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Do excesso à falta de chuva, qualidade e produtividade do trigo ficam comprometidas

14/07/2017 - Por Jornal Semanal
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Cultura encontra-se em desenvolvimento vegetativo inicial, quando recomenda-se fazer a aplicação de nitrogênio. Porém, não há condições adequadas de umidade
A expectativa de colher uma boa safra de trigo, a exemplo do ano passado, está dando lugar à incerteza para o agricultor três-maiense Edemar João Schiavo.
Mesmo com o incremento na área cultivada, passando de 11 hectares em 2016, para 17 hectares plantados nesta safra, o agricultor de Medianeira, interior de Três de Maio, confessa seu desânimo com o desenvolvimento do cereal até o momento.
Ele conta que, inicialmente, demorou a fazer o plantio devido ao excesso de chuvas. As primeiras lavouras implantadas não se desenvolveram como o esperado, e como Schiavo explica, a planta está "ruim, feia, amarelada". As demais, aquelas plantadas mais tarde, estão se desenvolvendo um pouco melhor. 
Apreensivo, o agricultor fala que o clima está interferindo muito e deixando a situação "desesperadora". "Não conseguimos colocar nitrogênio na lavoura. O que foi colocado no primeiro plantio, choveu tanto que foi todo embora. E agora, falta chuva. Se não tiver como colocar nitrogênio, o trigo não vai reagir, não vai se desenvolver". 
Na safra passada, Schiavo alcançou a média de produtividade de 71 sacos por hectare. Este ano, ele fez investimentos, financiou a lavoura, caprichou na adubação e fez o melhor na implantação da cultura.  Por conta disso, esperava ter bons resultados. 
Segundo ele, a situação pode ser revertida, em partes, se chover. "Aquele trigo que está com quase dois meses de plantio, já perdeu a fase que faz a semente, que faz o grão, que faz o tamanho do cacho. Então a qualidade está comprometida. O tempo não está ajudando nada. Agora, se não chover, não tem o que fazer. E isso é desesperador", conclui.

'Desenvolvimento da cultura não está satisfatório', avalia Emater 
De acordo com o técnico em agropecuária da Emater de Três de Maio, Nilton Pértile, o plantio do trigo iniciou-se em maio, porém, em função do alto volume de chuvas no período, poucos produtores puderam efetuá-lo. E, os que o fizeram, tiveram perdas significativas por erosão, perdas de nutrientes e compactação do solo. 
Pértile informa que a maioria das lavouras foi implantada na segunda quinzena de junho. "Depois deste período, não ocorreu chuva, por isso, muitas lavouras estão com germinação desuniforme", ressalta.
O extensionista avalia que alguns produtores desistiram de plantar a cultura do trigo em função do alto volume de chuvas e, principalmente, pelo baixo preço pago ao produtor. Além disso, as condições de clima, até o momento, foram bastante adversas. "O início do período foi chuvoso. Houve atraso no plantio. Agora, a falta de chuvas não está permitindo que os produtores façam, principalmente, a aplicação nitrogenada que é muito importante para o bom desenvolvimento da cultura", observa.
Pértile justifica que o desenvolvimento da cultura não está satisfatório, primeiramente, pelo excesso de chuvas e agora pela falta dela. No momento, cem por cento das lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo inicial. Neste período, recomenda-se fazer a aplicação de nitrogênio, porém não há condições adequadas de umidade.
A área cultivada no município é de oito mil hectares. Na safra passada foi de 8.500 hectares, com média de produtividade de 3.060 kg/ha. Para este ano, o técnico afirma que ainda não é possível fazer uma avaliação de produtividade, visto que, a cultura encontra-se em estágio inicial de desenvolvimento.

FOTO: DIVULGAÇÃO EMATER




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