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México: país de muitas tradições, povo alegre e hospitaleiro

22/09/2017 - Por Jornal Semanal
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Júlio Cortese Lorenset, 17 anos, conta sua experiência em Vicente Guerrero - Chihuahua, e os aprendizados adquiridos com a rotina, culinária e costumes mexicanos 

Nesta edição, o jornal Semanal encerra os relatos dos jovens que participaram do programa de intercâmbio do Rotary Internacional, realizado no último ano. 
Contamos agora, a experiência do jovem Júlio Cortese Lorenset, 17 anos, que realizou intercâmbio na cidade de Vicente Guerrero - Chihuahua, no México. Filho de Vanir José Lorenset e Gabriela Cortese, o jovem, estudante do 3ºano do Ensino Médio, permaneceu um ano em terras mexicanas, na cidade de mais ou menos sete mil habitantes, conhecida como a "Cidade da Maçã". 

Rotina parecida com a de Três de Maio
Júlio conta que a ideia de fazer um intercâmbio vem desde pequeno, pois era um sonho poder viajar e conhecer outros lugares do mundo, e, por meio do programa de intercâmbio do Rotary, ele teve a oportunidade de realizar esse sonho. 
Ele conta que a rotina no México era muita parecida com a rotina que tinha em Três de Maio. "Eu tinha aula de segunda a sexta. A aula começava às 8h e terminava às 14h30min. De tarde, eu realizava atividades extras, como participar do grupo da banda da escola e do grupo de dança. Também participei de esportes como futebol, vôlei e basquete. À noite, ou nas tardes de dias livres, saía com meus amigos. Nos fins de semana, passava com a família e saía com os amigos. E, muitas vezes, tive a oportunidade de realizar viagens com meus pais", recorda. 
Contudo, para o jovem, o sistema de ensino mexicano é bom, mas tem muito a melhorar. "Eu estudava em uma escola pública. O que mais me chamou a atenção é o ensino focado no que você quer seguir como profissão, sendo que, para alguns, são dadas aulas de direito, administração, entre outros".

Culinária muito rica e costumes interessantes
A culinária do México é muito rica, com vários temperos e coisas diferentes. "Mas, o principal, o que não pode faltar no prato do mexicano são as tortilhas e as salsas (picantes) e o chila (pimenta)", recorda. 
Sobre os costumes, Júlio revela que os mexicanos são muito parecidos com os brasileiros: muito amigáveis e hospitaleiros. Então, não notou muita diferença nos costumes. "E, na tradição, também, a única coisa que tive o prazer de participar foi na Festa dos Dias dos Mortos, a qual é muito comemorada no México. Lá, eles fazem uma festa enorme. Eu gostei de participar, ainda mais porque a festa é no dia do meu aniversário", destaca, lembrando que a comemoração, considerada pela Unesco como patrimônio da humanidade, tem a tradição de reunir a família e amigos para comemorar a visita dos antepassados à terra.

Dificuldades e aprendizado 
A maior dificuldade que Júlio enfrentou foi nos primeiros meses do intercâmbio. "Tive que me adaptar com as novas famílias, as casas, os amigos, a comida e, principalmente, o idioma. Ou seja, era tudo novo e eu tinha que me virar, me adaptar".
"O maior aprendizado foi o amadurecimento e a responsabilidade. Lá eu aprendi a me virar sozinho. Não tinha meus pais e minha família do meu lado para me ajudar. Então, era tudo mais difícil. Mas isso foi muito gratificante, pois tive experiências muito boas, que vou levar para o resto da vida", ressalta. 


Júlio teve a oportunidade de fazer muitas viagens e conhecer as maravilhas do México

Ao fundo, Castelo de Chapultepec, Cidade do México

Com os jovens intercambistas do Distrito 4110

Em Vicente Guerrero, Chihuaha

Laguna de los siete colores - Bacalar

Oportunidade de viajar e fazer novas amizades
"Eu acredito que vou levar para a vida as experiências que adquiri no meu intercâmbio. A pessoa que me tornei, mais maduro, pontual, responsável, entre outros. Também digo que foi uma oportunidade única de ter convivido com minhas famílias e fazer novos amigos lá. Tive um laço muito forte com todos e tenho até hoje", afirma. 
Júlio ressalta que os mexicanos são muito hospitaleiros e lhe receberam com muito amor e respeito. "Sou muito grato por tudo, porque eles facilitaram e me ajudaram muito no meu intercâmbio!", alega. 
O estudante conclui dizendo que conheceu várias cidades e estados mexicanos. "Tive a chance de fazer muitas viagens e conhecer mais as maravilhas do México. Ainda, pude conhecer os Estados Unidos, pois eu vivia a 5,6 horas do EUA, e, meus pais mexicanos iam muitas vezes para lá, e eu tive a oportunidade de ir junto", finaliza.

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL





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