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Não é só um tríplex

16/06/2017 - Por Jornal Semanal
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Nunca estive em um tríplex. Creio que nem em um duplex. Ainda creio que nunca estive em uma cobertura. Quiçá um dia eu conheça uma dessas. Fato é que esse tal de tríplex tem dado o que falar ultimamente. Muitos querem ter um desses na vida. Muitos trabalham para o ter. E existe uma pessoa no Brasil que não o quer ter de jeito nenhum, se é que já teve. Vocês sabem do que falo. Não preciso me estender nisso.
Fato é que o Brasil esperou ansiosamente a liberação de cinco horas de vídeos e o que os telejornais, jornais, programas de rádio, etc falariam da tarde de quarta-feira, dia 10 de maio, de Curitiba, mais precisamente na Polícia Federal, quando se encontraram dois opostos para discutir, entre outros assuntos, o tal do tríplex: um metalúrgico que agora se veste de gravata verde-amarela e um doutor juiz federal que carrega quentinha em sacola plástica.
O tríplex, a meu ver, era o que menos importava ali. Era um embate ideológico. De um lado, um partido surgido de movimentos grevistas, que gosta de levantar bandeiras e fazer reverências a quem defendeu e defende o socialismo e a divisão do capital. De outro lado, os grandes monopólios, a disciplina, a rigidez personificada em um juiz. Um metalúrgico que cresceu na vida e virou presidente, mal tendo concluído o ensino fundamental. E um juiz doutor, com doutorado, e muito estudo e trabalho na vida.
Quem fala a verdade? Quem mente? Quem está com a razão? Doutor Moro, como Lula o chamava na audiência, terá de muito pensar para dar sua sentença com base em uma nova modalidade de julgamento a alguém: indícios. Não há provas. Não há propriedade do tríplex para Lula. Mas há um PowerPoint tudo apontando para Lula, para o senhor ex-presidente, como Moro o chamava.
Faço o meu dever de casa: compro livros e os leio. Assim tem sido com a operação lava-jato, assim tem sido com as privatizações da era FHC. Tenho os devorado sem ketchup e mostarda para melhor me inteirar do que acontece em Pindorama. Melhor formar bem a opinião para não sair falando asneiras e levantando bandeiras sem mesmo conhecer os fatos e os indícios.
Não sei quem mente e quem fala a verdade. Cabe ao juiz decidir e depois ouvir e ver vaias e aplausos. Entretanto, o que cabe se destacar é a coragem com que muita gente tem levado os processos, sem medo e sem influências, quaisquer as que sejam. Temos de continuar lavando e a jato a corrupção deste País. Sem Lei de Gerson, sem jeitinho, sem "me dá aqui que te dou ali". É o primeiro passo para a evolução. Para Pindorama se desenvolver.

Gustavo Griebler
Mestre em Educação nas Ciências.
 Docente EBTT do IF Farroupilha - Campus Avançado Uruguaiana




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