Sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Ano XXX - Edição 1533
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

O papel da família e da escola na educação sexual das crianças

22/12/2017 - Por Jornal Semanal
Tweet Compartilhar
Para neuropsicopedagoga Flaviana Fellini Neuhaus, 'adultos precisam encarar as próprias inseguranças e os próprios preconceitos e medos em relação a estes temas que são de extrema importância'

Ao contrário do que muita gente pensa, educação sexual e educação de gênero não pode se resumir a temas como anatomia, reprodução, gravidez indesejada e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. O alcance de um diálogo aberto e sincero, de um vínculo afetivo forte entre pais, mães, filhos e filhas e que contemple a diferença e o respeito ao outro é transformador, não apenas do ponto de vista subjetivo, mas também coletivamente. 
Contudo, de acordo com neuropsicopedagoga Flaviana Fellini Neuhaus, essa não é tarefa fácil, porque os adultos precisam encarar as próprias inseguranças e os próprios preconceitos e medos em relação a temas que são de extrema importância porque perpassam a existência de todo ser humano. "É preciso ir além da transmissão de informação e promover diálogos sobre sexualidade e gênero, sobre comportamentos que 
reproduzem valores machistas, heteronormativos e homofóbicos", destaca.
Ela ressalta ainda, que orientar filhos e filhas sobre sexualidade não propicia uma iniciação precoce na vida sexual e que ensinar sobre diversidade sexual também não acarretará qualquer mudança de orientação sexual ou de identidade de gênero. "O silêncio é uma forma de comunicação que transmite insegurança e fortalece mitos sobre o assunto", alerta. 
Confira, nesta entrevista, as dicas da pedagoga, orientadora educacional do município de Três de Maio, psicopedagoga clínica e institucional, neuropsicopedagoga clínica, institucional e hospitalar, Flaviana Fellini Neuhaus, sobre como falar sobre sexualidade com as crianças e 
adolescentes.

Como os pais devem abordar os temas sexualidade e orientação sexual em casa, com seus filhos?
Penso que é no convívio familiar e social, nas suas mais diferentes configurações, que podemos estimular e contribuir para a superação de problemas estruturais e cotidianos relacionados à diversidade da sexualidade, à identidade de gênero e orientação sexual. Por isso, a importância de identificarmos as diferenças entre sexo, identidade de gênero e orientação sexual. Sexo é diferente de identidade de gênero, que diverge da noção de orientação sexual e, a orientação sexual, e não opção sexual, diz respeito à inclinação da pessoa no sentido afetivo, amoroso e sexual.
Grande parte do processo de educação sexual tem como foco principal a discussão da sexualidade a partir de uma leitura estritamente biológica e preocupada com assuntos estritamente relacionados à saúde pública. Discute-se muito questões ligadas à gravidez indesejada na adolescência e à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e Aids. Essa abordagem é de grande importância, claro. Contudo, para, além disso, é preciso nos atentarmos, também, aos aspectos psicossociais da sexualidade e do gênero.
Todas as questões que envolvem o processo de educação sexual e educação de gênero são construídas na relação diária das famílias com filhos e filhas. Dizer 'não sei' e se mostrar interessado em pesquisar junto vai aproximar e fortalecer o vínculo entre os pais, mães, filhos e filhas. Mas o que ocorre é que, para ficar livre da questão, os adultos despistam e torcem para que o filho (a) esqueçam aquilo. A mensagem que é captada é que, naquele ambiente, alguns temas não devem ser abordados. Nesse instante percebemos que o assunto sexualidade gera inúmeras dúvidas, preconceitos e ainda é um tabu. 

