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Estacionamento: terrenos baldios podem ser saída para falta de vagas na área central

29/06/2018 - Por Jornal Semanal
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Projeto da ACI, Sindilojas, Prefeitura e Câmara de Vereadores foi apresentado nesta semana. Ideia é de que as áreas sejam usadas por veículos de empresários e funcionários, liberando, assim, vagas nas ruas para os consumidores

O aproveitamento de terrenos baldios da área central de Três de Maio poderia resultar na criação de aproximadamente 500 novas vagas de estacionamento, aponta levantamento que integra projeto desenvolvido pela ACI, Sindilojas, Prefeitura e Câmara de Vereadores.
Denominado "A vaga do meu cliente", o projeto foi apresentado a empresários na noite dessa quarta-feira, 27, no plenário da Câmara. As  cerca de 300 empresas da área central foram convidadas.
O objetivo do projeto é conscientizar empresários da área central e seus funcionários de que as vagas em frente aos estabelecimentos devem ser destinadas preferencialmente para os consumidores.
Uma pesquisa com as empresas foi realizada em maio. No total, 61 delas responderam ao questionário. Elas totalizam 358 empresários e funcionários, e, desses, 195 disseram que vão trabalhar de carro - e isso que, naturalmente, não estão incluídas as que não responderam às perguntas.
Além disso, das 61 empresas que responderam, 59% disseram estacionar próximo ao estabelecimento e 23% em frente ao estabelecimento.

Hoje, temos na área central, 14,5 mil metros quadrados livres
Hoje, a frota de Três de Maio é de 17.142 veículos. São 7.336 metros de ruas na área central e, no mesmo local, 1.770 vagas de estacionamento disponíveis.
Por outro lado, foram identificados 19 terrenos disponíveis na área central, resultando em 14.512 metros quadrados livres - cada um dos terrenos foi visitado, para a realização dos posteriores cálculos.
A ideia das organizadoras do projeto é de contatar os proprietários dos terrenos e verificar com eles a possibilidade de as áreas serem usadas para estacionamento, com vistas a desafogar as ruas.
Esse contato já se iniciou, tendo até aqui um bom retorno, e continuará sendo feito. E, para que as áreas possam receber os veículos, o Município se responsabilizaria pela infraestrutura básica, como a pavimentação, colocação de pedras britas e o acesso.
"Mas a nossa proposta não é de usar os terrenos para os consumidores estacionarem, e sim para os empresários e funcionários, para que nas ruas haja mais espaço para quem quer comprar", diz ao Semanal o diretor de administração substituto da ACI local, Jesildo Lima, que fez a apresentação do projeto na noite de quarta.
"O nosso consumidor não vai estacionar em outro local, ele quer estacionar próximo à empresa em que vai comprar. Então, com quem podemos trabalhar? Com os empresários, com os funcionários", acrescenta ele.
"Se conseguirmos fazer com que essas pessoas tenham a consciência de questões coletivas, como adotar a carona amiga (cada um vai de carro um dia e dá carona para os colegas, para não irem todos de carro no mesmo dia), usar o transporte coletivo, usar bicicleta, isso será importante", completa.

Selo 'Empresa amiga do cliente'
A intenção é de que, com a ideia se concretizando, os empresários e funcionários estacionem nos terrenos mais próximos ao estabelecimento onde atuam - também, deverá haver uma definição prévia de onde, em qual terreno, as pessoas que trabalham em determinada empresa vão estacionar.
As empresas que aderirem ganhariam um selo de reconhecimento de "Empresa amiga do cliente".
Outra ideia é de verificar a possibilidade legal de beneficiar com um valor menor do IPTU os proprietários de terrenos que aderirem à iniciativa, em virtude de as áreas, assim, estarem sendo usadas em prol do bem comum - por outro lado, devido também à questão legal, isenção de pagamento já está descartada.
Também fazem parte do projeto ações de conscientização de empresários, funcionários e comunidade em geral - palestra, divulgação em meios de comunicação, no Facebook e por e-mail, distribuição de materiais informativos.
"Precisamos dessa conscientização de que na frente dos estabelecimentos precisamos de vagas para os consumidores. Se eles não acharem vagas, daqui a pouco vamos perder essas vendas, eles poderão ir comprar em outros municípios, e isso é tudo que nós não gostaríamos que ocorresse", conclui Jesildo, citando, ainda, o fato de Três de Maio também receber diariamente consumidores de outros municípios.

Diretor de administração substituto da ACI local, Jesildo Lima

(FOTO: MURIAN CESCA)


 Apresentação do projeto foi realizada na noite de quarta, na Câmara de Vereadores
(FOTO: BELCHIOR DA SILVEIRA/ACI DE TRÊS DE MAIO/DIVULGAÇÃO)






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