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Depressão e bipolaridade - Parte 2

21/07/2017 - Por Yara Lampert
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O principal sintoma é um estado de humor de tristeza e desespero

Em função da gravidade da depressão, podem sentir-se alguns ou muitos dos seguintes sintomas:
- Preocupação com fracassos ou incapacidades e perda da auto-estima. Pode ficar-se obcecado com pensamentos negativos, sem conseguir afastá-los;
- Sentimentos de inutilidade, desespero e culpa excessiva;
- Pensamento lento, esquecimentos, dificuldade de concentração e em tomar decisões;
- Perda de interesse pelo trabalho, pelos hobbies e pelas pessoas, incluindo os familiares e amigos;
- Preocupação excessiva com queixas físicas, como por exemplo a obstipação;
- Agitação, inquietação, sem conseguir estar sossegado ou perda de energia, cansaço, inacção total;
- Alterações do apetite e do peso;
- Alterações do sono: insônia ou sono a mais;
- Diminuição do desejo sexual;
- Choro fácil ou vontade de chorar sem ser capaz;
- Ideias de morte e de suicídio; tentativas de suicídio;
- Uso excessivo de bebidas alcoólicas ou de outras substâncias.

Quanto tempo dura uma crise?
Varia muito. A pessoa pode estar em fase maníaca ou depressiva durante alguns dias, ou durante vários meses. Os períodos de estabilidade entre as crises podem durar dias, meses ou anos. O tratamento adequado encurta a duração das crises e pode preveni-las.

É possível prever as crises?
Para algumas pessoas, sim. Umas terão uma ou duas crises durante toda a vida, outras pessoas recaem repetidas vezes em certas alturas do ano (caso não estejam tratadas).

Em que idade surge à doença?
Pode começar em qualquer idade, durante ou depois da adolescência.

Qual a causa da doença?
Há vários fatores que predispõem para a doença, mas o seu conhecimento ainda é incompleto.
Os fatores genéticos e biológicos (na química do cérebro) têm um papel essencial entre as causas da doença, mas o tipo de personalidade e os estresses que a pessoa enfrenta desempenham também um papel relevante no desencadeamento das crises.

Depois de uma crise de depressão, volta-se ao normal?
Em geral, sim. No entanto, devido às consequências dramáticas que as crises podem ter, no plano social, familiar e individual, a vida da pessoa complica-se e perturba-se muito, restringindo de forma marcante a sua capacidade de adaptação e autonomia.
O tratamento adequado para a prevenção das crises (se são graves e/ou frequentes) é essencial para evitar os muitos riscos inerentes à doença.

Há tratamento para as crises?
Não há nenhum tratamento que cure a doença por completo. No entanto, há grandes possibilidades de controlar a doença, através de medicamentos estabilizadores do humor, cuja ação terapêutica diminui muito a probabilidade de recaídas.  As crises graves obrigam a tratamento hospitalar em muitos casos.

Fonte: Fadeb.pt/pages/o-que-e-a-doenca-bipolar
ADEB Associação de apoio aos doentes depressivos e bipolares





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