Porque falar sobre sexo é tarefa tão complicada para a maioria dos pais?
A educação sexual acontece primordialmente no contexto da família. Quando a mãe e o pai cuidam do bebê, brincam com este, na maneira como se relacionam com ele, ao mesmo tempo em que o casal vive uma relação afetiva, gratificante ou não, quando os limites de cada papel e relação ficam bem definidos e marcados, quando a criança pode concluir que amar é ou não possível, está recebendo educação sexual. Quando se pensa em educação sexual na infância, automaticamente tem que se pensar, também, em desenvolvimento emocional, isto é, tem que se levar em conta o nível de maturidade e as necessidades emocionais da criança.
Falar de sexo com as crianças pode ser uma tarefa complicada para alguns pais. Quando menos se espera, elas podem surgir com perguntas que parecem difíceis de responder:  como por exemplo de onde vem os bebês, o que é sexo, posso usar camisinha também? 
A dificuldade de pais e professores em falar sobre sexo começa muitas vezes na própria vida e acaba se estendendo aos filhos e alunos. As dúvidas, de ambos os lados, surgem logo na primeira infância que querem saber de tudo. E os adultos se questionam: "Preciso falar alguma coisa? Devo tomar iniciativa para introduzir um assunto? Como responder a uma pergunta, o que dizer e até onde ir?" O problema não para por aí, e só aumenta, com a chegada da adolescência e da iniciação sexual, entre os 15 e 17 anos, em média.
A facilidade ou dificuldade de responder questões desse tipo vai depender de como o tema é encarado pelos pais, escola e professores. Isso porque enquanto alguns optam pela naturalidade na hora de lidar com a sexualidade, outros apostam nas metáforas para tornar tudo um pouco mais lúdico e agradável. No entanto, especialistas em psicologia infantil apontam que, quanto mais naturalmente o assunto for abordado, mais fácil será a assimilação por parte das crianças. Em cada faixa etária, o tema deve ser tratado de forma diferente, já que a capacidade de compreensão dos pequenos muda de acordo com a idade. 
Sair pela tangente, inventar e criar histórias que não existem, fugir do assunto ou dizer: onde foi que você aprendeu isso?, não são as melhores opções. Melhor mesmo é abrir o jogo. Mas você não precisa falar demais, nem de menos: é só responder o que ela perguntou, de preferência na linguagem em que você habitualmente conversa com ela. 

Qual a idade mais indicada para abordar este assunto em casa?
As dúvidas e curiosidades das crianças em relação ao sexo começam junto com outros questionamentos existenciais como de onde viemos. Essa fase - que ocorre entre os 3 e 6 anos - é um momento de descoberta e formação da identidade sexual das crianças. Uma conversa franca e aberta pode começar abordando as diferenças entre o corpo masculino e feminino, uma curiosidade comum nessa faixa etária. É preciso explicar também  por que não se pode mostrar os órgãos genitais em público, por exemplo.
De forma lúdica, o uso de desenhos e ilustrações é muito útil para ensinar alguns conceitos básicos da sexualidade. Nessa fase a criança ainda não precisa ser exposta aos detalhes da relação sexual, que serão entendidos posteriormente. Lembre-se que a infância é uma fase de descobertas e contos da  como cegonhas e sementinhas não preparam o seu filho para a vida. A verdade é sempre o melhor caminho. Procure sempre explicar esses e outros assuntos na linguagem deles. Muitas vezes, o tema não é fácil de lidar, nem mesmo com adultos. Mas é preciso investir na educação sexual das crianças para que eles ultrapassem qualquer barreira de vergonha ou desinformação que futuramente poderá se tornar um problema.
Quando as primeiras perguntas sobre sexo e sexualidade começarem, pesquise sobre o que seus filhos já sabem e como aprenderam. Descubra onde ouviram e quais as principais fontes de conhecimento deles. Pode ser da televisão, da internet, de conversas com os amigos ou mesmo algo registrado na escola ou na rua. Sabendo a fonte deles, você poderá estabelecer uma relação de confiança com a criança, deixando claro que ela sempre pode contar com os pais para essa e outras dúvidas. Manter um canal aberto de comunicação é fundamental para uma educação sexual sadia e natural. O ideal é falar os nomes corretos dos órgãos do corpo humano. Evite apelidar os órgãos porque cada um carrega em si ideias que podem ser machistas ou agressivas. 
Durante a chamada primeira infância, antes dos 6 anos, a criança costuma tomar banho com os pais. Essa é uma oportunidade para que a criança entenda a nudez como algo normal. Outro ponto que pode ser abordado nesses momentos é a mudança natural, lenta e gradual que ocorrerá no corpo da criança conforme ela vá crescendo. No entanto, chega uma certa idade em que eles já estão aptos a tomar banhos sozinhos. Trabalhe para que essa transição seja feita de forma natural e não brusca para não se tornar constrangedora. A partir dos 7 anos, aproximadamente, a criança entra em uma fase na qual já é capaz de compreender uma série de ideias que antes eram tratadas apenas de forma lúdica.
Deixe a criança tirar todas as dúvidas sobre o assunto e mantenha o caminho de diálogo aberto para dúvidas futuras. A partir dos 9 anos, a criança se aproxima da pré-adolescência e, com isso, uma grande dose de hormônios passa a fazer parte da vida dela. É uma fase de muitas dúvidas a respeito de sexo, desejo e masturbação. Muitas famílias tratam o tema como tabu. A informação é a melhor fonte de lidar com o assunto. Evite abordar o tema como um constrangimento. É fundamental que a criança entenda que conhecer o próprio corpo é algo natural. O período entre os 9 e os 15 anos de idade é a faixa-etária em que a menina têm a primeira menstruação e o menino, a primeira ejaculação. 
Nesta  fase do papo aberto, é importante ir introduzindo outros temas fundamentais referentes à sexualidade, como a questão da homossexualidade e as doenças sexualmente transmissíveis.  

