Terça-feira, 23 de outubro de 2018
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VERSOS ÀS RUÍNAS DE SÃO MIGUEL

05/10/2018 - Por ATMES
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Ao descer o véu da noite
Aqui tudo se ilumina
Homenageando as ruínas
E ao seu povo guerreiro
Que fez aqui seu canteiro
Laboratório de guapos
Que igualzito aos farrapos
Lutaram por este chão

No sussurrar do vento
Ouvimos gritos e vozes
Tropel de cavalos velozes
Em cujos dorsos cavalgavam
Cavaleiros que peleavam
Por seus sonhos e ideais
E nesta luta desigual
Tombaram como heróis

A índia guapa e valente
Rápida como a serpente
Protegendo a criançada
Vê tombar desesperada
Seu homem, seu único amor
É como se num só corte
Num forte e triste golpe
Separou-se o caule da flor

De reduções a ruínas
Para a estância do pai celeste
Levem de nós uma prece
Também ao índio Sepé
Que caiu, mas caiu de pé.
Sem medo mostrou sua raça

Nas muralhas em meio as pedras
Grandes árvores cresceram
As raízes se estenderam
Uma a uma se entrelaça
Parece que se abraçam
Completando a sintonia
E neste lugar de magia
Ecoa a voz da natureza

No tiro de misericórdia
Sentiu o vento frio da morte
Era preciso ser forte
Mas lhe veio o abandono
E num esforço sobre humano
Olha para o inimigo.
Sussurra num fio de voz
Esta terra tem dono.

Autora: Cecília Scartazzini




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