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Estacionamento rotativo pago volta à pauta

06/04/2018 - Por Jornal Semanal
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'Primeiro precisamos esgotar todas as outras possibilidades', avalia o secretário Fernando Trage

Por outro lado, ACI e o presidente da Câmara, Flávio Pagel, são favoráveis à 
mudança; já o Sindilojas diz que posição da entidade depende de conhecer de 
forma mais aprofundada eventual projeto

O secretário municipal de Habitação e Urbanismo, Fernando Trage, diz que a pasta e o Conselho Municipal de Trânsito, que ele preside, consideram que as últimas mudanças mais significativas adotadas no trânsito são o suficiente para o momento - e isso inclui as vagas de estacionamento no centro.
Essas mudanças, que entraram em vigor em setembro, foram nas ruas Padre Cacique e Osvaldo Cruz, que, além de terem sua mão única ampliada, passaram a ter, além do paralelo, o estacionamento oblíquo, visando ao aumento no número de vagas.
Trage ressalta que a pasta e o conselho estão permanentemente atentos ao tema das vagas de estacionamento no centro e que a questão é alvo de frequentes debates internos, mas que, quanto a uma eventual adoção do estacionamento rotativo pago, "no momento, nós não temos essa necessidade".
"Primeiro precisamos esgotar todas as outras possibilidades, ver onde é possível abrir um espaço a mais, criar o estacionamento oblíquo em alguns lugares onde hoje não tem, ver as alternativas", afirma ele.
"Estamos indo para esse caminho (do rotativo pago), mas ainda não chegamos ao fim desse túnel. Uma hora dessas, não vai ter alternativa", acrescenta, mencionando que para o curto prazo não estão previstas novas mudanças significativas no trânsito.
Na visão do secretário, grandes dificuldades de se conseguir vaga de estacionamento no centro são encontradas mais no período que antecede datas comemorativas que movimentam fortemente o comércio, como Natal, Dia das Mães e Páscoa. Quanto ao dia a dia, ele considera que o quadro é mais acessível.
"Se você anda uma quadra, duas quadras, já tem vagas de estacionamento sobrando. Infelizmente, temos esse hábito de ter que estacionar na quadra do estabelecimento. Você não quer estacionar uma ou duas quadras adiante e ir a pé", avalia.

'Infelizmente, temos esse hábito de ter que estacionar na quadra do estabelecimento', 
opina o secretário de Habitação e Urbanismo

Câmara de Vereadores pretende discutir assunto com a 
comunidade em audiência pública
O presidente da Câmara de Vereadores, Flávio Pagel (MDB), pensa de maneira diferente. Ele se mostra favorável à implantação do estacionamento rotativo pago - naturalmente, ainda não se conhecem detalhes de como eventualmente seria, uma vez que não há projeto, mas o parlamentar tem essa posição diante do atual quadro do trânsito.
Flávio tem mantido conversas com vereadores neste sentido, pretende se reunir com o secretário Fernando Trage e conta que a ideia é realizar uma audiência pública nos próximos meses. Por meio de pesquisa na legislação de Sapucaia do Sul e Santa Rosa, ele também foi buscar informações sobre como funciona o rotativo pago nestes municípios.
Em Santa Rosa, por exemplo, segundo o site do serviço, os valores do rotativo pago são de R$ 0,60, para 15 minutos; R$ 1,10, para 30 minutos; R$ 1,70, para uma hora; R$ 2,80, para 1h30min; e R$ 3,40, para duas horas.
"Fui buscar algumas informações em virtude de existirem muitas reclamações e de ser visível a questão de não ter mais vagas de estacionamento, não só nas ruas centrais, mas nas adjacentes também", declara Pagel.
"A vaga é pública, mas, no momento em que você deixa seu carro nela o dia inteiro, ela, de certa forma, passa a ser particular. Talvez (a adoção do rotativo pago) seja a única alternativa que temos no momento para tentar melhorar a situação. A ideia é levantar o tema para haver uma discussão, para se buscar uma solução para o trânsito", complementa.
"Acredito que ninguém iria deixar de pagar R$ 2 para usufruir o estacionamento por uma hora. Os comerciantes têm enfrentado dificuldades, muitos já me disseram isso, porque muitos motoristas vão ao centro para ir ao comércio e desistem por não terem onde estacionar", expõe.

'A vaga é pública, mas, no momento em que você deixa seu carro nela o dia inteiro, ela, 
de certa forma, passa a ser particular', diz o vereador

Posições do Sindilojas e da ACI
O presidente do Sindilojas, Dilson Mireski, diz que, quanto à entidade ser favorável ou não à implantação do estacionamento rotativo pago, "depende da forma de como esse projeto for construído".
"Não é só aceitar ou não, tem que ver como iria funcionar. Do que for para melhorar a flexibilidade do estacionamento, do que for bom para o comércio, somos a favor, mas precisamos de um estudo de viabilidade para sabermos se somos a favor ou contra", ressalta, lembrando, por exemplo, que não são conhecidos eventuais valores.
Já o presidente da ACI, Luis Fernando de Souza, menciona que a entidade é favorável à implantação do estacionamento rotativo pago - ele conta que essa é uma forte reivindicação dos associados.
"É uma das nossas metas, construir essa solução junto com o poder público e a comunidade. Estacionar hoje no centro ficou muito difícil, o trânsito ficou muito complexo. A quantidade de carros aumentou e, como se diz, as ruas permanecem as mesmas", destaca.

FOTOS:ARQUIVO/JS





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