividades a serem desenvolvidas juntamente com o educador.
Mesmo antes de ir à escola o educando aprende a falar sua língua, interage com sua família e amigos, responde perguntas, reproduz histórias, relata experiências, fatos, se posiciona, é capaz de reconhecer objetos e elementos de seu meio. Ensinar a ler e escrever é alfabetizar, levar o educando ao domínio do código escrito. E já aqui é preciso rever a crença de que ao alfabetizar-se o educando não está propriamente aprendendo uma língua, mas apenas transpondo a língua que já fala para um outro código.
O educando mesmo não reconhecendo os símbolos do alfabeto, já lê, estabelece relações entre significantes e significados, relacionando sons, cheiros e texturas com objetos; coleciona, classifica e organiza.
A escola deve deixar o educando livre para expressar-se, dessa forma enfrentará com mais tranquilidade, o processo do aprender a ler e escrever. Um dos instrumentos mais valiosos de expressão e comunicação dos educandos é o desenho, jogos, brincadeiras, cantos, enfim todas as manifestações lúdicas. 
O educador deve ter em seu planejamento atividades como estas, assim permitirá o fortalecimento da linguagem, o desenvolvimento do pensamento lógico e do raciocínio, que são fundamentais para a aprendizagem da leitura e escrita e também para seu desenvolvimento e afirmação como ser social.
Mas isso exige do educador atitude democrática, preparo e domínio de conteúdo, pois o educando, sabendo que é ouvido e atendido em suas necessidades, se tornará um interrogador constante, exigindo muito mais do educador.
O educador deve organizar a sala de aula de forma que os educandos possam agir e trabalhar espontaneamente, os materiais devem estar ao seu alcance. O educando deve ter domínio sobre o objeto de estudo. Precisa ver, tocar, cheirar, analisar, segundo critérios por ele elaborados.
O educador é o mediador de leituras e escritas significativas, promotoras do crescimento pessoal e social de cada educando. Educandos leitores são capazes de fazer a sua escrita e comunicação com o mundo, são a chave de qualquer possibilidade de mudança nas práticas tradicionais e repetitivas de leitura e escrita.
Todo educando deve ter acesso à leitura e escrita independente de sua história, merece respeito e atenção quanto a suas vivências e expectativas. Daí a importância na qualificação de habilidades indispensáveis à cidadania e à vida em sociedade, para qualquer educando, como: o ato de ler e escrever.

Roselaine Corrêa Canabarro Unser
Pedagoga, Pós-Graduada em Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental





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