Domingo, 19 de novembro de 2017
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O servidor público não é o culpado

08/09/2017 - Por Jornal Semanal
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Depois de 19 meses com o salário parcelado, somos obrigados a dizer que quem escolheu candidatar-se para gerir as finanças, os projetos, programas e outras atribuições do Estado não pode mais escudar-se na crise, pois se após todo esse tempo, sem anúncio em investimento em melhorias efetivas do Estado, os gestores merecem um voto de descrebilidade.
Quando a cada final de mês é anunciado uma parcela mísera de pagamento há, antes de qualquer coisa, desrespeito àqueles que escolheram servir ao público, pois somos servidores públicos.
Há discursos que se existe insatisfação que se procure outra área para o desempenho laboral, daí cabem às perguntas: Quem atenderá ao telefone de emergência e mediará os conflitos diários surgidos? Quem registrará as ocorrências e fará as investigações a fim de tirar os malfeitores do seio da sociedade? Quem imitirá a guia para o recolhimento do IPTU, antes que seu nome seja negativado? Quem fará a perícia em um lugar sinistrado? Quem irá debelar um incêndio em uma mata ou em uma residência? Quem trocará a lâmpada da nossa rua quando ela estiver às escuras? Quem julgará as demandas judiciais? Quem ficará responsável pela segregação daqueles que necessitam estar afastados do convívio social pelo cometimento de crimes? Quem estará nas escolas à espera dos nossos filhos, todos os dias, para ensiná-los para a vida?
Se todas ou algumas dessas perguntas tiver como resposta: "NINGUÉM", está se caminhando para a cultura do medo, da queda da qualidade vida, pois serviços básicos influem na qualidade de vida de todo o cidadão, direta ou indiretamente.
A crise nas finanças estatais não passa nem perto da contrapartida do abnegado e qualificado serviço público desempenhado pelos servidores, está certamente ligado à sonegação, a locupletação de valores por aqueles que deveriam zelar por valores que são de todos, e como tal deveriam retornar em serviços e investimentos.
Servidores públicos antes de o serem são cidadãos que participam do convívio social, tem suas necessidades, precisam de alimentação, de pagar água e luz, telefone, suas famílias não podem ficar a mercê de Governos, pois o serviço público e uma prestação Estatal e não de Governo, que assim como vem, vão.
Infelizmente, a história se repete, quem assume herda a administração com os cofres raspados, quem sai diz que deixou valores em caixa para investimentos, quem fala a verdade?
Por fim, estamos fadados a três anos de "vacas magras" e um ano de "vacas nem tão magras", coincidente o ano da eleição, não nos esqueçamos disso.

Paulo Roberto do Nascimento




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