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CORPO DE BOMBEIROS - 420 ocorrências atendidas no primeiro semestre

06/07/2018 - Por Jornal Semanal
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Para atendimentos pré-hospitalares, como mal súbito, população deve acionar o Samu, diz o responsável pelo comando

O Corpo de Bombeiros Misto de Três de Maio registrou 420 ocorrências atendidas entre 1º de janeiro e a última terça, 4.
Não há informações específicas sobre os números por município, mas o sargento Cassiano Fin Schneider, que desde 1º de junho responde pelo comando da corporação, diz que a maior parte das ocorrências foi atendida em Três de Maio, com Independência também registrando um número significativo.
Após a desvinculação, no Estado, do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, a corporação local passou de grupamento pertencente a Horizontina - grupamento é uma fração de um pelotão - para pelotão.
Um pelotão deve ter como comandante um tenente. O comandante é o 1º tenente Evandro Carlos Schwerz, que também comanda os pelotões de Horizontina e Três Passos. Com isso, na ausência do tenente, quem responde pelo comando da corporação local é Cassiano.

Tipos de ocorrências
Das 420 ocorrências atendidas neste ano, 47 foram incêndios - no entanto, o sistema acessado não especifica se foram, por exemplo, em residências, lixo ou vegetação.
Outras 271 ocorrências foram atendidas pela viatura de resgate - por exemplo, casos de acidentes e atendimentos pré-hospitalares.
O restante de ocorrências, 102, foi de ações preventivas - como remoção de árvores de rodovias, remoção de animais peçonhentos, salvamento de animais e isolamento de áreas em caso de queda de fios energizados.
O Corpo de Bombeiros local atende aos municípios de Três de Maio, Alegria, Boa Vista do Buricá, Independência, Nova Candelária, São José do Inhacorá e São Martinho. Hoje, são nove bombeiros militares, três municipais e 40 voluntários - pela legislação, em um pelotão, devem ser no mínimo 12 militares.

Casos pré-hospitalares
Cassiano conta que, muitas vezes, a população aciona o Corpo de Bombeiros para casos em que deveria contatar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Isso pode prejudicar, por exemplo, o atendimento a um incêndio que possa vir a acontecer no mesmo momento.
"A viatura de resgate é para salvamento de pessoas, mas não seriam casos pré-hospitalares, os quais são de competência do Samu. Em casos de mal súbito, por exemplo, as pessoas nos chamam bastante, mas a viatura não é para casos assim, é para situações como atendimento a vítimas de acidentes presas a ferragens", explica.
"Se estamos atendendo a uma ocorrência que seria do Samu e acontece um incêndio, é claro que não vamos ter como abandonar a vítima na estrada e voltar correndo pegar o caminhão. Mas, enquanto estamos atendendo a uma outra ocorrência, uma casa pode ficar completamente incendiada", acrescenta.
"Então, na maioria das vezes, em atendimentos que são do Samu, nos recusamos a ir, porque não temos como atender todo mundo e a todas as ocorrências", completa.

Alvarás e certificados
Também entre os dias 1º de janeiro e 4 de julho, foram emitidos 43 Alvarás de Prevenção e Proteção contra Incêndio (APPCIs) e 98 alvarás do Plano Simplificado de Prevenção e Proteção contra Incêndio (PSPCIs) - estes últimos, entre outras exigências, podem ser emitidos no caso de edificações de até 750 metros quadrados e que tenham classificação com grau de risco baixo ou médio.
Cassiano ainda diz que "com certeza há um número muito maior de Certificados de Licenciamento do Corpo de Bombeiros (CLCBs)", que, entre outros requisitos, podem ser emitidos no caso de edificações de até 200 metros quadrados.
Entretanto, como o certificado é emitido por meio eletrônico, sem que o responsável pela edificação tenha de comparecer ao quartel do Corpo de Bombeiros - ou seja, o documento não passa pela corporação local, com a análise cabendo ao 12º Batalhão de Bombeiro Militar, de Ijuí -, o pelotão local não conta com o número de emissões.
A divisão técnica do Corpo de Bombeiros Misto de Três de Maio, setor que trata de encaminhamentos de licenciamentos e de alvarás, tem atendimento ao público nas segundas e quartas à tarde, das 13h30min às 17h30min, e nas sextas pela manhã, das 8h ao meio-dia.
Nos outros dias e períodos, a divisão trabalha nas análises e nas inspeções. "A nossa demanda de alvarás está totalmente sob controle. Não tem atrasos, a pessoa obtém o alvará em no máximo 30 dias. A única coisa que pode atrasar é quando a outra parte comete algum erro durante o processo", expõe Cassiano.
 
Do total de ocorrências, houve 47 incêndios (por exemplo, em casas, lixo e vegetações), 
271 tiveram atendimento da viatura de resgate e 102 foram ações preventivas


FOTO: SANDRO RAMBO



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