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O fogo que destrói sonhos...

01/12/2017 - Por Carine Zambonato
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Muito me custou ler o Jornal Semanal no dia 17 de novembro, a notícia estampada na capa com imagens degradantes dos prédios do antigo CIGRES queimados, trazendo na nota de rodapé a possibilidade de um ato criminoso.
Participei ativamente da elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) do município de Três de Maio, o qual fora aprovado através da Lei Nº 2943 na data de 08/12/2016 e prevê a criação de uma COOPERATIVA, no município de Três de Maio, de catadores de resíduos recicláveis extraídos dos resíduos sólidos domiciliares, visando a redução destes resíduos (lixos) destinados ao aterro sanitário do município de Giruá (CRVR).
Essa ação busca atender a Lei Nacional Nº 12.305, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Lei Estadual Nº 14.528, que institui a Política Estadual de Resíduos Sólidos no Estado do Rio Grande Sul.
O PMGIRS, na pág. 74, traz a informação da aquisição de uma área em Lajeado Lambedor para futuras instalações dessa COOPERATIVA, no entanto, o intuito era dar início das atividades nas antigas instalações do CIGRES, visando a devolução dos empregos dos antigos funcionários que foram demitidos de seus postos de trabalho, enquanto fossem pleiteados junto ao Governo recursos financeiros para a implantação da nova área de triagem. 
Após algumas reuniões frustradas, com o antigo e com o atual governo, acabei por me desmotivar na tentativa de auxiliar na criação da COOPERATIVA, auxílio voluntário diga-se de passagem.
Sofro em pensar que a única alternativa atual para essas pessoas, fora destruído por um ação desmedida. São cerca de 20 postos de trabalho, ou seja, 20 famílias que sofrerão a consequência deste ato de covardia. 
O PMGIRS levou cerca de 2 anos para ser finalizado, sendo que desde o início nos reuníamos discutindo a criação da COOPERATIVA, que até o presente o momento não saiu do papel. Expresso aqui minha indignação, pois se a COOPERATIVA já estivesse em funcionamento hoje, nada disso teria acontecido, pois haveriam pessoas olhando pelo patrimônio, zelando pelos prédios, pela área. 
Mesmo que tenha sido acidental, se a atividade estivesse em funcionamento, teriam sido realizadas as manutenções dos prédios evitando o ocorrido. 
Me sinto no direito de expressar minha frustração pois desde 09/2015 atuo de forma próxima e voluntária junto a uma Cooperativa de Reciclagem no município de Giruá, COOPERVIDA, vejo diariamente a dificuldade enfrentada por essas pessoas que não querem nada mais que trabalho, são pessoas de baixa renda, que literalmente sobrevivem do lixo, daquilo que para nós não é mais útil, eles separam/triam o material e comercializam.
O motivo desta COOPERATIVA estar operando hoje, é porque houve pessoas dispostas a ajudar, não dependeram exclusivamente do governo, tiveram o espaço/galpão cedido pelo proprietário da área, os equipamentos doados por uma Cooperativa de Canoas, parceiros que auxiliaram com documentação e até mesmo aportaram valores.
A documentação para funcionamento conseguiram em menos de 60 dias, ou seja, a formação da COOPERATIVA não há impeditivos.
Agora vos conto o que aconteceu depois de estarem aptos a operar. A única coisa que faltava era lixo, pois creiam, a cooperativa com toda infra estrutura e toda documentação necessária não recebia os resíduos recicláveis da coleta nem do seu próprio município.
Graças a um convênio, não remunerado, com o município de Santa Rosa a COOPERATIVA pôde dar início às suas atividades. Com grandes dificuldades conseguiram conquistar outros municípios menores como São José do Inhacorá e Tuparendi, porém, o município de Giruá, obrigado pelo Ministério Público, dará início da entrega do seu resíduo na COOPERATIVA apenas a partir de 2/1/2018.
...continua na publicação do dia 15/12.



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