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VOLTA ÀS AULAS - Rede municipal pode ter incremento de mais de 100 alunos neste ano letivo

19/01/2018 - Por Jornal Semanal
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Com prazo de matrículas encerrado, previsão é superar o total de estudantes do ano passado - nas Emeis e Emefs - que era de mais de 1,7 mil 

Encerrado na semana passada, o período de matrículas na rede municipal de educação, ainda há vagas em algumas escolas de Ensino Fundamental, como São Pedro e Francisco Sales Guimarães e no projeto da Escola de Campo de Caúna. Os interessados devem procurar a própria escola, no caso da São Pedro e da Sales Guimarães, e a secretaria municipal de Educação, no caso da Escola de Campo de Caúna. 
A secretária municipal de Educação, Cultura e Esporte, Tânia Georgi destaca o incremento de alunos para o ano letivo de 2018, em aproximadamente, 85 alunos, podendo superar 100 alunos. 
Em 2017, estavam matriculados na rede municipal, nas cinco Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs) 1.018 estudantes e nas sete Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) 724 crianças, conforme dados do Censo Escolar.
A previsão para o início das aulas para todas as escolas da rede municipal é 21 de fevereiro, uma quarta-feira.

Inscrições para o transporte escolar
Estão abertas, até o próximo dia 2, as inscrições para o transporte escolar e ocorrem de segunda a sexta-feira, das 7 às 13 horas (sem fechar ao meio-dia), na sede da secretaria de Educação, localizada na Avenida Uruguai, nº 679, 2º andar.
Pais ou responsáveis devem apresentar a seguinte documentação: fotocópia da Carteira de Identidade (aluno e responsável), do CPF (aluno), atestado de matrícula e comprovante de residência.

Procura por vagas na Escola de Campo de Caúna superou as expectativas
Tânia comemora a aceitação da comunidade três-maiense com relação ao projeto Escola de Campo de Caúna, cuja procura por vagas superou as expectativas, ainda mais, por se tratar de uma iniciativa inédita no município. 
Em 2017, a escola tinha 11 alunos, ainda atuando na rede estadual, e para este ano, em 2018, a previsão é de 120 alunos. 
Até o momento, 100 alunos já estão inscritos, e, a maioria, reside na área urbana. O projeto prevê a primeira escola de campo em turno integral do município, com turmas de pré-escola, 1º, 2º e 3º anos das séries iniciais. 

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"Queremos proporcionar ao nosso 
filho novas experiências e mostrar 
o que é a vida no campo" 
diz o casal Marcelo e Sílvia Bender, 
pais de Vitor Mateus, 4 anos 

Uma mistura de sentimentos - principalmente curiosidade e ansiedade - passa pela cabecinha do pequeno Vitor Mateus Bender, 4 anos, ao esperar o início das aulas neste ano.
Até o ano passado, quando frequentava o maternal da Escola Municipal de Educação Infantil Santa Rita, no bairro que leva o mesmo nome, ele tinha uma rotina. Já conhecia as professoras e os coleguinhas e estava habituado ao ambiente no qual passava a maior parte do dia. 
Este ano, tudo será diferente. Muitas novidades vêm pela frente. Isso porque, a opção dos pais Sílvia Rossi Bender e Marcelo Bender foi matricular o filho na Escola de Campo de Caúna, localizada no interior do município.
Assim como nas Emeis, até o maternal, o turno da Escola de Campo será integral, o que facilita para os pais que trabalham fora e não tem com quem deixar o filho meio período. Em Três de Maio, a rede municipal oferece a opção do pré-escolar em várias turmas em diferentes escolas, mas apenas em meio turno, visando atender a demanda de crianças e cumprir a legislação (veja box abaixo). 
E foi pensando em proporcionar ao filho novas experiências, que o casal matriculou o filho na escola em Caúna. "Moramos na cidade e queremos que ele tenha a oportunidade de ter um convívio e um aprendizado do ambiente do campo. Acreditamos que vai ser muito válido para ele", destacam os pais.
Sílvia que tem a família no interior, em Consolata, com raízes no campo, sabe a importância que a agricultura representa para a sociedade. "É esta valorização que queremos passar para ele. Quem sabe, no futuro, ele poderá seguir nesse caminho", avalia.
Outro fator que motivou a decisão dos pais do menino foi para que ele vivencie mais a infância - o brincar, correr, pular e se divertir. "Hoje em dia, a maioria das crianças passa horas na internet, no computador ou celular, e não brinca. Quero mostrar para ele que, na nossa infância, corremos e brincamos muito no interior, 'gastando energia', de uma maneira saudável", diz.
Sendo em turno integral, Vitor irá de manhã cedo para a escola e só retornará à tarde, por volta das 16h30. O que, para os pais é interessante, pois além dos conteúdos teóricos, haverá as experiências na prática. 
A Escola do Campo de Caúna irá funcionar no espaço de quatro hectares que pertencem à Escola Estadual que lá existe e encerrou as atividades. Segundo a secretária municipal de Educação, Tânia Georgi, o projeto irá utilizar também, propriedades rurais dos moradores da localidade, as quais devem se tornar laboratórios práticos e sala de aula para os alunos. "Os estudantes terão a oportunidade de ver a ordenha, observar como é o nascimento de animais, acompanhar a semeadura de plantas, enfim, faremos um resgate dos conhecimentos do campo para as nossas crianças", conclui.

Vitor Mateus está à espera do início das aulas na escola rural, que inicia suas atividades neste ano

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Legislação prevê educação básica a partir dos 4 anos
As crianças brasileiras devem ser matriculadas na educação básica a partir dos 4 anos de idade. Para atender essa obrigatoriedade - a matrícula cabe aos pais e responsáveis -, as redes municipais e estaduais de ensino deveriam até 2016 se adequar e acolher alunos de 4 a 17 anos. O fornecimento de transporte, alimentação e material didático também será estendido a todas as etapas da educação básica.
As novas normas foram estabelecidas pela Lei nº 12.796, as quais ajustam a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) à Emenda Constitucional nº 59, de 11 de novembro de 2009, que torna obrigatória a oferta gratuita de educação básica a partir dos 4 anos de idade.
Pela legislação, a educação infantil, especificamente na pré-escola, será organizada com carga horária mínima anual de 800 horas, distribuída por no mínimo 200 dias letivos. O atendimento à criança deve ser, no mínimo, de quatro horas diárias para o turno parcial e de sete para a jornada integral. A norma já valia para o ensino fundamental e médio.
Até 2016, era dever das famílias matricular as crianças a partir dos 6 anos e os estudantes só poderiam deixar a escola aos 14, após concluírem o ensino fundamental. A Emenda Constitucional nº 59/2009 e a Lei nº 12.796/2013 tornaram a educação obrigatória dos 4 aos 17 anos, incluindo a pré-escola (4 e 5 anos), o ensino fundamental (6 aos 14 anos) e o ensino médio (15 aos 17 anos).

FOTO: ALINE GEHM



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