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Em reunião, 17ª CRE comunica o descredenciamento da escola São Francisco por cessação de funcionamento das atividades

19/01/2018 - Por Jornal Semanal
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Esforço da direção e comunidade escolar não impede o encerramento das atividades 
Se estrutura física não for mais utilizada pelo Estado, Município irá solicitá-la ao Estado para instalar escola de educação infantil

Uma tradição de 38 anos na rede pública, no ensino fundamental e na educação de jovens e adultos, atualmente com mais de 230 alunos, está prestes a encerrar sua trajetória em Três de Maio. A Escola Estadual de Ensino Fundamental São Francisco, carinhosamente chamada de São Chico, a qual possui identidade com o bairro onde está inserida e que leva o mesmo nome, deve encerrar suas atividades neste ano letivo. 
A escola que já chegou a ter mais de 500 alunos, de 1ª a 8ª séries, num total de 20 turmas (na época da fundação, em abril de 1979 e durante os anos de 1980), está instalada em terreno de mais de 21 mil metros quadrados e uma área construída de mais de 2,4 mil metros quadrados, com pavilhões, diversas salas de aula e demais ambientes. 
Há pelo menos três anos, muitas especulações surgiam em torno do possível fechamento da escola e o encerramento das atividades. No fim da semana passada, o assunto voltou à tona quando surgiram comentários nas redes sociais confirmando a desativação da escola.
Na tarde desta quarta-feira, 17, a diretora da escola, Nilse Perin se manifestou sobre o assunto ao jornal Semanal, por meio de nota de esclarecimento. Segundo ela, "na sexta-feira, dia 12 de janeiro, a escola recebeu um telefonema da coordenadora da 17ª CRE, professora Roseli Führ Schaefer, solicitando que a Comunidade Escolar fosse reunida no mesmo dia para o comunicado oficial do fechamento da escola". A reunião, contudo, foi realizada na segunda-feira, dia 15 de janeiro, às 18h, com poucos pais presentes, devido ao período de férias e curto espaço de tempo para comunicação. "Para nossa surpresa, o comunicado foi o seguinte: descredenciamento por cessação de funcionamento das atividades da escola", revela a diretora.
A nota da diretora diz ainda: "segundo o coordenador adjunto Leo Neschenfelder (que representou a professora Roseli), foram várias as tentativas de cessar a escola e, agora, com as novas normas criadas após a Audiência Pública (realizada em 5 de outubro do ano passado); 'se houver pedido do prefeito, não se faz necessário mais ouvir a comunidade escolar e este prédio já está destinado para o funcionamento de uma escola de educação infantil." 
A diretora relata que, durante a reunião do dia 15, os pais se manifestaram contrários e, alguns, inclusive, se retiraram da sala antes do término da reunião. 
Ela recorda que, "no dia 5 de outubro de 2017, foi marcada uma Audiência Pública a pedido da Mantenedora (Secretaria Estadual de Educação RS) para ouvir a comunidade escolar, porém, ninguém compareceu, nem mesmo o representante do Ministério Público que seria o órgão defensor dos direitos de todos estes estudantes e suas famílias"
Conforme Nilse, todas as informações constam nas Atas e estão devidamente assinadas.

Secretaria Municipal de Educação não foi comunicada oficialmente sobre o fechamento da escola, diz secretária Tânia Georgi
Em entrevista ao Semanal, a secretária municipal de Educação, Cultura e Esporte de Três de Maio, Tânia Georgi informou que a Secretaria ainda não foi comunicada sobre o fechamento da escola. "Não fomos oficializados e comunicados de nada. Até porque, sobre o que estão falando do Município, que solicitou o prédio e fechou a escola é uma inverdade. Sabemos que é uma política do governo do RS, e na verdade, é o que está acontecendo em todo o Estado (o fechamento de escolas). O governo  do Estado argumenta que é para cortar despesas, enfim", lamenta a secretária. 
Conforme Tânia, o Município irá solicitar a estrutura física - o prédio - da escola São Francisco, somente se for confirmado o fechamento e caso o Estado não precisar mais ocupar o espaço. "Não queremos investir em tijolos, mas sim em pessoas. Se esse prédio não for mais utilizado pelo Estado, o Município tem interesse. Não queremos que fique depredado, abandonado. Queremos investir lá em uma escola de educação infantil", adianta. 
Neste ano letivo, o Município vai continuar ofertando turmas de pré-escola na São Francisco. "Já tínhamos o convênio com o Estado para oferecer turmas de pré-escola. Essas vão continuar. E agora, claro, se fechar, vem todo o planejamento, a reestruturação, porque não é só colocar as crianças lá. Tem que investir, reformular, fazer uma série de adaptações. Isso claro, se o Estado repassar o prédio para o Município", justifica.

O QUE DIZ A 17ª CRE - O jornal Semanal entrou em contato com a 17ª Coordenadoria Regional de Educação, com sede em Santa Rosa, e foi informado que sobre este assunto, a coordenadora Roseli Führ Schaefer (que se encontrava nesta semana em Porto Alegre), somente irá se manifestar a partir de segunda-feira, 22.

FOTO: ARQUIVO JS



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