Pais e professores devem ser aliados neste processo?
Comenta Rosely Sayão (1997)  quem são, afinal os responsáveis por uma educação sexual que permita uma visão consciente da sexualidade (...) claro que os primeiros e principais responsáveis são os pais (...) E quem são os adultos que, pelo menos em tese, deveriam aliar-se aos pais nessa difícil tarefa de educar? Os professores, claro! 
Para trabalhar a educação sexual na escola, é importante que toda a equipe pedagógica esteja em sintonia e que o Projeto Político Pedagógico esteja bem formulado e embasado em uma proposta inovadora e dialógica de educação. O trabalho de Educação Sexual na escola, implica em planejamento e ações pedagógicas sistemáticas. Não se trata de palestras, semanas especiais, de cartazes pregados nos murais, mas sim de um canal permanentemente aberto para que as questões sobre a sexualidade possam ser discutidas com crianças e adolescentes, de maneira séria, clara e ampla. 
A Educação Sexual está prevista nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Cabe à escola adequá-la ao currículo e dividir com os pais as expectativas e os objetivos a serem construídos pela filosofia da escola. O professor, para se tornar um educador sexual, deve trabalhar interiormente as questões sexuais, livrando-se de preconceitos, superando os tabus e informando-se sempre, para ser um bom orientador e formador de valores.
É preciso criar um conceito positivo, de todas as etapas belas e únicas da vida, que deve ser serenamente compreendida para ser plenamente vivenciada. Mostrar a construção histórica da adolescência, as diversas formas com que as sociedades tratam seus adolescentes, trabalhar algumas estatísticas sobre a população jovem e adolescente no mundo de hoje e dar oportunidades para debate sobre as dificuldades que os adolescentes passam neste período: crise com os pais, mudança nos papeis sociais, o apelo do mundo do trabalho, o consumismo, as experiências afetivas e as identificações com modelos sociais. Interpretar a rebeldia adolescente como uma etapa necessária à formação e a emancipação da personalidade jovem e madura. Dar informações gerais, sobre as mudanças corporais e sociais dos corpos meninos e meninas, etc. O trabalho com a educação sexual é uma parceria com a família, que deve ser informada e (por que não?) educada para entender a sexualidade como um impulso presente em todos os estágios do desenvolvimento humano.

