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O BRASIL QUE EU QUERO

14/09/2018 - Por Jornal Semanal
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A campanha que a TV Globo organizou este ano já repercute e o mapa do Brasil está quase todo ancorado. Não sendo geógrafo, podemos notar os vazios que temos em especial em nossas regiões de fronteira. Penso em como deve ser difícil administrar regiões assim. Mas ao mesmo tempo nos deparamos com enormes concentrações urbanas próximas às capitais dos Estados, em geral próximas ao litoral, o que deve ser ainda mais difícil de os governantes administrarem com todos os seus recursos capitais e humanos.
O que as pessoas pedem, pelo menos nos vários vídeos que vi da campanha, são lugares comuns que já sabemos que o País precisa. A conversa é sempre a mesma: educação, saúde, finalização de obras e combate à corrupção. Isso pode inclusive ser um ciclo vicioso a ser combatido e feito: com menos corrupção sobra-se mais dinheiro para a educação, a saúde e a finalização de obras.
O Brasil que eu quero não cabe em 15 segundos. Talvez ocupe páginas, resumíveis a este artigo. Eu quero tudo isso que os brasileiros já disseram que querem: educação, saúde, finalização de obras e menos corrupção. Mas dizer isso é ser muito simplista, assim como muitos candidatos se apresentam por aí. O Brasil é complexo, e os projetos para Ele têm de ser complexos. 
Não são só construir escolas e dar mais dinheiro para a saúde. Tem de se pensar o que envolve a educação: professores e sua formação inicial e continuada, alunos e seu entorno estudantil, plano pedagógico atualizado e condizente com a realidade, infraestrutura adequada para o que propõe o plano pedagógico. Temos ou teremos tudo isso, em minúcias? E na saúde: os médicos estão qualificados? Os enfermeiros, igualmente? Há remédios? As instalações e os processos estão bem definidos? O paciente está sendo bem atendido? O paciente está aguardando muito tempo complicando sua situação? São coisas simples e até óbvias, mas necessárias.
Podemos falar ainda das obras que não acabam no País e que custam a mais do previsto, outro tema bastante pedido pelos telespectadores. Será que foi proposital o fato de não entregar a obra ou então o planejamento foi falho? Para se pensar.
Por fim, e a corrupção, então? Aí reside o problema de ter uma montanha de dinheiro à disposição para trabalhar. A pessoa pode acabar se corrompendo. Mas não deveria. Não deve. A velha história que o dinheiro não é seu. É do povo. E para o povo deve voltar e não para o bolso, mala ou conta na Suíça.
Quero um Brasil em que me seja descontado 27,5% de meu salário e eu não precise pagar um plano de saúde complementar ou então uma consulta particular pois meu plano não cobre isso. Quero um Brasil em que eu pague impostos e impostos e tenha serviços dignos por isso. Eu, como servidor público, me esforço para dar um serviço digno ao povo, pois sou alimentado pelos impostos meus e de todos. Mas sei que somente eu não faço o bastante. Precisamos de todos.
Nunca estaremos satisfeitos. Queremos sempre o melhor. O Brasil é um ótimo lugar de se viver. O Brasil que eu quero é em primeiro lugar querer o Brasil. Quero ele como minha casa. Quero olhar lá fora e implementar algo aqui. Quero sentir orgulho da nossa educação, da nossa saúde e das nossas obras. Quero que Ele seja lembrado também pelo carnaval e pelo futebol. E não somente por eles.

Gustavo Griebler
Doutorando em Educação em Ciências - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). 
Professor do Instituto Federal Farroupilha - Campus Avançado Uruguaiana



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