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SUCESSÃO RURAL - Objetivos de vida: progredir nos estudos e investir no campo

28/07/2017 - Por Jornal Semanal
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Aos 21 anos, produtor rural Andrei Balsan está prestes a se formar em Engenharia de Produção e aplica os conhecimentos na propriedade - e, para o futuro, quer se dividir entre a docência universitária e o trabalho no interior

Morador do meio rural, Andrei Balsan ingressou no curso de Engenharia de Produção da Setrem, no primeiro semestre de 2013, com o objetivo de futuramente atuar como engenheiro dentro de alguma indústria.
Agora prestes a se formar, o jovem de 21 anos alimenta, atualmente, outro pensamento. "Hoje, com outra visão do que é agricultura e com os recursos disponíveis para realizar o trabalho, meu objetivo é estudar e investir no campo", diz o jovem, que, na retomada das aulas, iniciará seu 10º e último semestre.
Ele reside com a família em Tucunduva, na localidade de São Miguel, em uma propriedade de 146 hectares, com os pais e seus dois irmãos - Bernardo, de 13 anos, e Júlia Rafaela, de 6.
Na propriedade, são cultivados soja, milho e painço, estes três para comercialização, e frutas e hortaliças, para consumo próprio - mesma finalidade para a qual são criados bovinos de corte, ovelhas, galinhas e suínos. Também, a família é produtora de leite, atividade que faz parte dos seus negócios.
Andrei - que chegou a trabalhar fora em 2012, numa cooperativa de grãos - se envolve em todas as atividades da propriedade. O trabalho com os animais é feito por ele e sua família, enquanto, na lavoura, o serviço, custos e lucros são divididos entre a família de seu pai e a de um dos irmãos do pai.

Família de Tucunduva cultiva soja, milho e painço e, para consumo próprio, cria gado, ovelhas, galinhas e suínos

Aprendizado aplicado no dia a dia
O produtor e acadêmico diz que, durante sua trajetória no curso de Engenharia de Produção, tem conseguido aplicar o conhecimento na parte de gestão da propriedade rural, controle de custos e despesas da propriedade.
Para ele, "o curso contribui muito quando ensina ao acadêmico e futuro engenheiro técnicas de produção e administração. O curso nos torna pessoas atentas a coisas inovadoras e que nos trarão ganhos e aprendizagens, fatores muito importantes, ainda mais no desenvolvimento de uma propriedade rural".
Ao longo destes nove semestres, ele teve dois de seus trabalhos aprovados para o Simpósio Gaúcho de Engenharia de Produção (Sigepro), organizado pelo Núcleo Gaúcho de Estudantes de Engenharia de Produção (Nugeep).
Em 2016, foi apresentado o trabalho de título "Aplicação da programação linear para definição do cultivo de culturas otimizado em uma propriedade rural de médio porte", desenvolvido sob orientação da professora Ivete Linn Ruppenthal e produzido em conjunto com o colega Augusto Fabbrin.
Já em 2017, a produção aprovada é "Gestão de custos no meio rural: um estudo de caso em uma propriedade rural de médio porte", orientada pela professora Marluci Casalini Wildner. Neste ano, o simpósio ocorrerá nos dias 17 e 18 de agosto, na Feevale, em Novo Hamburgo.

'É preciso se aperfeiçoar e adquirir conhecimentos'
Quanto ao que almeja para depois da conclusão do curso, Andrei conta que pretende fazer uma pós-graduação em Gestão do Agronegócio e, depois, mestrado e doutorado. "Tenho interesse em ser professor universitário, mas não pretendo deixar o campo. Penso em lecionar à noite e durante o dia me dedicar e investir na agricultura", afirma.
Os motivos que o fazem querer permanecer no meio rural são melhor qualidade de vida, oportunidade de crescimento e os fatos de o mercado do agronegócio estar em alta, de o trabalho ser entre família e de poder desenvolver seu próprio negócio.
Na visão dele, "para trabalhar na agricultura nos dias atuais, é necessário se atualizar, ficar por dentro das tecnologias, pois as máquinas vêm evoluindo ano após ano e, para acompanhar esse avanço tecnológico, é preciso se aperfeiçoar e adquirir conhecimentos".
"O conhecimento é algo que ninguém tira de você", acrescenta o acadêmico. "Com o contato com pessoas novas, outras áreas e com outras vivências, é possível trocar conhecimentos, sem limitar o trabalhador nem restringir a evolução no interior", encerra.

FOTOS:ARQUIVO PESSOAL



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