Como evitar a estimulação precoce e a erotização das crianças e adolescentes?
Reforço que a educação sexual acontece primordialmente no contexto da família onde a criança está inserida e que muitos pais preferem nem tocar no assunto. Alguns pais estimulam precocemente as crianças, e acham engraçado ver crianças de 1, 2, 3 anos beijarem na boca, ao som de frenéticas risadinhas, ou indagações do tipo: "Quem é seu namorado?" As meninas vestem micro saias, ou micro shorts, os meninos são empurrados a desejar modelos "gostosas", etc. A geração anterior era muitas vezes punida e repreendida caso mencionasse ou quisesse saber alguma coisa a respeito de sexualidade. A atual é bombardeada pela estimulação precoce à erotização. 
A sexualidade infantil é diferente da sexualidade adulta, não contém os mesmos componentes e interesses. Perdeu-se hoje, de uma forma geral, a noção do que é pertinente a criança. Vejo com frequência adultos se dirigirem a criança como se estivessem se dirigindo a adultos em miniatura. Não sabem como se aproximar delas, sobre o que falar e de que maneira. Ao ouvirem uma criança se referir a outra como sendo seu namorado entendem isto dentro do parâmetro de adulto, às vezes desesperando-se, às vezes estimulando, poucos lidam com este dado na dimensão do contexto e por quem ele é apresentado.
É muito comum conhecer crianças que, super estimuladas, encontram na erotização a única forma de se relacionar. O afeto é erotizado e os movimentos, a vestimenta e a maneira como se comportam, tem o sentido de provocar uma relação erotizante. Apresentam, portanto, distorção em sua capacidade de sentir, pensar, integrar, conhecer e de relacionar, pois são estimuladas a dar um salto para a sexualidade genital, que não têm condições emocionais, biológicas e maturidade de realizar, despertando, muitas vezes, alto nível de ansiedade e depressão. Muito cuidado! Cuidado para não trocar toda a atenção necessária, por tudo o que o crediário possa comprar.

A homoafetividade é um tema em evidência. Como tratar isso com os adolescentes? O que os pais e o colégio podem fazer para evitar preconceitos?
Ainda, tem-se vivenciado no dia a dia das escolas questões pertinentes a homoafetividade e a nova família brasileira. O sujeito passou a ser identificado a partir de sua prática sexual (julgado, rechaçado, aceito, valorizado). É preciso desmistificar as informações que muitos alunos trazem sobre sexualidade e em particular sobre homossexualidade. O núcleo familiar sofreu mudanças ao longo do tempo, da mesma forma, a responsabilidade dos pais e da escola no desenvolvimento do respeito à diversidade e a naturalização das diferenças. A relação da escola com essa nova família é fator primordial para a formação da criança e do adolescente. Não há como negar estas questões e torná-las invisíveis. É preciso esclarecer as dúvidas e corrigir ideias pré-concebidas que não possuem fundamentação científica. Constata-se que existe grande diversidade de pensamento sobre a homossexualidade, e pode-se observar que o mesmo é carregado de dúvidas, angústias e preconceitos e que existe dificuldade ao se trabalhar o assunto.
 Somente os estudos e o conhecimento acerca da temática pode instrumentalizar o professor em sua prática pedagógica na busca de desconstruir preconceitos e tabus com seus alunos e reconstruir valores baseados no respeito à diversidade, principalmente em relação à homofobia. Mas para isso, é preciso que a educação sexual não esteja dissociada da família, da escola, e da sociedade. Todos tem responsabilidade quanto a ela. 

Em resumo, a educação sexual deve ser encarada de forma mais natural possível?
Exatamente. Em especial, os pais e os professores devem olhar para si mesmos para educar suas crianças e adolescentes. Isso quer dizer que é importante analisar suas próprias crenças e valores em relação à sexualidade para orientar melhor os pequenos e os adolescentes. Hoje em dia, todos estão expostos a todo tipo de informação. Por isso, é importante que todos tratem de temas mais sensíveis de forma natural. Em casa é função dos pais ajudá-las a compreender melhor os assuntos. Na escola, a função é de professores e de toda equipe pedagógica, contando com o apoio especial do Serviço de Orientação Educacional (quando dele possuir). Lembre-se: a forma como tratamos a sexualidade durante a infância e adolescência será a forma como o futuro adulto vai encarar a questão. 
Portanto, é fundamental que os pais e a escola tratem do assunto de forma natural, baseada nos princípios de uma educação sexual saudável, só assim a educação sexual vem dessa forma, modificar a desigualdade e o preconceito. E  os jovens tem que compreender que o sexo pertence ao mundo privado, e não ao público, razão pela qual deve haver limites.

