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É preciso uma conscientização maior sobre prevenção, diz Secretaria da Saúde

04/08/2017 - Por Jornal Semanal
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Principal carência na área é todos se darem conta da necessidade de prevenção, diz secretária da Saúde

'Temos que focar na prevenção, na promoção da saúde, e não na doença', analisa Gislaine Mella. Todo mês, em média, mil pessoas retiram medicamentos na Farmácia Central, número considerado bastante alto

Dos 16.715 procedimentos na atenção básica em saúde realizados no primeiro quadrimestre deste ano em Três de Maio, 13.523, ou 80,90%, foram ações de promoção e prevenção, indica relatório da Secretaria Municipal da Saúde recentemente apresentado.
O número engloba todas e as mais diferentes ações realizadas com vistas à promoção e prevenção: imunizações, testes de HIV, visitas domiciliares, palestras, atividades em escolas, pedágios informativos e outros, relativos às mais diversas áreas, como saúde bucal, suicídio, câncer de mama, drogas, álcool e doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo.
Mas, apesar do trabalho intenso e do esforço da secretaria municipal em prevenção, é justamente nesse quesito que a titular da pasta, secretária Gislaine Mella, vê a atual maior carência da área da Saúde em Três de Maio.
E, quando se refere à área da Saúde, a secretária não fala estritamente do trabalho da pasta, e, sim, do contexto geral do município - o que, naturalmente, inclui a população.
"Criaram-se muitos vícios", diz a secretária. "Vou dar um exemplo: o consumo de medicamentos no município é muito alto", afirma. Hoje, em média, todo mês, mil pessoas retiram medicamentos na Farmácia Central, localizada no prédio da secretaria, na Avenida Uruguai.
"Há casos em que as pessoas não precisariam fazer uso de medicamentos. Fazendo exercícios físicos, tendo uma dieta adequada, por exemplo, elas não iriam precisar usar medicamentos. Nós temos que focar na prevenção, na promoção da saúde, e não na doença. Temos que atacar o outro lado, o da prevenção", analisa.

Até agora, R$ 400 mil em medicamentos
Até o momento, em 2017, foram gastos, pelo Município, em torno de R$ 400 mil em medicamentos - apenas na lista básica, uma vez que os controlados competem ao Estado. A previsão geral para o ano é de que o Município despenda aproximadamente R$ 800 mil - Gislaine diz, no entanto, que, para suprir toda a demanda da lista, seria necessário cerca de R$ 1 milhão no ano.
"Aí, entra aquela questão do consumo", diz a secretária. "Estamos trabalhando com os médicos a redução de medicamentos em alguns casos. Não adianta tomar um remédio por um longo tempo se ele não está fazendo efeito. Ou, por exemplo, o paciente se consultou uma vez, recebeu a receita de um medicamento, depois não retornou ao médico, não sabe se o remédio está fazendo efeito e continua usando", explica.
Um caso que demonstra a alta saída de medicamentos envolve o omeprazol, usado no tratamento de doenças do estômago relacionadas ao excesso de acidez, como a gastrite: recentemente, 12 mil comprimidos foram adquiridos e eles terminaram em três dias, entre uma segunda e uma quarta-feira.
Por outro lado, Gislaine afirma que o suprimento de medicamentos da lista básica está num nível satisfatório, enquanto, em relação aos controlados, têm sido registrados frequentes atrasos.
E, neste ano, a secretaria atualizou o cadastro de pacientes, o que tem contribuído para a redução da aquisição de medicamentos que eventualmente nem viriam a ser consumidos ou teriam saída menor do que a esperada, por divergência entre o cadastro da secretaria e as necessidades reais dos usuários.

No quadrimestre, quase R$ 4,1 milhões com saúde
O relatório referente aos primeiros quatro meses deste ano foi apresentado pela secretaria ao Conselho Municipal de Saúde em 12 de julho e à Câmara de Vereadores no dia seguinte.
Já no dia 17, foi apresentado durante audiência pública e aprovado pelos presentes - secretários e servidores municipais, vereadores e comunidade em geral.
No primeiro quadrimestre, o total liquidado de despesas com saúde foi de R$ 4.091.721,82. O valor é considerado pela secretária Gislaine Mella como dentro do previsto.
Desse total, R$ 2.912.262,93 foram gastos com atenção básica, R$ 712.193,52 com assistência hospitalar e ambulatorial, R$ 183.993,03 com vigilância epidemiológica, R$ 54.262,60 com vigilância sanitária e R$ 229.009,74 representam outros gastos.
Já o valor empenhado no quadrimestre - ou seja, inclui também pagamentos futuros - foi de R$ 4.939.229,13.
Quanto a procedimentos, que foram 16.715, houve - além dos 13.523 de promoção e prevenção da saúde - um total de 162 com finalidade diagnóstica, 338 procedimentos cirúrgicos e 2.692 procedimentos clínicos.

FOTO:  MURIAN CESCA

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