Domingo, 19 de novembro de 2017
Ano XXIX - Edição 1484
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

Os desafios, as limitações e as diferenças vividas em 10 meses na Indonésia

08/09/2017 - Por Jornal Semanal
Tweet Compartilhar
Mariana Maldaner Schneider, 18 anos, relata sua experiência e, culturalmente falando, sua dificuldade de apresentar ideias e opiniões por ser mulher

Quando se ouve falar da Indonésia, a primeira coisa que vem na cabeça das pessoas são as lindas praias e as belezas naturais. Mas o país não se resume nisto. 
A Indonésia é um país completo, que alia cultura e tradição, além de ter uma rica biodiversidade, com praias, montanhas, vulcões, florestas e alguns animais exóticos. Também possui um povo acolhedor e carismático. 
Com território dividido pelo mar, a Indonésia é um país com grande diversidade cultural. Cada ilha tem costumes, cultura e até idioma próprios, o que a torna um país culturalmente especial e rico. 
Localizada entre Ásia e Oceania, a Indonésia é conhecida como um país transcontinental composto por mais de 17 mil ilhas (sendo em torno de 6 mil habitadas), o que faz da nação o maior arquipélago do mundo. O país é banhado pelos Oceanos Pacífico (Oriente) e Índico (sul e oeste). 
Com população superior a 250 milhões de habitantes, é o quarto país mais populoso do mundo e, também, o maior país muçulmano do mundo. A capital, Jacarta, localiza-se na Ilha de Java, que é considerada a ilha mais importante do país. 
Além disso, existem mais de cem vulcões ativos. Na ilha de Java, por exemplo, está o famoso vulcão Bromo, um vulcão ativo cujo passeio permite visuais incríveis. 
Foi neste país que Mariana Maldaner Schneider, 18 anos, filha do casal Carlos e Daniela Maldaner Schneider,  conviveu por 10 meses, durante o intercâmbio pelo programa do Rotary Club. Mariana reside em São Martinho, porém, foi através do Rotary Três de Maio que ela participou do programa de intercâmbio.
A estudante do terceiro ano do Ensino Médio, ficou sabendo do programa do Rotary por um amigo e foi atrás para saber um pouco mais e ter a oportunidade de participar do intercâmbio. 

Mulheres são vistas como 'figura frágil'
Confirmado o intercâmbio, Mariana partiu para a cidade de Surabaya, na ilha de Java, onde morou durante 10 meses. Ela frequentava escola, eventos do programa e, a todo momento, estava explorando algo novo na cidade e em várias ilhas do país.
Culturalmente falando, a maior dificuldade da jovem foi lidar com a questão da liberdade e independência da figura feminina. "Lá, a cultura da nação tem a mulher como indivíduo frágil, que necessita de proteção e ajuda. Por isso, fui privada de ter a minha própria independência e, até mesmo, em alguns casos, de apresentar minhas ideias e opiniões", lamenta.

Povo muçulmano 
Outro fato que chamou a atenção da estudante foi a religião.  "Mais de 80% da população Indonésia é muçulmana, e eu tive a oportunidade de ficar em duas famílias que são parte dessa crença". 
Segundo Mariana, estar em contato com o Islamismo foi uma das melhores experiências, pois nesse tempo, ela aprendeu a viver, entender, aceitar e respeitar a religião. "Ainda, tive uma das mais surpreendentes descobertas: o Islamismo é a expressão de amor, acolhimento e compaixão, e não violência e guerra como é o entendimento de muitos", explica.

'Um novo olhar para viver'
"Acredito que a maior aprendizagem que um intercâmbio pode trazer é a experiência e, consequentemente, o entendimento e respeito que adquirimos pelo diferente. O diferente como religião, comida, modo de viver e costumes, ou seja, a construção de um novo olhar para o viver", resume.

Conhecendo a Ilha Madura

Mariana também conheceu  a borda do vulcão ativo Bromo, na Ilha Java

Arquitetura das casas em Toraja, na Ilha Sulawesi

NA FOTO PRINCIPAL: Mariana com os colegas na escola SMKN 16






Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

10/11/2017   |
29/09/2017   |
29/09/2017   |
15/09/2017   |
01/09/2017   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS