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Projeto proíbe alimentos industrializados nas escolas

27/07/2018 - Por Jornal Semanal
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Visando banir venda de produtos como balas, salgadinhos e refrigerantes nas cantinas escolares das redes pública e privada, resultados do projeto dependem da união de esforços entre escola, pais e alunos
Com aprovação da Assembleia Legislativa e sanção do governo do Rio Grande do Sul, no início deste mês, projeto de lei proíbe a venda de produtos como balas, pirulitos, refrigerantes e salgadinhos industrializados nas cantinas de escolas públicas e privadas do Estado. A proposta do deputado Tiago Simon (MDB) define que as escolas devem promover ações sobre alimentação saudável envolvendo alunos e suas famílias, professores e os proprietários e servidores das cantinas que funcionam dentro do ambiente escolar. Bares já instalados dentro das escolas deverão se adequar num prazo de 180 dias, de acordo com a proposta.
Na justificativa do projeto, o deputado cita o exemplo de outros Estados que aprovaram propostas semelhantes. É o caso de Santa Catarina, que desde 2001 proíbe as cantinas escolares de venderem doces e refrigerantes, e do Paraná, que vetou as guloseimas desde 2005. 
O parlamentar também apontou dados sobre a obesidade infantil para defender a proposta. "Atualmente, a obesidade pode ser considerada o principal problema de saúde infantil nas nações desenvolvidas e avança também nos outros países. O Rio Grande do Sul é o estado com a maior prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes", diz a justificativa do projeto, que ainda aponta como objetivos: "levar as escolas a oferecerem produtos mais saudáveis e as crianças a recriarem seus hábitos alimentares e influenciarem positivamente os pais em casa."

Em Três de Maio, escolas públicas e privadas já vêm se adequando
O projeto pode ser considerado mais um reforço à consolidação das boas práticas alimentares entre os estudantes. Entre as direções das escolas - públicas e privadas - consultadas pelo Semanal, o tema alimentação saudável já vem sendo debatido, uma vez que, em maio deste ano, o governo federal sancionou uma lei que exige a inclusão de educação alimentar e nutricional nos currículos escolares dos ensinos Fundamental e Médio. 
Para a maioria das direções das escolas de Três de Maio, atualmente, as famílias têm enfrentado o desafio de garantir diariamente um lanche saudável às crianças, mas, na falta de tempo, optam pelos produtos industrializados ou dão dinheiro para que os filhos se alimentem nas cantinas. Com a nova lei, se a criança ou o adolescente for comprar, terá opções mais saudáveis. 
Segundo o diretor do Colégio Dom Hermeto, Gildor Spengler Scherer, mesmo a cantina do colégio sendo terceirizada, ao longo dos anos, vem se adaptando. "Entendemos a importância do projeto Lei como meio de orientação. Nossa Cantina não comercializa mais produtos industrializados como salgadinhos e pipocas; balas, pirulitos e chicletes também foram eliminados. E, a partir de agosto, refrigerantes não serão mais comercializados. A adequação passa por reestruturação do cardápio e incentivo a alimentação saudável", destaca. 
Porém, conforme Gildor, este trabalho deve ser realizado em conjunto com a família do estudante, a fim de se atingir o objetivo proposto pela lei. "Inserir produtos novos ao cardápio não é o maior desafio, e sim a conscientização de crianças e adultos, que é uma lei que não vem de forma punitiva e sim para agregar a melhor qualidade de vida da população", orienta.
Na cantina da Setrem, terceirizada e de responsabilidade da empresária Márcia Roman, a preocupação em fornecer lanches saudáveis aos alunos da instituição é uma constante. Segundo Márcia, fazem parte do cardápio diário sanduíches, salgados assados, salada de frutas e sucos. "Apesar das imposições às escolas e às cantinas, não há como impedir que os alunos adquiram os 'lanches e guloseimas proibidos' fora das instituições, fato que pode inviabilizar o intuito do projeto", avalia a empresária. 

Alunos da Escola Estadual Princesa Isabel, de Quaraim, têm frutas e legumes - produzidos na horta e pomar -, incluídos na alimentação diária. Escola tem 33 alunos, de 1ª  a 9ª séries, e 11 na pré-escola (em espaço cedido para o Município)

(FOTOS: ESCOLA ESTADUAL PRINCESA ISABEL/DIVULGAÇÃO)



Hora do almoço na Emei Pequeno Príncipe: 
momento mais esperado pelas crianças é o de saborear verduras e legumes
(FOTOS: ALINE GEHM)




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