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Não precisamos de Bolsonaro

18/08/2017 - Por Jornal Semanal
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Gustavo Griebler*

Quando se aproxima qualquer pleito para a Presidência da República começam a surgir nomes os mais diversos para a substituição ou continuidade do governo que vem ocorrendo. Já se falou em Joaquim Barbosa no passado. Sílvio Santos, Luciano Huck. Agora surgem Sérgio Moro e Jair Bolsonaro. Você deve ter ouvido falar deste último por seus comentários fortes contra grupos minoritários, como os homossexuais.
Tenho a dizer que enquanto cresce o nome de Bolsonaro como candidato à presidência e por consequência a hashtag #Bolsonaro2018, digo que não precisamos de Bolsonaro. Não precisamos de extremos. Precisamos de centralidade. Não estou defendendo o sempre central PMDB que ora pende para um lado ora para outro. Estou defendendo uma política que olhe de cima e junte-se ao povo para entender seus problemas e achar a melhor forma de resolvê-los. Dirão que o PT faz isso. Pois é. Tentou fazer. Viu que fazendo isso e colocando isso na mesa de votação são dois extremos difíceis de serem trabalhados. PT teve que agir como os outros partidos sempre agiram, quando chegou ao poder. Não é uma questão de sigla partidária a solução para o Brasil. A solução está no próprio Brasil, é só saber trabalhar.
Voltando a Bolsonaro, já o vi em um vídeo mostrando armamento que um cidadão comum e um produtor rural poderiam usar. Não precisamos de armas. Armas são para a polícia, quando necessário. Ninguém mais precisa delas. Que se tire um equipamento de repressão e de morte de todos os cidadãos comuns, não os forneça para eles. Que os deixe somente para os militares, para a guerra. Penso que quando você oferta livremente, aí sim que verá as coisas acontecerem. Balas perdidas aumentarão. Tiroteios sem razão farão parte dos noticiários. Carnificina ocupará páginas de Internet e de jornal às pencas.
Mário Sérgio Cortella coloca Bolsonaro como uma possibilidade da democracia. Realmente. Ele é uma possibilidade. Mas vejo como uma possibilidade que cresce ao passo que muitos acham que ele é a solução. A solução não é ele, tenho a dizer. A solução, no meu entender, está no tempo e, como disse, no próprio Brasil. A velha política, os velhos nomes estão passando. A nova geração me parece promissora. Ao menos no discurso, muitos jovens políticos têm me surpreendido, em especial no pensar temas que a velha política não costuma pensar: ecologia, apoio ao próximo, sustentabilidade. Não falam nos temas clássicos da política. Têm visão outra.
Bolsonaro na presidência me assusta. Assim como se fosse eu norte-americano residente hoje nos EUA com Trump na presidência. Não precisamos de uma volta à ditadura. Não precisamos dos militares no comando de nossa plural Nação. Precisamos de um fato novo, um novo olhar, um novo sentido, um novo governo, um novo. Novo tudo. Que a política se reinvente. Se reinventará. Quando? Temos de esperar. Quanto? Um tempo. Breve.

* Mestre em Educação nas Ciências. Licenciando em Formação de Professores para a Educação Profissional. Docente EBTT do IF Farroupilha - Campus Avançado Uruguaiana



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