Você acha que hoje em dia o sexo está muito banalizado? Exemplo: meninas (os) e amigas (os) se dando selinhos, ou a promoção de 'beijaços' entre os jovens? Como encarar essa situação?
Primeiro que a banalização do sexo na adolescência pode prejudicar jovens. A liberação sexual em curso no século 21 é única na história da humanidade. 
Esse 'fenômeno' pode ter sido despertado, principalmente, pela mídia. A TV, por exemplo, dita as novidades, lança a ideia para que as pessoas discutam e, quando isso não acontece, elas apenas reproduzem. Tudo isso virou uma grande indústria. A possibilidade de discutir o assunto na mídia é um bom sinal, que enterrou a repressão com que o tema era tratado anteriormente. Mas na minha opinião, falta bom senso. Em geral, o adolescente tem um falso sentimento de onipotência - acha que pode tudo - e de onisciência - acha que sabe tudo. Para os adolescentes, o estímulo da mídia não gera apenas vontades, mas leva às ações. Como encarar? O ideal é dialogar sobre o assunto. Não é recomendável marcar uma conversa solene. O melhor é abordar o assunto casualmente, no momento em que parecer natural. É preciso acompanhar e orientar.

Como você observa essa questão, que criou tanta polêmica, recentemente, de promover o contato (interação) de uma criança com um adulto estranho, completamente nu, em uma exposição? 
A quem interessa tratar como 'normal' a interação de criança com homem pelado? Concordo com o alerta da Associação Médica Brasileira (AMB) que veio a público fazer um alerta: Não consideramos a performance adequada, pois expõe nudez de um adulto frente a crianças, cuja intimidade com o corpo humano adulto, de um estranho, pode não ser suficiente para absorver de forma positiva ou neutra essa experiência. Evidências científicas comprovam que situações de nudez, contato físico e intimidade com o corpo são próprias do desenvolvimento humano, mas positivas, desde que ocorram entre pessoas com perfis equivalentes, quanto à idade, maturidade e cultura. Ou entre adultos e crianças cujo vínculo e convivência cotidiana definem esta experiência, de forma natural e sem caráter exploratório previamente determinado. Do ponto de vista do adulto (que se apresenta nu e disponível para contatos físicos com crianças) não se consegue alcançar o mérito dessa proposta e/ou sentido artístico, educativo desse roteiro teatral. Recomendamos que pais e educadores se disponham a trabalhar a sexualidade de seus filhos e alunos, para lhes oferecer a melhor educação sexual, e os prevenir de situações inadequadas, as quais podem ter repercussões imprevisíveis, dependendo da vulnerabilidade emocional de cada criança ou púbere, mais até do que da intensidade da experiência". 
Na minha opinião, a questão é profunda sobre o que hoje vemos como arte. Qual o verdadeiro sentido da arte. Pois o que era belo, profundo e inspirador hoje foi trocado, e isso está por todo o lado - música, programas de TV, imprensa...- e não é de agora. Algo aconteceu que nos fez perder a direção. Olhar para frente buscando essa análise é a questão.

Flaviana Fellini Neuhaus  é pedagoga, orientadora educacional do município de Três de Maio, 
psicopedagoga clínica e institucional e neuropsicopedagoga clínica, institucional e hospitalar

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL/ DIVULGAÇÃO



Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

09/11/2018   |
09/11/2018   |
09/11/2018   |
01/11/2018   |
01/11/2018   |
01/11/2018   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS