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Gaúcho da Geral destaca pluralidade da torcida organizada: 'Estamos todos por um único ideal: torcer, e viver, pelo Grêmio'

01/09/2017 - Por Jornal Semanal
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Integrantes da torcida, que estiveram em Três de Maio, reiteram que a Geral foi criada para agregar todos os gremistas: 'É só chegar'

A Geral do Grêmio tem marcado presença no interior do Estado, buscando aproximar os torcedores do interior dos da Capital e Região Metropolitana e mostrar que não há barreiras para qualquer apaixonado pelo clube frequentar o setor da torcida na Arena, a arquibancada norte - basta chegar e torcer.
Em praticamente todos os jogos do Grêmio em seu estádio, pelo menos numa das tomadas das câmeras de televisão no setor aparece um torcedor em especial. Ele está colado à grade de proteção, sempre pilchado, cantando com os outros presentes e agitando a bandeira do Rio Grande do Sul.
Já virou um personagem, um símbolo da torcida, alguém cuja identidade, ao ser visualizada, remete imediatamente à maior torcida organizada do clube - é o Gaúcho da Geral, ou Juliano Franczak, 36 anos, natural e morador de Novo Hamburgo.
"Como o próprio nome já diz, a Geral é um lugar de todos. No setor, unimos todas as raças, credos e classes sociais, sem distinção. Lá, estamos todos por um único ideal: torcer, e viver, pelo Grêmio", declara o torcedor em entrevista ao Semanal.

Hospitalidade e carinho
Recentemente, o Gaúcho esteve - mais uma vez - em Três de Maio. Foi na última sexta, 25, acompanhado dos também integrantes da Geral Daniel Mussi e Pedro Barbieri e de Claudemir Bernardi, o Chiquinho, que coordena o núcleo regional da Geral, sediado em Três de Maio.
Os integrantes da Geral visitaram a cidade aproveitando a vinda à região, onde, na noite de sábado, 26, em São Martinho, participaram de um evento do Consulado da cidade, no qual estiveram presentes os ídolos Mazaropi e Carlos Miguel e o goleiro Galatto, um dos heróis da Batalha dos Aflitos, em 2005.
Também foram presença na programação as musas do Grêmio, o ônibus do clube e taças. Na quinta, 24, os integrantes da Geral haviam estado em Santo Augusto, também num jantar do Consulado.
O Gaúcho da Geral é reconhecido por onde passa. "O que mais me marcou, e ainda marca, nessas andanças pelo Rio Grande são a hospitalidade e o carinho que as pessoas têm comigo, mesmo sendo apenas um torcedor do Grêmio como todos os outros", diz ele. "Uma das coisas que me chamam atenção é a força de mobilização das cidades. O fanatismo pelo Tricolor é, com certeza, muito maior no interior."

'Sempre fui pilchado, desde o início'
Solteiro e sem filhos, o Gaúcho reside há cinco anos em Lomba Grande, na zona rural de Novo Hamburgo. Dizendo-se um apaixonado por cavalos e pela lida do campo, ele trabalha como produtor rural, além de fazer cursos.
Sócio do clube desde 2005, Juliano atualmente é conselheiro, o que garante sua entrada em todos os jogos em casa. Para os jogos fora, vai por conta própria. "O importante é sempre estar ao lado do Imortal", afirma.
Ele conta que torcer pelo Grêmio é uma herança de família - na sua casa, todos são gremistas. Seu pai, Osmar, o levou ao estádio Olímpico pela primeira vez em 1983 - coincidentemente, ano da primeira conquista da Libertadores e do único Mundial - e, desde então, o Gaúcho não parou de seguir o Tricolor.
"Eu e meus irmãos acompanhávamos todas as partidas e treinos. Sempre fui pilchado, desde o início. Com o tempo, fui ficando conhecido por isso e agora acaba sendo algo natural. Tenho muito orgulho de levar a bandeira do Rio Grande por todos os lugares a que vou", reitera.
"Meu nome está sempre à disposição para ajudar as pessoas. Venho de uma família simples, desde cedo trabalhei para ajudar em casa, e durante minha criação aprendi o valor da honestidade e o quão importante é estender a mão e ajudar o próximo", destaca.

'É só colocar a camiseta e fazer a festa'
A Geral não é uma associação formalmente estabelecida - ou seja, não é pessoa jurídica, não tem cargos, não tem mensalidades, não tem associados. Pedro ressalta que, quanto à arquibancada norte, é só chegar.
"Queremos quebrar uma barreira (com as idas ao interior). É só chegar lá, tudo na base da amizade, tudo em prol do Grêmio. A Geral foi feita para agregar todos os gremistas, não importa a cidade, não importa a distância. Às vezes o pessoal de fora vai lá e acha que é uma coisa fechada. Para participar, é só colocar a camiseta do Grêmio e fazer a festa", expõe ele.
Na visão de Daniel, "é o pessoal do interior que enche o estádio". "Com torcedores de Porto Alegre e Região Metropolitana, vão aos jogos 16 mil, 18 mil. Quando o pessoal do interior vai em peso, como às partidas grandes, dá um público de 40 mil, 45 mil. É muito importante essa aproximação com o interior", comenta.

Pedro, Daniel, o Gaúcho e Chiquinho em visita à Redação do Semanal

FOTO: MURIAN CESCA




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