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Meu pessimismo

23/02/2018 - Por Jornal Semanal
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Tenho que ser mais pessimista. Cravei que em dezembro de 2017 teríamos gasolina a cinco reais. Finalmente. Quase acertei. Em janeiro de 2018, já enxerguei um posto em Uruguaiana com gasolina a 4,88 reais. Toda a folia que houve com a Petrobras e agora que a gasolina não para de subir. Em 2017, enchia o tanque do carro e quando voltava no posto em alguns dias para repetir o procedimento o preço que eu pagara anteriormente já não era o mesmo: havia subido.
Não entendo. Acho que tenho que melhorar meus estudos sobre economia. Em especial na área de combustíveis. Se a propaganda que se tem é que somos autossuficientes em gasolina, por que temos de pagar tanto? Ah, a lei da oferta e da procura. O governo vê que precisamos do combustível. Taxa o maior imposto possível. Repare na nota fiscal do posto da próxima vez que abastecer. Tanto o Sartori como o Temer dão uma mordida no preço. E uma mordida daquelas de arrebentar o maxilar. Não xingue o pobre frentista. Nem o dono do posto. Eles ganham muito pouco a cada litro que você coloca para dentro do tanque. O problema está lá dentro da empresa que Getúlio Vargas desenhou e que deve se entristecer em sua tumba a cada novo escândalo que surge: a Petrobras. São cifras muito grandes que envolvem esta empresa. As plataformas de petróleo são negócios caros.
Há alguns dias, um pouco otimista, cheguei a brincar no Facebook: "Agora que o ex-presidente Lula foi condenado, a corrupção na Petrobras acabou e, por consequência, o preço da gasolina irá baixar". Com a condenação de Lula, o dólar chegou a baixar, mas não acredito na baixa do preço da gasolina. Não sem antes namorar e efetivamente beijar os cinco reais.
Me permitam fazer uma comparação, mais uma, entre um produto brasileiro e um estrangeiro, em especial a gasolina argentina. Há um tempo atrás, abastecemos no Brasil e viajamos adentro da Argentina. O carro fez uma média boa, de 12 a 14km/L. Abastecemos em um posto de lá. O preço praticamente o mesmo. A surpresa: o carro, a mesma velocidade, fez de 17 a 18km/L. Não preciso dizer mais nada. Os fatos falam por si. Por isso que pouco vemos os hermanos - que lotam as estradas gaúchas em janeiro e fevereiro - abastecendo no Brasil. Enchem o tanque no país deles, vão à praia e praticamente voltam com a mesma gasolina.
Eu quero ser otimista com o Brasil. Eu quero ser otimista por um País melhor. Mas meu pessimismo algumas vezes não deixa. Eu tento e continuarei tentando. Afinal de contas, sou brasileiro e não desisto nunca.

Gustavo Griebler -  Mestre em Educação nas Ciências. 
Professor EBTT do Instituto Federal Farroupilha - Campus Avançado Uruguaiana




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