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VOLUNTARIADO - Falta de pessoal e de recursos levou ao encerramento das atividades da Atapa

23/06/2017 - Por Jornal Semanal
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Entidade de proteção animal e ambiental havia sido fundada em 2012
A falta de pessoal e de recursos levou ao encerramento das atividades da Associação Três-maiense de Amparo e Proteção Animal e Ambiental (Atapa). Fundada em 2012, a organização não governamental (ONG) encerrou as atividades em fevereiro.
Muitas pessoas ainda não sabem do fim dos trabalhos da entidade e continuam a procurar os ex-voluntários. "Mesmo que a ONG nunca tenha recebido verbas, tínhamos que fazer as declarações necessárias à Receita Federal, o que acabou impossibilitando a viabilidade da gestão da ONG", relata a ex-presidente Ana Cristina Dockhorn, citando a falta de pessoal e de recursos.
Alguns dos trabalhos que os voluntários desenvolviam em prol dos animais necessitados eram ações de castração, denúncias de maus-tratos e feirinhas de adoção. Mas, durante seu período de atuação, a entidade - devidamente registrada, com CNPJ - nunca teve mais do que dez integrantes.
"Nosso objetivo também era o de angariar recursos financeiros, com verbas federais, por meio de projetos. Mas isso nunca ocorreu, pelo fato de os voluntários terem pouco tempo disponível para fazer os projetos e buscar os recursos", conta Ana, que é supervisora da Rádio Colonial.
"Também nunca conseguimos apoio nem do Executivo nem do Legislativo municipais. Sem dinheiro, não há muito que fazer. Só a vontade de ajudar não basta, pois tínhamos que pagar os custos com veterinários, mesmo que fizessem preços especiais", complementa.
Necessidade de tempo e disponibilidade
Todos os recursos empregados partiam do próprio bolso dos voluntários e de doações de pessoas físicas. Não há números oficiais sobre as atividades durante a existência da ONG, mas Ana diz que, "sem dúvida, muitos foram os animais castrados, feirinhas realizadas e colocações de animais em novos lares".
Na visão da ex-presidente, "o que precisaríamos é de pessoas que tivessem tempo e disponibilidade de organizar e administrar um grupo, para que essas ações tão importantes não se percam, porque quem sai perdendo são os animais necessitados".
"Não precisamos ter uma ONG com CNPJ. É claro que seria o melhor, mas, se tivermos um grupo de pessoas que tomem a frente e tenham o tempo necessário para levar as ações adiante, o objetivo será conseguido da mesma forma", reitera.
Ana diz, por outro lado, que "a Prefeitura poderia fazer uma ação de castração, como muitas cidades fazem, com licitação, tudo dentro da lei, e castrar, nem que fosse, três animais por mês, dando preferência às pessoas de baixa renda e animais de rua. Já ajudaria muito".
A ex-presidente também deixa orientações e sugestões à população, de que, ao deparar com situações de maus-tratos aos animais, faça a denúncia, à Polícia Civil ou ao Judiciário, e de que, quando avistar cães atropelados, cujos donos não conhece, os socorra, leve ao veterinário de sua confiança e solicite um preço especial. Dentro disso, ela também sugere que se faça uma vaquinha com conhecidos para pagar os custos, até que se consiga mobilizar mais pessoas que tomem a frente e se unam em prol da causa dos cães.

Ex-presidente Ana Cristina Dockhorn frisa que 'só a vontade de ajudar não basta', uma vez que a entidade tinha gastos, como, por exemplo, com os veterinários, mesmo que fizessem preços especiais

FOTO: ARQUIVO PESSOAL



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